<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020</id><updated>2012-02-04T15:21:49.923-08:00</updated><title type='text'>PCB - FORTALEZA - CE</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>39</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-7565449375751097685</id><published>2012-02-04T15:21:00.000-08:00</published><updated>2012-02-04T15:21:49.932-08:00</updated><title type='text'>Mudar o governo da Síria é um complô condenado ao fracasso</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_ES_xEvTy4w/TywJ8n9DSJI/AAAAAAAAFmA/LzI5EKylKpw/s200/20120203_Bruyerdi.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="134" width="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-_ES_xEvTy4w/TywJ8n9DSJI/AAAAAAAAFmA/LzI5EKylKpw/s200/20120203_Bruyerdi.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Estados Unidos pretende mudar o sistema político da Síria, assinalou quarta-feira o presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Exterior da Assembleia Consultiva Islâmica do Irã, Alaedin Bruyerdi, recordando que os complôs do país americano na região têm fracassado varia vezes, e, assegurou que, as tentativas contra a Síria terão o mesmo destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O esforço de certos países da região, como Arábia Saudita e Catar, para derrotar o governo de Bashar Al Assad se realiza sobre a pressão dos EUA”, sustentou o parlamentar iraniano, informar IRNA.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde meado de março, a Síria é cenário de diversos distúrbios e também sido testemunha de numerosas manifestações tanto pro como contra do governo do presidente Bashar Al Assad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 27 de novembro passado, a Liga Árabe aprovou sanções econômicas sem precedentes contra Damasco, entre elas a proibição de voos para o país árabe, o congelamento das transações comerciais e o bloqueio das contas bancarias do governo sírio nos países árabes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruyerdi, além disso, qualificou de “símbolos do terrorismo governamental” o regime de Israel e EUA, fundamentando-se nos crimes e nas ajudas aos grupos terroristas na região pelas mãos de Tel Aviv e Washington.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazendo referencia ao tema do programa nuclear de Teerã, o funcionário iraniano concluiu sua intervenção considerando “muito provável” a reabertura dos diálogos entre Irã e o Grupo 5+1, tendo em conta a proposta da Alta Representação para a Política Exterior e a Segurança da União Europeia (UE), Catherine Ashton, a respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último informe do diretor geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, divulgado em 8 de novembro passado, acusou ao Irã de desenvolver um programa nuclear com fins bélicos. Certos países como os EUA e seus aliados impuseram embargos à República Islâmica, baseando-se no manipulado informe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teerã sempre tem reiterado que o objetivo de seu programa nuclear é cobrir a demanda elétrica interna e realizar investigações cientificas e sanitárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma delegação de funcionais da AIEA, dirigida pelo diretor geral adjunto dessa entidade internacional, Herman Nackaerts, viajou domingo passado para o Irã, com o objetivo de debater com as autoridades iranianas as inquietudes existentes acerca o programa nuclear iraniano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://www.hispantv.ir/detail.aspx?id=173444&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-7565449375751097685?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/7565449375751097685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2012/02/mudar-o-governo-da-siria-e-um-complo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/7565449375751097685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/7565449375751097685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2012/02/mudar-o-governo-da-siria-e-um-complo.html' title='Mudar o governo da Síria é um complô condenado ao fracasso'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-_ES_xEvTy4w/TywJ8n9DSJI/AAAAAAAAFmA/LzI5EKylKpw/s72-c/20120203_Bruyerdi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-6048557735629940112</id><published>2012-02-04T15:12:00.000-08:00</published><updated>2012-02-04T15:12:11.729-08:00</updated><title type='text'>&gt;“VAZOU! A AGENDA DA LIGA ÁRABE PARA A SÍRIA”</title><content type='html'>Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis aqui, em ritmo de curso intensivo, uma síntese das maquinações “democráticas” da Liga Árabe – de fato, Liga do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), porque quem realmente manda nessa organização pan-árabe são duas das seis monarquias do Golfo Persa que integram o CCG, também conhecido como Clube Contrarrevolucionário do Golfo, a saber: o Qatar e a Casa de Saud.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CCG criou um grupo na Liga Árabe para monitorar o que se passa na Síria. O Conselho Nacional Sírio – baseado na opinião de Turquia e França, países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) – apoiou com entusiasmo a iniciativa. Não por acaso e muito significativamente, o Líbano, vizinho da Turquia, não aprovou a constituição do tal grupo de ‘monitores’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os mais de 160 monitores, depois de um mês de investigações, publicaram seu relatório... Surpresa! O relatório não repetia a versão do CCG – segundo a qual o governo de Bashar al-Assad-do-Mal estaria unilateralmente e indiscriminadamente, matando o próprio povo, o que tornaria absolutamente necessária e urgente uma “mudança de regime”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Comitê Ministerial da Liga Árabe já aprovara o relatório, por quatro votos a favor (Argélia, Egito, Sudão e Omã, membro do CCG) é só um voto contrário (adivinhem: claro, o Qatar – atualmente na presidência da Liga Árabe, porque o emirado comprou da Autoridade Palestina o turno, na presidência rotativa da instituição).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então aconteceu que o relatório foi ou completamente ignorado (pela mídia-empresa ocidental) ou detonado sem piedade (pela mídia árabe que, praticamente toda ela, é financiada ou pela Casa de Saud ou pelo Qatar). O relatório não foi sequer discutido – porque o Conselho de Cooperação do Golfo impediu que, traduzido do árabe ao inglês, fosse publicado no website da Liga Árabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que, afinal, o relatório vazou. Pode ser lido em inglês, na íntegra em: “Report of Arab League Observer Mission”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documento é absolutamente claro e assertivo: não há nenhum tipo de repressão letal organizada pelo governo sírio contra manifestantes pacíficos. Em vez disso, o relatório denuncia as muitas gangues armadas como responsáveis pela morte de centenas de civis e de mais de mil soldados do exército sírio, em atentados organizados e letais (explosões de ônibus de transporte de civis, ataques a bomba contra trens carregados de óleo diesel, ataques a bomba contra ônibus de transporte de policiais e ataques a bomba contra pontes e oleodutos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relatório não confirma a versão oficial distribuída pelo CCGOTAN para o caso sírio, de levante popular esmagado por tanques e balas. Na mesma direção do relatório, também Rússia e China, do grupo BRICS, e muitos países do mundo em desenvolvimento vêem o governo sírio em luta de resistência contra grupos de mercenários estrangeiros pesadamente armados. O relatório caminha na direção de confirmar essas suspeitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Conselho Nacional Sírio é constituído de “irmãos” da Fraternidade Muçulmana aliados à Casa de Saud e ao Qatar – que recebem também o discreto e incômodo apoio de Israel, nos bastidores. Legitimidade não é o forte do CNS. Quanto ao Exército Sírio Livre (ESL), há desertores e há quem se oponha ao regime de Assad, mas, sobretudo, o ESL está infestado de mercenários estrangeiros armados pelo Conselho de Cooperação do Golfo, especialmente gangues salafistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for, o CCGOTAN, impedido de aplicar na Síria o modelão padrão de implantar “democracia” à custa de bombardear até destruir o país sendo isso necessário para livrar-se do ditador-do-mal proverbial, não se deixará paralisar. A Casa de Saud e o Qatar, líderes do CCG, já desmentiram e desqualificaram o próprio relatório dos próprios monitores, e já partiram, desembestados, para decidir, de vez, a questão: trabalham hoje para impor mudança de regime na Síria, como interessa ao CCGOTAN, usando o Conselho de Segurança da ONU como seu instrumento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim se vê claramente que o atual movimento “liderado pelos árabes para assegurar solução pacífica a dez meses de conflitos” na Síria, através da ONU, nada é além de evidente tentativa de derrubar o governo sírio, o que se chama hoje ‘mudança de regime’. A discussão prossegue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aqui, os suspeitos de sempre – Washington, Londres e Paris – já foram obrigados a garantir à comunidade internacional que não se trata de obter autorização da ONU para que a OTAN destrua a Síria como destruiu a Líbia. A secretária de Estado Hillary Clinton defende o golpe como “uma via para transição política, que preservará a unidade e as instituições sírias”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Rússia e China, dois BRICS, estão vendo as coisas como as coisas são. Um terceiro BRICS – a Índia – além do Paquistão e da África do Sul, também já levantou sérias objeções ao projeto de resolução que o CCGOTAN tenta impor ao Conselho de Segurança da ONU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não haverá outra zona aérea de exclusão à moda líbia; afinal, o regime de Assad não está usando aviões Migs contra civis. Qualquer resolução para mudança de regime na Síria será vetada por Rússia e China. O próprio bloco CCGOTAN está desarranjado, porque os diferentes subgrupos – Washington, Ancara e o duo Casa de Saud/Doha – têm diferentes agendas geopolíticas de longo prazo. Isso, para nem falar de um parceiro comercial e vizinho crucialmente importante da Síria, o Iraque, que também se opõe a qualquer esquema para mudança de regime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso considerado... Por que a Casa de Saud e o Qatar, tão interessados em “democracia” na Síria... Por que não usam todo o seu imponente arsenal de armas norte-americanas para, na calada da noite – como fizeram no Bahrain – invadir a Síria e executar a tal “mudança de regime”, eles mesmos?&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-6048557735629940112?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/6048557735629940112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2012/02/vazou-agenda-da-liga-arabe-para-siria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/6048557735629940112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/6048557735629940112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2012/02/vazou-agenda-da-liga-arabe-para-siria.html' title='&gt;“VAZOU! A AGENDA DA LIGA ÁRABE PARA A SÍRIA”'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-4533866515065994211</id><published>2012-01-17T03:04:00.001-08:00</published><updated>2012-01-17T03:04:16.885-08:00</updated><title type='text'>Os EUA querem manter o poder a qualquer custo</title><content type='html'>A situação no Oriente Médio aproxima-se rapidamente do ponto crítico e o início do conflito já aparece nas cartas. Isso, em resumo, foi o que disse Nikolai Patrushev, secretário do Conselho de Segurança Nacional da Rússia (e ex-diretor do FSB, a organização que sucedeu a KGB) em entrevista à imprensa russa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Patrushev é sem dúvida figura-chave do establishment político e das relações internacionais russas. Ninguém duvida de que falou bem reflectidamente, com o objetivo de enunciar a profunda ansiedade do Kremlin ante a evidência de que o mundo está a poucos passos de uma conflagração no Médio Oriente de consequências imprevisíveis no plano da segurança regional e internacional e da política mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Patrushev, claro, tem acesso a inteligência de alto nível e falou baseado em dados que estão jorrando dos satélites e dos espiões e diplomatas russos. O Kremlin disparou um sinal de alerta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As entrevistas foram dadas em idioma russo. Posso entretanto reproduzir passagens. Patrushev disse: "Há informações de que membros da OTAN e de alguns estados árabes do Golfo Pérsico, agindo segundo o cenário que se viu na Líbia, trabalham para transformar a actual interferência nas questões internas da Síria em intervenção militar directa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi específico. "As principais forças de ataque não serão francesas, nem britânicas nem italianas mas, provavelmente, turcas." Disse que o primeiro passo será criar uma zona aérea de exclusão sobre a Síria, para criar um santuário em território sírio próximo da fronteira turca, para entrada de mercenários que possam ser apresentados como rebeldes sírios. Em resumo, é intervenção ocidental ao estilo "líbio"; e conduzida pela Turquia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Patrushev disse que a escalada militar alcançará provavelmente também o Irão e há "real perigo" de ataque pelos EUA, destacando que tensões sobre a Síria hoje são, de facto, tensões relacionadas com a questão iraniana. "Querem castigar Damasco menos pela repressão à oposição e mais por a Síria se ter recusado a romper relações com Teerão."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a situação iraniana, Patrushev disse: "Já se veem sinais de escalada militar no conflito, e Israel está empurrando os americanos para a guerra. Há perigo real de um ataque militar norte-americano contra o Irão. Nesse momento, os EUA veem o Irão como seu principal problema. Querem converter o Irão de inimigo em parceiro apoiante; e, para conseguir isso, o plano é mudar o actual regime, pelos meios que forem necessários."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qual será a provável resposta dos iranianos? Patrushev avalia: "Não se pode descartar que os iranianos sejam capazes de cumprir as suas ameaças de suspender exportações do petróleo saudita pelo Estreito de Ormuz [1] , se sofrerem ataque militar directo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Patrushev também se referiu às políticas dos EUA para com a Rússia, China e Índia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse que os EUA estão "persistentemente buscando manter a sua dominação económica, política e militar no mundo". Põe sob essa luz a instalação dos sistemas de mísseis antibalísticos dos EUA na Europa. "Hoje, [a instalação dos mísseis antibalísticos] talvez não seja grave ameaça à Rússia, mas o objectivo daquela ação, no longo prazo, é reduzir nosso potencial estratégico. Pelo que sei, os planos para uma barreira global de mísseis de defesa norte-americanos também estão sendo negativamente avaliados em Pequim."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Apesar das mudanças radicais no alinhamento global de forças, como resultado da modernização, os EUA insistem em manter sua dominação económica, política e militar em todo o mundo. No presente, é importante para os EUA eliminar o que veem como ameaças a essa dominação – e ameaças que vêm da China, como creem os EUA." (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis onde a Índia foi mencionada na entrevista de Patrushev: "A administração americana designou a região da Ásia-Pacífico como prioritária em política externa. &lt;strong&gt;Os americanos tentam utilizar a Índia como o contrapeso principal ao poder crescente da China e para este objectivo estão a estimular a ideia de cooperação estratégica especialmente estreita com Deli &lt;/strong&gt;" [ênfase acrescentada].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como "amigo de longa data" da Índia, Patrushev, evidentemente, não falaria contra a abordagem dos indianos e as atitudes de 'sedução' de Tio Sam. Em vez disso, falou da "vizinhança alargada" da Índia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Simultaneamente, os EUA buscam acesso directo aos recursos e às facilidades de transporte na vasta área do Cáucaso, do Cáspio e da Ásia Central. Há inúmeras declarações de políticos norte-americanos sobre a necessidade de pôr sob controlo dos EUA a energia, a água e outros recursos da Rússia."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, apesar de tudo, Patrushev não ignorou a importância que Moscovo dá às relações Rússia-EUA, porque "os EUA são líderes do mundo ocidental e, faça a OTAN o que fizer, as estratégias da OTAN são sempre modeladas em Washington."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, "Os nossos países [Rússia e EUA] têm vários e importantes interesses coincidentes em matéria de segurança. Por exemplo, estamos combatendo juntos contra o terrorismo, de entre outras coisas ao tornar acessível a rota do norte para atender as necessidades das forças dos EUA no Afeganistão; estamos enfrentando juntos o crime organizado e o comércio ilegal de armas, narcóticos e substâncias psicotrópicas, e cooperamos também em tentar manter a segurança das informações" – concluiu Patrushev, com boa dose do humor russo, ao acentuar o carácter profundíssimo da actual "parceria" entre Rússia e EUA.&lt;br /&gt;13/Janeiro/2012&lt;br /&gt;[1] Ver Geopolítica do Estreito de Ormuz: Marinha dos EUA pode ser derrotada pelo Irão no Golfo Pérsico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;[*] O autor foi embaixador da Índia em Moscovo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O original encontra-se em blogs.rediff.com/... &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-4533866515065994211?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/4533866515065994211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2012/01/os-eua-querem-manter-o-poder-qualquer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/4533866515065994211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/4533866515065994211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2012/01/os-eua-querem-manter-o-poder-qualquer.html' title='Os EUA querem manter o poder a qualquer custo'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-4592391043206717831</id><published>2012-01-09T17:53:00.000-08:00</published><updated>2012-01-09T17:53:49.995-08:00</updated><title type='text'>China adverte EUA a serem "cuidadosos" em reorientação militar</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTTHWnBFHNkdcHL7-aUChpqViVlQ8DZKg1Sk1s31C2E_61bqAIe" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="194" width="259" src="http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTTHWnBFHNkdcHL7-aUChpqViVlQ8DZKg1Sk1s31C2E_61bqAIe" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ministério da Defesa da China advertiu os Estados Unidos nesta segunda-feira a serem "mais cuidadosos em suas palavras e ações", depois de anunciarem um novo plano da defesa que enfatiza responder à ascensão China com o apoio de alianças e bases norte-americanas em toda a Ásia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A declaração do porta-voz do ministério, Geng Yansheng, foi a reação mais completa de Pequim até agora à nova estratégia norte-americana, revelada na semana passada. Ela traz a mistura de cautela e contenção que marcou a resposta chinesa aos esforços do governo Obama na Ásia desde o ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Percebemos que os Estados Unidos divulgaram esse guia para sua estratégia de defesa, e vamos observar de perto o impacto que o ajuste da estratégia militar norte-americana tem na região Ásia-Pacífico e nos desenvolvimentos da segurança mundial", disse Geng em um comunicado divulgado no site do ministério (www.mod.gov.cn).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As acusações feitas contra a China pelos EUA neste documento são totalmente infundadas", disse Geng.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Esperamos que os Estados Unidos fluam com a maré da época, e lidem com a China e os militares chineses de uma maneira racional e objetiva, que sejam cuidadosos em suas palavras e ações e façam o que for benéfico para o desenvolvimento das relações entre os dois países e suas forças armadas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova estratégia norte-americana promete aumentar a força na Ásia em uma tentativa de conter a capacidade crescente da China de se contrapor ao poderio dos EUA na região, ao mesmo tempo em que as forças norte-americanas recuam em outros cantos do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob esta nova estratégia, os EUA manterão grandes bases no Japão e na Coreia do Sul e enviarão marines, navios da Marinha e porta-aviões ao Território Norte da Austrália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estratégia visa conter tentativas eventuais da China e do Irã de bloquear as capacidades norte-americanas em áreas como o Mar do Sul da China e o Estreito de Ormuz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A China vem buscando o equilíbrio, expressando sua preocupação com as medidas norte-americanas ao mesmo tempo em que mostra seu desejo de relações estáveis com Washington, principalmente quando os dois lados lidam com políticas internas este ano, quando o presidente Barack Obama enfrenta uma batalha pela reeleição e o Partido Comunista chinês assiste a uma troca de liderança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TEMORES CRESCENTES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presença militar norte-americana crescente na Ásia baseia-se no erro de cálculo de que Pequim pretende modernizar suas defesas militares, disse o Ministério das Relações Exteriores da China na segunda-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A acusação contra a China no documento não tem base, e é fundamentalmente irrealista", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Liu Weimin, em uma coletiva de imprensa, em resposta a uma pergunta da mídia estatal sobre se a China representa uma ameaça à segurança dos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A China adere ao caminho do desenvolvimento pacífico, uma política exterior pacífica e independente e uma política de defesa nacional defensiva", acrescentou Liu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, ainda há um temor crescente nos EUA e na Ásia sobre os desenvolvimentos militares da China nos últimos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A China vem expandindo seu poderio naval, com submarinos e porta-aviões, e também aumentou suas capacidades de vigilância e de mísseis, ampliando seu alcance ofensivo na região e enervando os vizinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A disputada propriedade de recifes e ilhas ricas em petróleo no Mar do Sul da China, pelos quais navegam anualmente 5 trilhões de dólares em comércio, é uma das maiores ameaças à segurança na Ásia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-4592391043206717831?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/4592391043206717831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2012/01/china-adverte-eua-serem-cuidadosos-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/4592391043206717831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/4592391043206717831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2012/01/china-adverte-eua-serem-cuidadosos-em.html' title='China adverte EUA a serem &quot;cuidadosos&quot; em reorientação militar'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-8039122046569912775</id><published>2012-01-09T17:36:00.000-08:00</published><updated>2012-01-09T17:36:59.978-08:00</updated><title type='text'>Partido Comunista da Grécia conclama à formação da Grande Aliança Popular contra o governo e a plutocracia</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.pcv-venezuela.org/images/stories/personajes/internacional/europa/grecia/grecia_kke_banderas.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="235" width="377" src="http://www.pcv-venezuela.org/images/stories/personajes/internacional/europa/grecia/grecia_kke_banderas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Socializar os monopólios e retirá-los das organizações imperialistas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partido Comunista da Grécia (KKE)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenas, 3 jan. 2012, Tribuna Popular. - Através de um comunicado de sua assessoria de imprensa, o Partido Comunista da Grécia (KKE) conclamou os trabalhadores, as trabalhadoras e os partidos políticos autônomos da plutocracia a formarem uma aliança popular, cujo objetivo é socializar os monopólios e retirá-los das organizações imperialistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não há tempo a perder. É extremamente necessária a emancipação dos trabalhadores e dos partidos autônomos da plutocracia e da UE, além da aliança com o KKE, para que se possa formar imediatamente a grande aliança popular com o objetivo de socializar os monopólios e retirá-los das organizações imperialistas. Este é o caminho para a prosperidade do povo”, afirma o comunicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O KKE acusa o governo de coalizão e a plutocracia de apresentarem um falso dilema ao povo – “novos sacrifícios ou quebra e retorno ao drama” –, buscando converter seus becos sem saída numa chantagem ao povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais adiante, afirma: “Estão pedindo ao povo que se suicide e aceite o dilema “euro ou drama”, ainda que saibam que o euro está sendo sacudido pela crise e pelas contradições que afligem a aliança depredadora da UE. Continuam defendendo que a quebra total da Grécia depende do povo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O KKE denuncia que “deste modo, estão tratando de encobrir que a saída para o povo é a saída do país da UE e o poder popular, que cancelará unilateralmente a dívida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.pcv-venezuela.org/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=569&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução: Maria Fernanda M. Scelza (PCB)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-8039122046569912775?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/8039122046569912775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2012/01/partido-comunista-da-grecia-conclama.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/8039122046569912775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/8039122046569912775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2012/01/partido-comunista-da-grecia-conclama.html' title='Partido Comunista da Grécia conclama à formação da Grande Aliança Popular contra o governo e a plutocracia'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-7328617875156865534</id><published>2012-01-09T17:32:00.001-08:00</published><updated>2012-01-09T17:32:37.234-08:00</updated><title type='text'>Descaminhos da Revolução Brasileira: o PCB e a construção da estratégia nacional-libertadora (1958-1964)</title><content type='html'>&lt;b&gt;Ricardo da Gama Rosa Costa (Rico)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professor e coordenador do Curso de História da Faculdade de Filosofia Santa Doroteia, Nova Friburgo-RJ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor da Associação de Docentes da FFSD e do Sindicato dos Professores (Sinpro) de Nova Friburgo e Região. Membro do Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro (PCB).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Introdução: 1964 e o golpe da burguesia monopolista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O golpe perpetrado em 1964 pelas frações monopolistas das classes dominantes no Brasil foi responsável, dentre outras inúmeras consequências que deixaram marcas profundas na sociedade brasileira até os dias atuais, pelo início do desmonte, no seio do pensamento de esquerda, da chamada concepção dualista da realidade brasileira, que começou então a ser revista e gradualmente abandonada após a derrota imposta aos setores populares pelas forças de direita. A tese, na época hegemônica entre os opositores do capitalismo, havia produzido um projeto político marcado pela viabilidade de uma alternativa nacional ao imperialismo e pela aposta de que este movimento de libertação, no qual se destacava o viés nacionalista, poderia contar com a participação e até mesmo a condução da burguesia industrial nativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A burguesia brasileira, no entanto, manteve a aliança já alinhavada com o capital internacional, fazendo parte das articulações em torno do golpe civil-militar de 1964 e contribuindo para desbaratar o movimento de massas então em ascensão no país. A efervescência política e cultural experimentada pelos brasileiros em princípios da década de 1960 denotava a passagem para uma sociedade de tipo “ocidental”, para usar terminologia gramsciana, consolidando um processo que já se verificava nas décadas anteriores. O célere desenvolvimento capitalista no país criava novas situações de conflitos e contradições sociais que eram acompanhadas pela formação e dinamização de novos sujeitos coletivos, os aparelhos privados de hegemonia, possíveis de se identificar tanto nas organizações comprometidas com a formulação de projetos alternativos ao capitalismo, quanto nos grupos representativos das classes que agiam em favor da manutenção e do aprofundamento do sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quadro de uma clara socialização da política, com a participação de amplas camadas trabalhadoras, urbanas e rurais nos embates políticos do período, demonstrava ser este o verdadeiro fato novo na vida brasileira. Se a mobilização social não colocava imediatamente em xeque a ordem capitalista, não deixava de representar uma séria ameaça aos interesses das classes dominantes, pois poderia desaguar num processo profundo de reformas democráticas e sociais, de caráter anti-imperialista e antilatifundiário, conforme apontavam os movimentos articulados em torno das reformas de base (NETTO, 1998: 22-24). A resposta dos setores mais dinâmicos das classes dominantes, constituídos pela burguesia industrial e financeira monopolista, foi a preparação de um movimento reacionário para conter de pronto a ameaça que vinha das massas trabalhadoras, excluindo-as de qualquer possibilidade de participação em instâncias do aparelho estatal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo este processo de embates políticos que explodiu no início da década de sessenta, redundando na solução de força adotada por setores da classe dominante, expressou o acirramento da luta de classes no Brasil, num quadro que pode ser descrito como o da “crise orgânica” indicada por Gramsci. Seu conteúdo foi a crise de hegemonia no interior da classe dirigente, provocada, entre outros fatores, pela ativa movimentação de amplas massas, as quais, em seu “conjunto desorganizado”, podiam fazer emergir uma situação revolucionária. No entanto, como afirma Gramsci, a crise cria situações imediatas perigosas, já que os diversos estratos da população não possuem a mesma capacidade de se orientar rapidamente e de se reorganizar com o mesmo ritmo (GRAMSCI, 2000: 60-61). Sendo assim, frações da classe dominante foram capazes de se articular para retomar o controle da situação e esmagar o seu adversário principal, impondo uma “solução orgânica” evidenciada na unificação de forças em torno de uma só direção, um único “partido”, eficaz na política repressiva necessária para afastar o “perigo mortal” naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta solução representou o rearranjo das forças políticas no núcleo central do poder, ao desfazer o “pacto populista” existente, afastando os setores burgueses considerados ultrapassados para o modelo de desenvolvimento econômico que se pretendia fazer aprofundar. Através de seus aparelhos privados de hegemonia, com destaque para as associações empresariais e entidades como o IPES e o IBAD, além dos aparatos tipicamente coercitivos, como o Exército e a Escola Superior de Guerra, a burguesia monopolista organizou a difusão da ideologia anticomunista e do discurso do “perigo vermelho” que contagiou parcelas significativas das camadas médias, atraindo-as para o apoio ao golpe de 1964. Deste modo, a solução para a crise de dominação burguesa, inscrita num processo de “revolução passiva”, significou o desfechar de duro golpe no movimento operário em ascensão, para que a atualização do projeto capitalista se desse sem maiores obstáculos, garantindo a consolidação e a expansão do capitalismo monopolista no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PCB e a estratégia nacional-libertadora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As bases empíricas e teóricas adotadas para a elaboração da estratégia revolucionária do Partido Comunista Brasileiro, calcadas, respectivamente, numa interpretação imprecisa da realidade brasileira e na tradição do pensamento oriundo da III Internacional, acabaram por dificultar a capacidade de vislumbrar toda a preparação dos grupos fundamentais da classe dominante em direção ao golpe de Estado, por não permitirem enxergar as transformações estruturais na sociedade brasileira, responsáveis pela promoção de novos arranjos de classe, a prever a necessidade de uma nova forma de dominação burguesa no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PCB, por um lado, com a Declaração de Março de 1958, havia imprimido importante mudança de rumo na sua linha política, ao reconhecer o desenvolvimento capitalista em curso dentro do país, ao mesmo tempo em que passava a perceber a importância de se lutar pela consolidação e ampliação da legalidade democrática, resgatando o papel da democracia, há muito negligenciada nas discussões internas. Tais conclusões passavam a indicar a necessidade da interferência dos comunistas nos rumos deste processo, organizando as pressões populares sobre o Estado, e apontavam ainda para a possibilidade real de se conduzir a revolução brasileira por meios pacíficos. Daí a participação cada vez maior do PCB junto aos movimentos nacionalistas e, em princípios dos anos de 1960, na campanha pelas reformas de base, compondo um amplo arco de alianças que apostava numa alternativa de desenvolvimento econômico anti-imperialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, os dirigentes do PCB ainda viam como necessária a ultrapassagem dos “resquícios feudais” que insistiam em identificar na realidade brasileira, o que os mantinham presos à perspectiva etapista da plena realização do capitalismo como forma de iniciar a transição para a sociedade socialista. Havia a firme compreensão de que o desenvolvimento econômico capitalista no Brasil entraria em choque com a exploração imperialista, fazendo aprofundar a contradição entre as forças nacionais e progressistas em crescimento e o imperialismo norte-americano, visto como principal obstáculo para a sua expansão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A etapa da revolução brasileira, naquele momento histórico, seria, portanto, principalmente, nacional e anti-imperialista e, secundariamente, em favor do desenvolvimento das forças produtivas para ultrapassar a sobrevivência das relações “feudais” e “escravistas” no campo. Disso resultava a estratégia centrada na formação de uma frente única nacionalista e democrática, partindo do princípio segundo o qual o embate central se daria entre nação e povo contra interesses imperialistas estrangeiros e não entre proletariado e burguesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso levar em consideração que o ambiente intelectual das esquerdas no pré-64, tendo o PCB como centro hegemônico, mas incluindo socialistas, trabalhistas, nacionalistas e desenvolvimentistas que se opunham ao domínio imperialista, só fazia estimular a crença na viabilidade de um projeto nacional autônomo no âmbito do capitalismo, num contexto internacional reforçado pelas vitórias dos movimentos de libertação nacional na Ásia e na África e da Revolução Cubana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se tornara ainda perceptível para muitos a inevitabilidade da associação dos capitais privados nacionais com os monopólios estrangeiros, como uma tendência inerente à conjuntura econômica caracterizada pelo aprofundamento das relações capitalistas no Brasil e no mundo. Na avaliação de Ricardo Bielschowsky:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... nos anos 50, ainda estavam em plena implantação as estruturas industriais nos países subdesenvolvidos, e ainda se iniciava o atual padrão de internacionalização de capitais, processos casados cuja interação não podia ser percebida em sua plenitude. É natural, portanto, que a compreensão da novidade histórica fosse confusa (BIELSCHOWSKY, 2000: 196).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seria menor a dificuldade em analisar o processo de complexificação da sociedade civil no exato instante em que ele se verificava. Além disso, o instrumental teórico à disposição dos comunistas do PCB, fundamentado nas categorias stalinianas das teses da III Internacional, ainda dominantes nas resoluções da maior parte dos partidos comunistas em todo o mundo, não obstante a política de desestalinização em curso, orientava no sentido de esquemas explicativos simplificados, expressos, por exemplo, na visão dualista da realidade brasileira e na noção da revolução por etapas .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocidente e Oriente nas representações da sociedade brasileira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utilizando as categorias teóricas de Antonio Gramsci, em especial os conceitos “Ocidente” e “Oriente”, é possível depreender que, de acordo com a percepção dos principais intelectuais e articulistas ligados à linha política do PCB, a formação social brasileira era basicamente configurada por elementos “orientais”, se aplicarmos esta designação às caracterizações de “atrasada”, “retrógrada” ou “semifeudal”, dedicadas à estrutura econômica marcada pelo monopólio do latifúndio. Não se descarta a existência de traços “ocidentais”, pois se reconhece a expansão de formas capitalistas de produção, inclusive no campo brasileiro, mas, na linha hegemônica pecebista, o “Oriente” suplanta o “Ocidente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Representando a visão corrente encontrada nos textos editados na imprensa comunista entre 1958 e 1964, podemos destacar a lógica interpretativa de Alberto Passos Guimarães, importante formulador teórico pertencente aos quadros do PCB, em artigo publicado na revista Estudos Sociais no ano de 1964. Para o autor, a produção agrícola baseada no latifúndio escravista teria imprimido uma marca originalmente negativa ao processo evolutivo da sociedade e da economia no Brasil. O tipo de colonização aqui empregado teria gerado um crescimento distorcido da riqueza social: Nosso ponto de partida foi o monopólio da terra, a concentração da propriedade elevada ao mais alto grau, o controle absoluto dos meios de produção nas mãos de uma casta que soube mantê-lo por vários séculos (GUIMARÃES, 1964: 229).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de sua ótica, as forças produtivas não podiam se desenvolver plenamente, em função dos entraves impostos pelo latifúndio, dos privilégios concedidos pela Coroa portuguesa aos intermediários de negócios e às proibições às atividades manufatureiras na colônia. E em pleno século XIX continuariam predominando os entraves à livre concorrência e as restrições à expansão de formas embrionárias da propriedade burguesa: o campesinato não se desenvolvera como classe, o artesanato era escasso e era quase inexistente a população livre dos centros urbanos, quadro que impedia a formação de uma base social necessária à “missão histórica” reservada à revolução burguesa. Tal situação teria começado a sofrer alterações quando o eixo da economia brasileira deslocou-se para o Centro-Sul, mas a cadeia de privilégios aristocráticos seria mantida à revelia do surto industrial na virada do século, pois as novas oligarquias burguesas, capitaneadas por barões e viscondes, vieram suceder as antigas oligarquias feudais, disputando privilégios e favores do Estado (GUIMARÃES, 1964: 231).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alberto Guimarães destacava que o alto grau de concentração dos meios de produção na estrutura agropecuária brasileira seria acompanhado por um nível igualmente exagerado de centralização na indústria, superior ao encontrado nos países de capitalismo avançado. Esta tendência seria reafirmada mesmo após a crise mundial de 1929, quando a intervenção do Estado varguista reduziu os reflexos da depressão econômica junto aos grandes proprietários de café, garantindo as posições de domínio do monopólio da terra. A intervenção estatal teria incentivado ainda a criação de situações de monopólio nos principais setores da indústria, como no caso do cartel formado pelas usinas de açúcar e do alto grau de concentração no ramo têxtil, dominado por um pequeno número de grandes empresas. A tendência à concentração da produção e à centralização dos capitais, reforçada após a Segunda Guerra Mundial, indicaria que: as formas ultraconcentradas da produção existentes em nossa economia não são decorrentes, em geral, do processo evolutivo espontâneo, mas de medidas artificiais que tiveram consequências desastrosas para a livre expansão das forças produtivas e o rápido desenvolvimento da economia nacional (GUIMARÃES, 1964: 235).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na concepção do articulista, portanto, as práticas monopolistas, já presentes na formação histórica brasileira desde a colonização predatória fincada no latifúndio escravista, por si só responsável por frear o desenvolvimento das forças produtivas e a constituição de um mercado interno, teriam sido reforçadas pela ação do Estado brasileiro durante o século XX, criando uma situação artificial e oposta ao que deveria ocorrer de forma espontânea, em condições presumivelmente “naturais” de florescimento das relações capitalistas e de crescimento espontâneo da indústria. A maior penetração dos capitais estrangeiros após a Segunda Guerra Mundial confirmaria em essência o subdesenvolvimento brasileiro, pois o autor havia de caracterizar os monopólios estrangeiros pelo seu parasitismo. Ao agir como um parasita da economia nacional, o capital estrangeiro impediria o desenvolvimento de um capitalismo genuinamente brasileiro, o que, por conseguinte, frearia o curso “natural” do processo histórico, atrasando ou obstando a evolução rumo ao socialismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Igualmente características da concepção dominante no PCB sobre a questão agrária eram as opiniões do dirigente comunista e deputado constituinte de 1946-47 Carlos Marighella, conforme expressas no artigo “Alguns aspectos da renda da terra no Brasil”, publicado na Revista Estudos Sociais nº 1, de maio/junho de 1958. O texto de Marighella partia do pressuposto de que dois tipos de renda, a pré-capitalista e a capitalista, conviviam simultaneamente na estrutura agrária brasileira. Ao analisar a renda da terra na cultura do café, apresentava a figura do colono como a de um trabalhador submetido tanto à exploração da renda trabalho, típica das sociedades pré-capitalistas, quanto ao regime do salariado, próprio do capitalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira forma de exploração revelar-se-ia no trabalho realizado exclusivamente na terra do fazendeiro, ficando mais nítida quando, em determinados dias do ano, o colono era obrigado a prestar serviços gratuitos ao seu senhor, tais como consertar estradas e cercas e limpar pastos. Tais serviços receberam do autor do artigo a denominação de “corveia”, como se de fato existissem relações inerentes ao feudalismo no campo brasileiro. Dentro desta mesma linha, asseverava a total dependência do colono para com o dono da terra, expressa também na apropriação, pelo fazendeiro, do produto suplementar do plantio realizado na parcela do terreno concedida ao trabalhador, além de outras formas de coerção extra-econômica, como a proibição de caçar, pescar e tirar lenha das matas da fazenda, características ilustrativas da servidão, forma de trabalho dominante no feudalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, ao mesmo tempo, para Marighella, o colono era um trabalhador assalariado, em virtude de a fazenda de café ser também um empreendimento capitalista. Argumentou tratar-se, na verdade, de um semiproletário, pois a condição, segundo ele, para o trabalhador se afirmar como assalariado, isto é, receber em dinheiro, nem sempre acontecia, já que o fazendeiro lhe reservava o vale, como complemento do que consumia no barracão da fazenda, outro instrumento de dominação a retirar o caráter de liberdade da força de trabalho, também visto como “remanescente do feudalismo” (MARIGHELLA, 1958: 22). Historicamente, o quadro era explicado como resultado da passagem do fenômeno da parceria, pela qual o braço estrangeiro importado para a lavoura de café entregava a renda produto ao dono da terra, para a condição de trabalhador semiproletário, na qual o colono perdia totalmente a ilusão de tornar-se um produtor independente, mas não se transformara plenamente ainda num assalariado, devido às revivescências da servidão, como referido acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O articulista explicava tal situação híbrida pelo fato de a produção de café ser principalmente destinada ao comércio exterior, servindo quase exclusivamente aos interesses do imperialismo e dos latifundiários e pouco contribuindo para o desenvolvimento do mercado interno, menos ainda para a circulação de dinheiro no meio rural. A possibilidade de junção, em uma mesma realidade social, de duas formas de exploração historicamente separadas, era vista como exemplo da singularidade de um país oprimido e dominado pelo imperialismo, onde o monopólio da terra é lei geral (MARIGHELLA, 1958: 20), impondo a sobrevivência de resquícios feudais no campo. Além disso, a maior parte das fazendas de café (88%, conforme destacado no texto) continuava a ser tocada por colonos, fato que constituiria uma prova da permanência dos restos feudais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros exemplos discriminados no artigo serviam para reforçar as conclusões já verificadas. Eram registradas diferenças marcantes, em relação à agricultura cafeeira, nos casos das culturas canavieira e algodoeira. Na primeira, a usina de açúcar era descrita como superior – na perspectiva de um empreendimento capitalista – à fazenda de café, ao encarnar nitidamente a união entre agricultura e indústria, fazendo do usineiro um industrial do campo, ao contrário do fazendeiro de café. Mas, ao mesmo tempo, o usineiro era também um latifundiário a explorar, em suas terras, trabalhadores vinculados a outras culturas (café, algodão, arroz), sujeitando-os igualmente às formas de exploração semifeudais, assim como o fazia em relação aos plantadores de cana, apontados como semiproletários, tais quais os colonos de café. O fornecedor de cana independente, o antigo senhor de engenho, identificado agora como capitalista, camponês ou fazendeiro rico a explorar a renda produto do pequeno arrendatário (ou pequeno camponês) e a mais-valia do trabalhador rural, estaria de fato subordinado ao grande poderio do usineiro, imposto, centralmente, através do monopólio da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro exemplo, a cultura do algodão era apresentada como desenvolvida à base do arrendamento da terra, tendo criado a figura do arrendatário pobre, submetido a contratos tão extorsivos quanto os do colono de café, ao ser obrigado a entregar produto excedente ou a prestar trabalho ao latifundiário. Este, ao contrário do fazendeiro do café e do usineiro, os quais encarnariam a aliança da terra com o capital, somente seria capaz de extrair renda da terra se explorasse a miséria dos inúmeros arrendatários. Segundo o dirigente comunista, a renda apropriada pelo latifundiário do algodão seria toda ela pré-capitalista, não existindo, assim, a figura do trabalhador assalariado, a não ser no caso da indústria do beneficiamento do produto, conservada em mãos de empresas imperialistas, totalmente separada da exploração agrícola, monopolizada pelos grandes proprietários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução para o enfrentamento político de tal quadro, registrada no final do artigo, estaria em eliminar o monopólio da terra, medida a ser precedida pela extinção das formas feudais de exploração, cuidando para que ficassem resguardados, porém, os empreendimentos industriais do campo, pois, assim, desde que garantida a aplicação da legislação trabalhista na área rural, estariam criadas as novas condições para o desenvolvimento das forças produtivas (MARIGHELLA, 1958: 43).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “ocidentalismo” de Caio Prado Júnior&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo oposto às análises produzidas pelos defensores da linha política oficial do PCB, as formulações de Caio Prado Júnior aproximavam-se do que se pode enxergar como um viés “ocidentalista” na interpretação da realidade brasileira contemporânea, sem que isso significasse a negação total da existência, dentro dela, de sobrevivências “orientais”. As sobrevivências pré-capitalistas na estrutura agrária brasileira (aquilo que os dirigentes comunistas chamavam de “restos feudais” e que, para Caio Prado, poderiam ser denominados de “restos coloniais” ou “escravistas”) deveriam ser compreendidas como integrantes do modo de produção capitalista brasileiro, tendo, na verdade, contribuído para o seu desenvolvimento, ao permitirem uma superexploração do trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio Prado Júnior afirmava que não havia resquícios feudais a serem ultrapassados no Brasil, tendo em vista que um tal sistema feudal jamais fez parte da formação histórica brasileira, vinculada, de outro modo, a um tipo de colonização e de ocupação territorial voltada a atender as exigências de um empreendimento mercantil: a produção de objetos demandados pelos mercados europeus (PRADO JÚNIOR, 1960a: 199). Deduzia que as relações de produção e de trabalho eram determinadas pela grande exploração agromercantil, cuja posição dominante na estrutura agrária impunha a divisão das classes em, de um lado, grandes proprietários e empresários agrícolas a deter em suas mãos a imensa maioria das terras ocupadas e, de outro, a população trabalhadora, à qual não restava alternativa senão fornecer a mão de obra necessária ao grande negócio. Como atividade secundária, havia a possibilidade de os trabalhadores dedicarem-se, nas sobras de terra e de tempo, ao plantio de subsistência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Caio Prado, o essencial das relações de produção e trabalho na zona rural envolvia o binômio grande proprietário x trabalhador - fornecedor de mão de obra e de serviços e não grande proprietário x pequeno proprietário ou camponês. Neste quadro, eram apontadas três formas de remuneração do trabalho no campo, passíveis de serem combinadas a depender do momento e do lugar: o pagamento em dinheiro (salário), em parte do produto e no direito de ocupar, para culturas próprias, parte das terras do proprietário. Geralmente, seriam formas de pagamento em troca dos serviços prestados pelos trabalhadores. De acordo com o renomado historiador, a prestação de serviços constituiria a essência das relações de trabalho na agropecuária brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio Prado argumentava, outrossim, que o pagamento por serviços na base da concessão ao trabalhador de produzir para si próprio nas terras do empregador ou por meio de produtos levava a que se confundissem tais situações com a parceria, elemento invariavelmente apontado pelos formuladores da linha política pecebista como característico da natureza semifeudal da economia brasileira. Na verdade, tratar-se-ia simplesmente, na imensa maioria dos casos, de uma relação de emprego em que parte da remuneração do trabalhador era paga in natura, com parte do produto, não se configurando, por tal motivo, numa forma anacrônica ou obsoleta de exploração sobrevivente de um passado feudal. Isto porque não se observava, nas relações entre proprietários e trabalhadores rurais, nada que se assemelhasse a uma sociedade entre as partes, menos ainda à transferência de posse da terra ao empregado, situações típicas da parceria clássica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parceria ou meação estaria perfeitamente inserida no quadro de desenvolvimento das relações capitalistas no país, conforme buscou demonstrar o articulista ao registrar que tal prática teria se difundido no Estado de São Paulo, principal centro produtor brasileiro, posteriormente a 1930, ligada especificamente não à economia cafeeira, mas à cultura do algodão, cujas relações de produção, em virtude do cultivo em larga escala, se baseavam em serviços prestados com participação no produto. O intelectual paulista assegurava, portanto, que a parceria, longe de conformar um tipo exemplar das sobrevivências feudais no campo brasileiro, além de ter sido prática quase desconhecida nas fazendas de café, constituía uma forma de trabalho adotada em particular na cultura algodoeira, num momento em que o sistema capitalista há muito era hegemônico no país. Ao contrário do que Marighella havia sugerido em seus estudos a respeito da cultura do algodão, na visão de Caio Prado não se configuraria aí a predominância da renda pré-capitalista, mas uma forma de exploração do trabalho superior até ao salariado. O regime de meação, dominante na cultura algodoeira, além de ter sucedido cronologicamente o pagamento por salários, representaria um benefício maior para o trabalhador, pois abriria a possibilidade de acesso à propriedade explorada pelo meeiro e as condições de vida seriam, em geral, melhores que as do colono das fazendas de café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio Prado enfatizava ainda não haver como estabelecer comparações entre a figura clássica do camponês europeu (detentor dos meios de produção e proprietário de fato da terra em que produzia) egresso do feudalismo e o trabalhador rural brasileiro, em sua grande maioria, obrigado a vender a força de trabalho ao grande proprietário para sobreviver. Buscava comprovar que a grande propriedade rural brasileira, com origem histórica marcada pela necessidade da produção em larga escala voltada ao mercado externo, somente possível de ser realizada com a introdução do braço escravo em altas quantidades, impediu o florescimento da pequena propriedade e do campesinato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que poderia ser entendido como a constituir uma economia propriamente camponesa no Brasil, segundo o autor, representava um setor residual da estrutura agrária, como no caso da colonização estrangeira ao sul do país. Atestava que, abolida a escravidão, as relações de trabalho servis foram substituídas por prestações de serviços ou empregos, mesmo que o pagamento nem sempre se fizesse por meio de salários, existindo, dentre suas formas mais comuns, a concessão ao direito de plantar produtos de subsistência no terreno do proprietário. Este “trabalho livre” jamais poderia ser confundido com o de um camponês, tendo em vista a submissão do trabalhador, na sua atividade produtiva, ao poder do verdadeiro dono da terra, via de regra, um latifundiário. Tratar-se-ia, portanto, não de um pequeno proprietário, de alguém que detivesse de fato a propriedade da terra por ele ocupada, mas de um trabalhador obrigado a vender sua força de trabalho, em troca de um salário ou da permissão em plantar no terreno do proprietário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, cabe destacar o alerta do historiador para o fato de a expressão “feudal” estar sendo usada, em muitas ocasiões, como um sinônimo para formas brutais e vis de exploração do trabalho no campo. De qualquer modo, ele rejeitava o uso do conceito, considerando ser mais apropriado falar em “restos escravistas” ou “relações semiescravistas”, termos que aludiam ao passado colonial brasileiro, em que a escravidão serviu de base a uma economia mercantil. Ademais, no presente, as relações sociais não seriam presididas por estatutos pessoais, como no feudalismo, mas por relações mercantis, através das quais os proprietários compravam e os trabalhadores vendiam a mercadoria força de trabalho, num regime de liberdade jurídica. Aduzia que, se a transação não se realizava exclusivamente por intermédio do pagamento em dinheiro, assumindo também formas não monetárias, tal fato não se daria por força de alguma restrição de ordem jurídica ou institucional, mas por causa de determinadas circunstâncias ou conveniências práticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, formas “ocidentais” quase puras são depreendidas da interpretação feita pelo escritor paulista acerca da questão agrária, pois sua concepção a respeito da formação histórica brasileira levava à consideração da economia forjada no período colonial como a integrar, desde o seu nascedouro, o sistema capitalista mundial. O momento da transição do feudalismo para o capitalismo era confundido com um “primitivo capitalismo comercial”, em função da prioridade dada, pelo historiador paulista, ao papel desempenhado pela circulação de mercadorias na análise das transformações econômicas e sociais. O capital mercantil assumiria, assim, função preponderante na condução da economia, daí redundando que: desde o escravismo já estariam dadas praticamente todas as condições do capitalismo ou o conjunto de seus elementos estruturais, excluindo, assim, a possibilidade de existência de modos de produção pré-capitalistas (MANTEGA, 1992: 241).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sua vez, a mão de obra escrava não apresentaria características absolutamente opostas às do trabalho assalariado, uma vez que ambas as formas de exploração eram designadas como “força de trabalho”, pois estariam, em momentos históricos singulares, subordinadas, no fundamental, aos mesmos interesses e objetivos da grande propriedade monocultora: a produção em larga escala voltada ao mercado exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Superestimando a associação de determinadas formas de exploração do trabalho rural ao assalariamento, como no caso dos estudos sobre a parceria, Caio Prado chegou a ponto de descrever o terreno no qual se travavam as relações entre proprietários e trabalhadores rurais como de um mercado livre de trabalho, em que proprietários e trabalhadores, na posição respectiva de pretendentes e ofertantes de força de trabalho, se defrontam e de comum acordo estipulam as condições em que se fará a cessão ou compra da mesma força (PRADO JÚNIOR, 1960a: 219). Tal configuração das relações de trabalho no campo brasileiro nublava as reais condições de superexploração a que estavam submetidos os trabalhadores, numa estrutura marcada por revivescências de formas de trabalho essencialmente coercitivas. Daí que se apresentasse como simplificadora e descolada do terreno histórico da luta de classes no país a proposta apresentada pelo historiador para o enfrentamento às formas brutais de exploração do trabalho na agropecuária brasileira: a extensão da legislação trabalhista, então já a fazer parte do cotidiano fabril e urbano, aos trabalhadores rurais. A simples aplicação da legislação na área rural seria capaz, na ótica de Caio Prado, de restringir a ação abusiva do proprietário no trato com seus empregados, transformando a relação empregador/empregado em mero contrato de trabalho, através do qual prevaleceria a igualdade jurídica entre as partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto às relações com o imperialismo, para Caio Prado, o Brasil estaria submetido a um processo sui generis de industrialização, numa coleção desconexa de unidades filiadas aos trustes internacionais, meras extensões deles no país. Nas suas bases, a economia brasileira permaneceria a constar no sistema econômico internacional como produtora e fornecedora de produtos primários aos países centrais do sistema, com a diferença de que a troca passou a ser feita com as manufaturas produzidas dentro do próprio país, pelas filiais aqui estabelecidas das mesmas empresas estrangeiras. Assim, a economia nacional mantinha-se, sob a capa e com as insignificantes compensações de um progresso muito mais aparente e de fachada que real, num estágio inferior de desenvolvimento e sem a possibilidade de atender efetivamente às necessidades da grande maioria da população (PRADO JÚNIOR, 1960b: 4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para reverter tal quadro, seria preciso apostar em uma política nacionalista (pois não se trataria ainda, segundo Caio Prado, de engendrar planos utópicos) capaz de promover uma industrialização fundada na iniciativa nacional, privada e pública, voltada não para a exploração do restrito mercado suntuário de reduzidos setores privilegiados da sociedade, mas a serviço dos interesses e necessidades essenciais do país e das grandes massas. Na agenda da luta anti-imperialista, cumpriria tornar efetivo o monopólio estatal das transações financeiras com o exterior, a fim de evitar as remessas de lucros às matrizes dos trustes internacionais. A intervenção estatal na economia brasileira, visando promover uma industrialização com bases genuinamente nacionais, seria uma das chaves centrais na proposição caiopradiana, sob o argumento de que a contradição entre a intervenção do Estado no domínio econômico e a livre iniciativa privada constituiria uma das molas principais da futura transformação socialista do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O historiador rejeitava, por fim, a tese da burguesia como uma força revolucionária, assegurando que a burguesia brasileira era francamente favorável ao capital estrangeiro e ao estabelecimento de monopólios internacionais no país, razão pela qual até mesmo o açucarado e róseo reformismo teorizante da CEPAL (PRADO JÚNIOR, 1960b: 4) seria capaz de provocar graves apreensões e escandalizadas reações nos meios burgueses brasileiros. Declarava então que a única classe e categoria social capaz de propulsionar a revolução brasileira, de caráter agrário e nacional naquela fase histórica, seriam os trabalhadores, com o proletariado urbano na vanguarda, conduzindo os trabalhadores do campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As críticas de Caio Prado Júnior às teses oficiais PCB, sem dúvida, buscavam desenvolver uma análise mais rigorosa do processo capitalista no Brasil, ao descartar a matriz dualista e pôr em questão, embora de forma incompleta, uma estratégia etapista mais ortodoxa. Mas, ao subestimar e mesmo negar as possibilidades de progresso econômico pleno proporcionado pelas relações capitalistas no Brasil, não conseguiam ir muito além dos limites traçados pelo projeto nacionalista, propondo uma industrialização em bases nacionais e uma reforma agrária que ampliasse o mercado interno e garantisse melhores condições de vida à população. Neste processo, a necessária ação intervencionista estatal cercearia a iniciativa privada, abrindo caminho posterior para o socialismo. Não fica claro de que modo deveria se pensar a luta hegemônica dos trabalhadores na sociedade e no Estado, mesmo com a profissão de fé no proletariado brasileiro expressa pelo escritor, denotando inclusive uma visão eivada de romantismo em torno da questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O V Congresso do PCB: consolidando a estratégia nacional-libertadora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em abril de 1960, o Comitê Central do PCB lançava, no Jornal Novos Rumos, o órgão oficial do PCB, as Teses do V Congresso para discussão, e o debate demonstrou, centralmente, a divergência existente entre dois grupos principais: de um lado, o núcleo dirigente consolidado no interior da direção partidária durante as discussões sobre o processo de desestalinização, do que resultou a elaboração e aprovação da Declaração de Março de 1958 (Prestes, Giocondo Dias, Marighella, Jacob Gorender, Mário Alves, Armênio Guedes, etc); de outro lado, o grupo stalinista (Maurício Grabois, Pedro Pomar, João Amazonas), que, derrotado no Congresso, fundaria o PC do B dois anos depois. As divergências relativas às análises sobre a realidade brasileira e seus desdobramentos políticos, presentes, por exemplo, nos questionamentos de Caio Prado Júnior e de Elias Chaves Neto, editores da Revista Brasiliense, foram tratadas de forma secundária durante o debate, por não representarem no fundo antagonismo com a linha nacionalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pedra de toque da Resolução Política do V Congresso, aprovada em agosto de 1960, foi a definição da burguesia brasileira como uma classe a possuir duplo caráter: por conta de seus interesses imediatos, tendia a chocar-se com o capital monopolista estrangeiro, o qual representaria um obstáculo à expansão dos seus negócios. Ao pertencer a um país explorado pelo imperialismo, a burguesia nacional encerraria um potencial revolucionário, apresentando-se, aos olhos dos dirigentes comunistas, como uma força capaz de opor-se à dominação imperialista. Mas, em função de sua natureza de classe exploradora, da sua fragilidade econômica e política e dos laços inevitáveis com o sistema imperialista, também era levada a promover acordos e concessões com o capital estrangeiro, na defesa de seus interesses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A burguesia brasileira, na concepção do PCB, apresentava-se como uma força anti-imperialista inconsequente, dividindo-se em um setor entreguista minoritário e uma facção vacilante majoritária, que poderia, mesmo assim, abraçar a causa nacionalista. Por conta disso, a revolução brasileira, naquela etapa histórica, era caracterizada como anti-imperialista e antifeudal, nacional e democrática. Um outro elemento a contribuir para tal caracterização da revolução brasileira era a conjuntura internacional, ao indicar que a superioridade crescente do socialismo sobre o capitalismo no plano mundial, o desenvolvimento ascendente do movimento de libertação dos povos e o consequente debilitamento do sistema imperialista (PCB, 1980: 46) exerceriam poderosa influência favorável ao crescimento das forças anti-imperialistas e democráticas no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No PCB, continuava a imperar a noção de que o capitalismo, internamente, configurava um fenômeno de caráter progressista, em contraste com a suposta realidade de um sistema em acelerada decadência na arena internacional. A formação da aliança com a burguesia nacional, no entanto, deveria ser acompanhada da luta permanente contra a intensificação da exploração capitalista e contra as tendências burguesas de conciliação com o imperialismo. Na medida em que o proletariado se empenhasse em conquistar a hegemonia do movimento nacionalista e democrático, cada vez mais se colocaria na ordem do dia o antagonismo de classe entre trabalhadores e capitalistas brasileiros, na perspectiva de se criar, as premissas imprescindíveis ao salto qualitativo para a etapa socialista da revolução (GORENDER, 1960: 9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da parte dos pesquisadores que influenciaram o pensamento dos dirigentes pecebistas e de amplos setores da esquerda brasileira, há que destacar as formulações do historiador Nélson Werneck Sodré, que, no livro Introdução à Revolução Brasileira, por exemplo, via no nacionalismo o grande divisor de águas na história do Brasil recente, por seu conteúdo libertador na luta contra as forças econômicas externas, por estar imbuído do ideal democrático e popular dos grupos sociais em ascensão e por possuir caráter revolucionário, pela capacidade de superar o que no Brasil ainda havia de colonial. Havia o entendimento, da parte de Sodré, de que as classes sociais interessadas na transformação revolucionária da realidade nacional constituiriam o conjunto compreendido pelo campesinato, o semiproletariado, o proletariado, a pequena burguesia e as partes da alta e média burguesias que tinham seus interesses confundidos com o interesse nacional. Esta seria uma força majoritária inequívoca e invencível, se organizada, na luta contra os latifundiários, a alta e a média burguesia comprometidas com o imperialismo (SODRÉ, 1967: 208-209).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os formuladores da estratégia pecebista, as condições impostas pelo desenvolvimento das relações capitalistas no Brasil teriam colocado, objetivamente, a burguesia industrial brasileira em rota de colisão com o imperialismo. As condições subjetivas, porém, traduzidas na tendência a conciliações, vacilações e concessões ao inimigo externo, naquilo que, nos documentos dos comunistas, expressariam a natureza dúplice e conciliadora da burguesia, impediriam o pleno desafogo do processo em direção às transformações estruturais da sociedade brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se percebia que, justamente em função de garantir a expansão dos seus negócios em tempos de capitalismo monopolista, os setores mais ativos da burguesia brasileira já vinham se associando aos trustes internacionais, fato, contudo, identificado pelos dirigentes do PCB como “vacilação” e “conciliação” com o inimigo. Daí que o papel principal reservado à classe operária, dirigida por seu partido, seria pressionar a burguesia nacional a cumprir a sua “missão histórica”, a fim de que fosse concluído o processo evolutivo do capitalismo no país, possibilitando, em seguida, a passagem para a etapa socialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao acompanhar as perspectivas descritas acima, portanto, a estratégia do PCB acabou por não se concentrar na conscientização de amplos setores sociais visando a transformação da classe dominada em classe dirigente antes mesmo da tomada do poder, tampouco na criação de um sistema de alianças capaz de mobilizar a maioria dos trabalhadores contra o Estado burguês, com vistas à superação do sistema capitalista, como desejava Gramsci ao desenvolver a proposta de “guerra de posições”. O núcleo dirigente do PCB, ao contrário, agarrado à fórmula da “guerra de movimento”, herança das teses terceiro-internacionalistas, apostou na agudização da crise social para desencadear o choque frontal com os grupos reacionários, ao mesmo tempo em que a posição subordinada à “burguesia nacional” na política de alianças o fez investir na costura de um acordo com o governo, confiando centralmente no aparato militar deste para conduzir o confronto em favor das forças populares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal posicionamento, entretanto, jamais poderia ser confundido com uma atitude meramente conspirativa ou “golpista”, como pretenderam indicar alguns historiadores, segundo os quais a postura de oposição cada vez mais dura às “vacilações” do governo João Goulart, associada a atos mais radicais como a aceitação da palavra de ordem “reforma agrária na lei ou na marra” e a solidariedade ao movimento rebelde dos sargentos e marinheiros, denunciariam que o PCB trabalhava a possibilidade de abraçar um caminho extra-legal, passando a secundarizar as instituições, a desprezar a legalidade democrática vigente (SEGATTO, 1995: 164-170).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este tipo de interpretação não leva em conta que a estratégia nacional-libertadora estava inserida em projeto mais amplo da revolução socialista no Brasil, cujas regras sociais e políticas deveriam ser completamente diferentes das normas legais vigentes em um país como o Brasil, em que a chamada “legalidade democrática” nem de longe representava a superação das práticas autoritárias historicamente construídas pelas classes dominantes no exercício do poder. É preciso reconhecer que, no seu projeto de longo prazo, os comunistas desejavam ultrapassar os marcos institucionais existentes em favor das classes populares, para que estas deixassem de ser meras coadjuvantes ou expectadoras do processo político legal (ALMEIDA, 2003: 88). A luta pela ampliação dos espaços democráticos na sociedade brasileira de fato fazia parte do programa político mais geral abraçado pelos comunistas, os quais, em diversos documentos propuseram a implementação de medidas concretas neste sentido, como a extensão do direito de voto a analfabetos, soldados e marinheiros, assim como a legalidade plena para o PCB, em função das quais seria necessário promover alterações na Constituição em vigor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente que os comunistas do PCB não haviam despertado para a importância da questão democrática no grau de radicalidade que ela adquire em Gramsci, o qual prevê a necessidade da conquista de amplos espaços de participação política, com o crescimento da sociedade civil perante a sociedade política nas formações sociais de capitalismo avançado, a fim de que o partido revolucionário promova, no processo de construção da hegemonia, a reforma intelectual e moral necessária à luta pelo socialismo. A passagem do momento meramente econômico (egoístico-passional) para o momento catártico (ético-político), ou seja, a passagem da necessidade à liberdade, ou ainda, do determinismo econômico à liberdade política, momento no qual a classe, graças à elaboração de uma vontade coletiva, não é mais um simples fenômeno econômico, mas se torna, ao contrário, um sujeito consciente da história (COUTINHO, 2003: 71), não se realizaria sem a ampliação efetiva dos espaços democráticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como as análises teóricas gramscianas, aprofundando dialeticamente inúmeras das determinações no campo do marxismo, somente puderam se desenvolver plenamente e adquirir sua forma madura nos tempos do cárcere, após a derrota do movimento operário e dos comunistas italianos para o fascismo, muitas das interpretações acerca da realidade brasileira, hoje hegemônicas no meio acadêmico, foram de fato produzidas após a grande crise sofrida pelos movimentos sociais no Brasil com a perpetração do golpe de 1964. As avaliações que definem o caráter das transformações econômicas no Brasil dos anos 1950 e 1960 como a significar a consolidação do capitalismo monopolista no país, processo no qual o papel reservado aos setores mais dinâmicos da classe dominante desmistificaria totalmente a noção de “burguesia nacional progressista”, sepultando até a expressão “burguesia nacional”, substituída por burguesia brasileira (GORENDER, 1989: 267), somente puderam ser desenvolvidas com profundidade após a conquista do Estado na ditadura, quando então ficaram transparentes as mudanças no sentido da monopolização do capital e as relações umbilicais entre capitais nacionais e internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não cabe, pois, à historiografia julgar as atitudes dos sujeitos históricos, mas investigar de que modo e em função de quais condições elas foram produzidas, no contexto em que estavam inseridas. Cabe inferir que a derrota sofrida pela esquerda brasileira e, mais particularmente, pelos comunistas do PCB em todo esse processo, num período marcado por uma intensa agitação social na qual estes sujeitos políticos tiveram participação destacada, esteve intimamente vinculada à imagem de Brasil por eles elaborada. E, no essencial, faltou à esquerda brasileira a compreensão de que, antes mesmo da tomada do poder, a classe dominada precisa se tornar dirigente, para o que seria necessária uma análise criteriosa das condições de desenvolvimento capitalista no país e das relações de força na sociedade, sem o que a reforma intelectual e moral proposta por Gramsci, a ser promovida junto às amplas massas do povo no processo da luta revolucionária, jamais pode acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALMEIDA, Lúcio Flávio Rodrigues. Insistente desencontro: o PCB e a revolução burguesa no período 1945-64. In: MAZZEO, Antonio Carlos &amp; LAGOA, Maria Izabel (orgs.). Corações Vermelhos: os comunistas brasileiros no século XX. São Paulo: Cortez, 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIELSCHOWSKY, Ricardo. Pensamento Econômico Brasileiro (1930-1964): o ciclo ideológico do desenvolvimentismo. Rio de Janeiro: Contraponto, 2000, 4ª edição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COUTINHO, Carlos Nelson. O conceito de política nos Cadernos do Cárcere. In: COUTINHO, C. N. &amp; TEIXEIRA, Andréa de Paula (org.). Ler Gramsci, entender a realidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GORENDER, Jacob. O V Congresso dos comunistas brasileiros. Revista Estudos Sociais, Rio de Janeiro, nº 9, outubro de 1960.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________. Do pecado original ao desastre de 1964. In: D’INCAO, Maria Ângela (org.). História e Ideal: ensaios sobre Caio Prado Júnior. São Paulo: Ed. UNESP/Brasiliense, 1989.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GRASMSCI, Antonio. Cadernos do Cárcere – Volume 3. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GUIMARÃES, Alberto Passos. A concentração da produção e das rendas na economia brasileira. Revista Estudos Sociais, Rio de Janeiro, nº 19, fevereiro de 1964.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MANTEGA, Guido. A Economia Política Brasileira. Petrópolis: Vozes, 1992, 7ª edição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARIGHELLA, Carlos. Alguns aspectos da renda da terra no Brasil. Revista Estudos Sociais, Rio de Janeiro, nº 1, maio/junho de 1958.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NETTO, José Paulo. Ditadura e Serviço Social: uma análise do serviço social no Brasil pós-64. São Paulo: Cortez Editora, 1998, 4ª edição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OLIVEIRA, Francisco de. Crítica à Razão Dualista/O Ornitorrinco. São Paulo: Boitempo Editorial, 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO. PCB: vinte anos de política. São Paulo: Livraria Editora Ciências Humanas, 1980.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRADO JÚNIOR, Caio. Nacionalismo e desenvolvimento. Revista Brasiliense, São Paulo, nº 24, julho/agosto de 1959.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________. Contribuição para análise da questão agrária no Brasil. Revista Brasiliense, São Paulo, nº 28, março/abril de 1960a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________. As Teses e a Revolução Brasileira (III). Jornal Novos Rumos, Rio de Janeiro, edição de 24 a 30 de junho de 1960b.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGATTO, José Antônio. Reforma e Revolução: as vicissitudes políticas do PCB (1954-1964). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SODRÉ, Nelson Werneck. Introdução à Revolução Brasileira. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1967, 3ª edição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-7328617875156865534?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/7328617875156865534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2012/01/descaminhos-da-revolucao-brasileira-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/7328617875156865534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/7328617875156865534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2012/01/descaminhos-da-revolucao-brasileira-o.html' title='Descaminhos da Revolução Brasileira: o PCB e a construção da estratégia nacional-libertadora (1958-1964)'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-859377117300129447</id><published>2011-12-21T18:14:00.000-08:00</published><updated>2011-12-21T18:14:46.709-08:00</updated><title type='text'>A INVASÃO SILENCIOSA DOS EUA NA AMÉRICA LATINA</title><content type='html'>Entrevista a Stella Calloni.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução: ADITAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Para falar sobre os planos da ultradireita latino-americana, que é um instrumento de Washington na região, e analisar a atual conjuntura política do continente, o Observatório Sociopolítico Latinoamericano – http://www.cronicon.net/ dialogou, em Buenos Aires , com Stella Calloni.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhados por um bom café no Centro Cultural da Cooperação Floreal Gorini, em plena Avenida Corrientes , a investigadora nos fez uma consciente análise da realidade latino-americana e da ingerência estadunidense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calloni é uma jornalista experiente; escritora e poetisa. Foi correspondente de guerra na América Central e se especializou em política internacional. Em sua vasta obra publicada estão incluídas crônicas, ensaios e livros, entre outros, como Torrijos y el Canal de Panamá (1975); La guerra encubierta contra Contadora (1993); Nicaragua: el tercer día (1986); Panamá, pequeña Hiroshima (1992); Los años del lobo: Operación Cóndor (1999); Operación Cóndor, pacto criminal (2001); Argentina: de la crisis a la resistencia (2002); la invasión a Irak, guerra imperial y resistencia (2002); América Latina siglo XXI (2004); Evo en la mira. CIA y DEA en Bolivia (2009).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, é correspondente do Cone Sul para o diário La Jornada , do México e também atua como docente universitária. Entre as múltiplas distinções que recebeu, destacam-se o Premio Latinoamericano José Martí (1986); Premio Madres de Plaza de Mayo (1998); Premio Margarita Ponce Derechos Humanos de la Unión de Mujeres Argentinas y Premio Latinoamericano de Periodismo Samuel Chavkin, da revista Nacla Report of the Americas de Nueva York, ambos em 2001; além do Premio Escuela de Comunicaciones de la Universidad de la Plata , Argentina (2002).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em função jornalística, percorreu praticamente toda a América Latina, bem como vários países da Europa, da África. Portanto, suas análises são feitas a partir de apalpar a realidade no próprio terreno. É conferencista internacional sobre temas de geopolítica latino-americana e sobre direitos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A INVASÃO SILENCIOSA DOS EUA NA AMÉRICA LATINA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A senhora considera que a ingerência dos Estados Unidos tem se configurado de maneira mais sutil, ou continua sendo mantida a mesma estratégia de finais de século XX para dominar os povos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se eles, em todos os seus documentos de política exterior, começaram a considerar que deviam levar em conta a Doutrina Monroe ("América para os americanos”) equivale assinalar que ela continua sendo a base de muitas coisas que eles fazem, com algo muito mais grave: agora o lema é "o mundo para os americanos”. Tudo isso, mais a reconfiguração que aconteceu após as Torres Gêmeas, que é um fato que ainda não sabemos quem é o responsável; pois, poderão dizer o que queiram, mas provas não existem de nenhuma espécie; é como se você me dissesse que alguém possa me dar uma prova de que a pessoa que mataram no Paquistão era Bin Laden. Não há provas; não existem e o que Estados Unidos digam, para mim não tem nenhuma veracidade, porque mentem eternamente. Após a configuração dessa doutrina de segurança hemisférica, começa também a nova doutrina de guerra preventiva, de guerra sem fronteiras e sem limites; desconhecendo as soberanias nacionais, ao mesmo tempo em que executam outra vertente de trabalho, que é sutil: o envio de todas essas fundações que nasceram durante o esplendor conservador de Reagan para evitar a presença direta da CIA, sobretudo depois de 1975, quando se formou a Comissão Church no Senado estadunidense para investigar o papel dessa Agência de Inteligência no golpe de Estado no Chile, o que motivou que, nos anos 80, a renovação da estratégia de conflitos e de guerra de baixa intensidade, que tem como base a contrainsurgência, que, em linguagem norte-americana, é a permissão aberta para todo tipo de ilegalidade no plano militar, político, cultural, social, econômico etc. Quando já se recicla para o período dos anos 90, são conformadas a NED (National Endowment for Democracy, fundação para a democracia; porém, teríamos que perguntar-nos que tipo de democracia), a Usaid (a agência internacional para o desenvolvimento, que nunca teve esse papel). Mas, sabemos que onde se instala esse organismo, há uma interferência direta dos Estados Unidos e a CIA está por trás. Com isso, conseguiram a invasão silenciosa na América Latina. Pude verificar isso diretamente no próprio terreno, por exemplo, na Bolívia, e observei como essas fundações trabalham, criando ONGs, que cumprem um papel chave na guerra de baixa intensidade; isto é, desestabilização de governos; intromissão em lugares; trabalho com grupos indígenas, como é o caso boliviano, no qual buscaram um líder indígena para fazê-lo aparecer, com o propósito de substituir a Evo Morales. Infelizmente, os governos latino-americanos ainda são muito débeis e não têm a suficiente clareza no sentido de que devem deter esse intervencionismo que pode levar a situações muito complicadas. De fato, no golpe de Estado na Venezuela, estavam a NED, a Usaid e outras fundações, inclusive socialdemocratas da Europa, que ficaram metidas no esquema internacional da CIA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ULTRADIREITA MILITAR LATINO-AMERICANA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E no golpe de Estado em Honduras contra o presidente Manuel Zelaya?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em Honduras, também; e aí a intervenção teve também a participação de Unoamérica, sobre a qual a Colômbia deve ter muito cuidado e estar bem atenta às suas atuações. É uma fundação que nasceu na Colômbia, com um grupo de militares da ultradireita e com vários ex-militares de todas as ditaduras da América Latina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Qual é seu propósito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O propósito é praticamente executar a Operação Condor levada a outro plano. Apesar de que a Operação Condor não pode ser repetida. Unoamérica coincide no trabalho supranacional para poder mover-se sem nenhum limite nos vários países. Esses militares de ultradireita sustentam o mesmo que na época do Plano Condor, no sentido de que assim como o Cone Sul tinha que combater a coordenadora guerrilheira que havia se integrado nos anos 70, agora tem que enfrentar tanto os governos de esquerda, que participam no Fórum São Paulo, quanto a Unasul, a qual consideram igualmente uma organização supranacional; portanto, eles devem atuar para evitar o comunismo, porque falam do comunismo como se fosse no tempo da Guerra Fria. Por isso, nuclearam ao pior que encontram de militares envolvidas nas ditaduras latino-americanas e realizam um trabalho especial dentro dos grupos de segurança dos exércitos e das polícias, reciclando o discurso anticomunista do passado. Fazem um trabalho nas Forças Militares da região porque têm suas velhas conexões e, por isso, jogaram um papel determinante no golpe de Estado em Honduras. Alejandro Peña Esclusa, que hoje está preso na Venezuela e que é o presidente de Unoamérica, foi condecorado por Roberto Micheletti por sua colaboração efetiva para dar o golpe. Unoamérica provê mercenários, faz contrainsurgência para as necessidades da CIA, se move por toda a América Latina; vários de seus integrantes estiveram na Bolívia metidos no golpe de Estado que tentaram contra Evo Morales e, sobretudo, na tentativa de assassiná-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Conhecendo o ex-presidente colombiano, o tão questionado Álvaro Uribe Vélez, que papel ele joga em Unoamérica, de acordo com suas investigações?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vários militares que fazem parte de Unoamérica, segundo os registros que tenho, apóiam aos grupos paramilitares na Colômbia e são muito próximos a Uribe. Na Argentina, temos já a lista dos vinculados a essa fundação, que é encabeçada pelo coronel do grupo de caras-pintadas, Jorge Mones Ruiz, bem como há militares da ultradireita boliviana, uruguaia; eles buscaram os remanescentes das velhas ditaduras latino-americanas e se apóiam politicamente em grupos ultradireitistas da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Geopoliticamente falando, nas atuais circunstâncias, quais são os aliados mais importantes dos Estados Unidos na América Latina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Geopoliticamente, enquanto está a invasão silenciosa, por cima estão mandando tropas e o porta-aviões dos Estados Unidos na região obviamente é a Colômbia com todas as suas bases militares e com sua estrutura. Além disso, o golpe de Honduras conservou a base de Palmerola e as novas como a Base de Gracia de Dios, que lhes permite controlar a Nicarágua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aqui na Argentina, existe o convencimento de que na Colômbia estão operando as sete bases que o governo de Uribe entregou ao Comando Sul dos Estados Unidos. No entanto, a Corte Constitucional proibiu a utilização dessas bases. Segundo suas investigações, ditas bases militares estão realmente operando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na realidade estão aí. É algo muito similar ao que acontece com a Base Mariscal Estigarribia, do Paraguai, ou com a Base de Palmerola, em Honduras. Aí , o que existem são pistas onde podem aterrizar aviões grandes, como têm feito na Colômbia. Essas bases não estão ocupadas permanentemente por soldados norte-americanos porque eles nunca se metem em lugares fechados. Agora, os Estados Unidos não necessitam enviar soldados para fazer funcionar as bases militares; mas as têm à sua inteira disposição. Obviamente, têm tudo preparado para se acaso necessitam mandar tropas. Ou, como acontecia na Bolívia, em que metiam uma estrutura da DEA dentro de uma base, que utilizaram quando quiseram matar Evo Morales, na época em que era deputado. Algo parecido estão fazendo na Colômbia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JUAN MANUEL SANTOS E SUA RELAÇÃO COM O MOSSAD&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na Colômbia também operam o Mossad (Agência de Segurança Israelita) e o Mi6 (Serviço de Inteligência Inglês). Em outros países latino-americanos também operam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Mossad está no Paraguai, na Bolívia, na Venezuela e na Guatemala. Na Venezuela, sua presença é muito forte e na Colômbia opera há muitos anos, inclusive, antes que chegasse seu agente Yair Klein, que treinava e trazia da Jamaica armas para os grupos paramilitares. O problema é que o Mossad, atualmente, tem mais força do que a CIA; vários de seus membros se infiltram em comunidades judias dos países latino-americanos; porém, além disso, estão presentes no Iraque e na Líbia. Nas tarefas e na direção de todas as movidas de guerra suja, o Mossad é chave. No caso colombiano, o presidente Santos é filho do Mossad e ele não pode separar-se de Israel. Não se pode esquecer o papel que Santos jogou no ataque a Sucumbíos, quando a soberania equatoriana foi violada, para atacar o acampamento de Raúl Reyes. Recordo o sorriso de hiena de Santos quando mataram esse chefe guerrilheiro. Não creio que Santos queira a paz na Colômbia, como Israel tampouco a quer; o que ele deseja terminantemente é exterminar de qualquer maneira a um grupo político-militar insurgente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E no México, cuja situação social é muito explosiva?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nessa ocupação geopolítica, do Plano Colômbia, que é um plano de recolonização do continente, passaram para o Plano Mérida, do México. Esse plano é uma cópia do Plano Colômbia e, de fato, em seis anos, o México caiu em uma violência atroz. Nesse lapso, temos o mesmo número de mortos que na Colômbia e a isso devemos somar a destruição do campo mexicano e da cultura profunda dos povos, com o Tratado de Livre Comércio que assinou com os Estados Unidos e com o Canadá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DESINFORMAÇÃO, ARMA DE GUERRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Falemos de outro aspecto fundamental para condicionar os povos, que é a guerra midiática...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A guerra midiática é parte do projeto contrainsurgente. Hoje, a desinformação é uma arma de guerra utlizada para armar um projeto de guerra como aconteceu no Iraque, com a invenção das armas de destruição massiva, ou com o que aconteceu na Líbia, onde nunca houve um bombardeio de Gadafi contra a população civil, o que está totalmente provado. Para controlar o mundo, necessitam controlar a informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A senhora denunciou o aproveitamento das máfias durante a etapa de esplendor do neoliberalismo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um dos aspectos que temos que identificar nesse período histórico é a presença mafiosa nos governos. Os Estados Unidos estão sob o poder de máfias; sempre as usou para seus jogos. Necessitam da máfia; não podem sobreviver a esse esquema sem ela. Quem recebe a droga nos Estados Unidos: Onde é recebida? Mas, vem matar no lado mexicano; porém, por que não se dedicam a pescar do outro lado aos que recebem a droga? Por que os aviões carregados de droga chegavam às bases do Comando Sul, na Florida? E não era Manuel Antonio Noriega quem a mandava, porque ele não tinha nenhuma capacidade de operar com o Comando Sul. Mentiram de uma forma descarada na invasão do Panamá (em 20/12/1989) e percebi tudo porque eu estava lá. A gênese de todas as intervenções tem uma mentira por detrás e um aparelho de desinformação, que agora é mais fácil porque controlam tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A LIDERANÇA DE CHÁVEZ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Apesar de uma matriz de manipulação midiática, boa parte das pessoas na América Latina já não acreditam, e isso pode ser observado em países como a Venezuela, o Equador, a Bolívia, a Argentina, o Uruguai... Que pensa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que acontece é que não entenderam que o processo neoliberal iria trazer uma realidade social terrível e as pessoas começaram a ter um olhar distinto. Isso aconteceu em países como a Venezuela, com Chávez, cujo povo passou a ser pensante e consciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Falando da Venezuela, a senhora esteve recentemente em Caracas. Como está a liderança de Chávez? Tem possibilidade de reeleger-se em outubro de 2012?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, tem possibilidade de reeleger-se; inclusive, os índices de popularidade e de apoio ao seu governo aumentaram. Vejo que há uma grande consciência nas pessoas com relação aos alcances positivos do processo político liderado por Chávez. As coisas e os grandes avanços que foram feitos na Venezuela não são divulgados; porém, há uma recuperação do sentido de pátria, de defesa, de dignidade; e a enfermidade de Chávez produziu um apressamento nas bases para solidificar a unidade e a organização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Processos integracionistas que estão acontecendo na América Latina, como Unasul e Celac constituem uma pedra no sapato de Washington?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim; qualquer coisa que seja unidade e integração é uma pedra no sapato. A unidade africana e a intenção que tinha Gadafi de concretizar uma moeda comum na África incomodam aos Estados Unidos. São coisas que eles não podem aceitar. Agora, tem uma América Latina com uns países modelo de algo distinto. No começo, não davam importância porque sempre os Estados Unidos conseguia interferir; por exemplo, em processos como o Mercosul. Porém, agora, a coisa é diferente, e nisso Chávez teve uma presença histórica, porque foi a cabeça para produzir uma federação distinta. Essa nova integração política e comercial dos países da América Latina é algo terrível para os Estados Unidos e, sobretudo, os fatos protagonizados por presidentes como Chávez e Evo Morales. No caso da Bolívia, Morales retirou a CIA e a DEA. Desde que a DEA saiu da Bolívia, e isso para os colombianos é essencial, o país deixou de ter uma violência no índice que tinha; deixou de morrer gente por conta da suposta guerra contra o narcotráfico. A embaixada norte-americana contava com um escritório na casa de governo, junto a do presidente da Bolívia. Quando Evo Morales assumiu perguntou por uma porta fechada junto ao seu escritório, que conduzia aos escritórios da DEA e da CIA. Para que saibamos até onde chegou a ingerência norte-americana sem que os países da América Latina o soubessem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O BLOQUEIO A CUBA, DELITO DE LESA HUMANIDADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Falemos de Cuba. Hoje, a revolução cubana não é nenhuma ameaça aos Estados Unidos. No entanto, em pleno século XXI, como se explica que Washington continue mantendo o bloqueio econômico à ilha? Não é o caso de delito de lesa humanidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro! É um delito de lesa humanidade. Além disso, tudo o que o bloqueio produziu, as consequências das agressões (como a guerra química e biológica contra Cuba), a cifra de doentes, o número de mortes pela dengue hemorrágica, mais a invasão a Bahia Cochinos, está reconhecido pelo próprio Congresso dos Estados Unidos. Mas Cuba continua sendo um exemplo de como poder resistir a noventa milhas do império para manter uma revolução que não quer sair do socialismo. Em contraste, os Estados Unidos ficaram em mãos de uma máfia que eles mesmos criaram. Uma máfia cubana que conta com senadores, representantes, governadores, prefeitos, todos com um passado espantoso e com relações profundas com o narcotráfico. Tentaram destruir Cuba por todos os meios, o bloqueio foi feito, inclusive, mais forte; porém, não puderam asfixiá-la e não creio que consigam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AMÉRICA LATINA E SEU MELHOR MOMENTO HISTÓRICO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Com exceção de países como o México, a Colômbia, o Chile e algumas nações da América Central, a América Latina está passando por um bom momento histórico, que pensa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Historicamente, a América Latina está passando por seu melhor momento; tem conseguido salvar-se da crise econômica e mostrar ao mundo que o remédio que estão utilizando na Europa não serviu para nada; portanto, podemos dizer que estamos à vanguarda da resistência, com lideranças como as de Chávez, Kirchner, Evo, Correa que brotaram dentro de um jogo eleitoral que os Estados Unidos impunham como salvação. Quantas tropas necessitarão para poder controlar o mundo? O certo é que os Estados Unidos vão a caminho de afundar. E em relação com a América Latina temos que dizer que nossos governos não podem mostrar nem um pouquinho de debilidade, porque qualquer abertura dá pé para que se meta esse poder imperial; temos tudo para evitar e uma mostra disso é o que aconteceu com a OEA, que já não tem voz; está falando como um afônico, porque a Unasul a substituiu mesmo sem ser ainda um organismo totalmente sólido.&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://tenacarlos.files.wordpress.com/2011/03/stella-calloni2.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="500" width="352" src="http://tenacarlos.files.wordpress.com/2011/03/stella-calloni2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-859377117300129447?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/859377117300129447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/12/invasao-silenciosa-dos-eua-na-america.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/859377117300129447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/859377117300129447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/12/invasao-silenciosa-dos-eua-na-america.html' title='A INVASÃO SILENCIOSA DOS EUA NA AMÉRICA LATINA'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-3640925698838407982</id><published>2011-12-12T16:36:00.000-08:00</published><updated>2011-12-12T16:36:28.885-08:00</updated><title type='text'>Partido Comunista é a força oposicionista mais forte da Rússia</title><content type='html'>Diário Liberdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ultimo domingo (04/12/11) foram realizadas eleições parlamentares na Rússia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande perdedor foi o Rússia Unida, partido do Presidente Medvedev e do Premier Putin, que obteve 49,45% dos votos no domingo, em comparação aos 64% de quatro anos atrás. A legenda garantiu 238 dos 450 assentos na Duma, a câmara baixa do Parlamento. Os números representam uma perda de 77 vagas e da maioria de dois terços que o partido havia conseguido em 2007 e que permitia promover mudanças na Constituição sem grandes problemas. Os governistas receberam quase um terço de votos a menos do que em 2007, no pior revés eleitoral para Putin desde assumiu o poder em 1999. Foram 15 milhões a menos de votos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Partido Comunista, considerado o grande vencedor do pleito, ficou em segundo lugar nas eleições, com 19,2% dos votos e 92 cadeiras. Ou seja, são mais ou menos 20% dos votos, constituindo assim a segunda força política do país. O Rússia Justa ficou em terceiro com 13,2% dos votos e 64 cadeiras, enquanto o nacionalista Partido Liberal Democrático conquistou 11,7% da votação e 56 lugares no Parlamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A eleição está sob suspeita de fraude em favor do Rússia Unida, conforme depoimento de observadores internacionais. Há uma grande mobilização popular, por toda a Rússia, para denunciar as fraudes e exigir a recontagem dos votos ou mesmo uma nova eleição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde as legislativas de domingo, milhares de pessoas protestam nas ruas de Moscou e São Petersburgo contra os governistas e fraude eleitoral. Mickail Gorbachev, o indivíduo que deu a cartada final no socialismo soviético, também condenou o processo eleitoral e pediu realização de novas eleições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comunistas são segunda força no parlamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os comunistas também fazem parte daqueles que estão fazendo as denúncias. Em entrevista coletiva Gennady Zyuganov, que será candidato ano que vem a presidência pelo PC russo, disse que a eleição foi a mais suja desde a desintegração da URSS e que pelo menos 15% dos votos foram fraudados em favor dos governistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zyuganov acrescentou também que o Partido Comunista da Rússia vai defender "na rua e no âmbito jurídico" a votação obtida por sua formação no pleito. Ele anunciou que recorrerão dos resultados de pelo menos 1.600 colégios eleitorais, onde as atas não correspondem com o cômputo paralelo realizado pelos observadores comunistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Apesar do roubo de votos, dobramos nossa representação parlamentar. Os 90 mandatos nos dão a possibilidade de colocar uma série de iniciativas, incluindo a apresentação de uma moção de censura ao governo", afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Líder comunista será candidato às presidencias do ano que vem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a força oposicionista mais forte atualmente, o Partido Comunista da Federação Russa (PCFR), pretende lançar candidatura para as eleições presidenciais que ocorrerão em 2012.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto já foi lançado. Entre as principais propostas estão: garantir a soberania nacional, iniciar a transição da decadência econômica para um desenvolvimento acelerado e superar a pobreza e a degradação social que atinge amplos setores da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frente liderada pelo Partido Comunista defende uma política econômica independente, que assegure o desenvolvimento sustentado e acelerado da Rússia. "Para isso há que libertar-se das destrutivas leis de mercado e restaurar a regulamentação da vida econômica pelo Estado. A condição mais importante para a reconstrução da economia será a propriedade estatal de todos os setores estratégicos. Vamos levar a cabo a nacionalização das matérias primas e outras indústrias principais. Essa medida se concentrará em mãos do Estado. Entre os setores que o PCFR planeja nacionalizar ganhando as eleições se encontram o petróleo, o gás, a energia elétrica, a metalurgia, a indústria de construção de máquinas e equipamentos, a construção de aviões, além de outros setores chaves na produção industrial", detalhou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O plano do PCFR pretende assim restabelecer a justiça social e garantir a capacidade de produção da alimentação de toda a população do país. Para isso, os comunistas apoiarão a restauração das fazendas coletivas, pondo fim à especulação do solo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sob a nossa liderança, o governo nacional vai criar um novo clima social e sociocultural. No país se imporá a amizade entre os povos desta nação. Devolveremos às pessoas a alegria de um trabalho criativo e socialmente significativo, pelo bem da pátria e da família. O governo levará uma luta decisiva contra o desemprego; garantirá a seguridade social e a preservação do desenvolvimento humano, o que será determinado pelas prioridades da política social do governo", concluiu Ziugánov.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Situação pós-desintegração da URSS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado das eleições parlamentares da Rússia, no último domingo, revelou a crescente insatisfação da grande maioria da população com o elevado desemprego, a crescente desigualdade social, a perda de inúmeros direitos sociais e trabalhistas e a corrupção que domina boa parte da máquina estatal e suas ligações com os grandes grupos econômicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o mesmo cenário que se encontra no leste europeu depois que o capitalismo foi reintroduzido a partir dos anos 90, logo após crise do chamado "socialismo &lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRkN0NcNgVnfUFTEb7MfVafY8ZMO-1rBKl_0lZA81PU07Ephc2paQ" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="156" width="184" src="http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRkN0NcNgVnfUFTEb7MfVafY8ZMO-1rBKl_0lZA81PU07Ephc2paQ" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;real".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diário Liberdade&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-3640925698838407982?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/3640925698838407982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/12/partido-comunista-e-forca-oposicionista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/3640925698838407982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/3640925698838407982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/12/partido-comunista-e-forca-oposicionista.html' title='Partido Comunista é a força oposicionista mais forte da Rússia'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-1891327233354819516</id><published>2011-12-12T06:21:00.000-08:00</published><updated>2011-12-12T06:21:09.845-08:00</updated><title type='text'>NA EUROPA, TUDO SOB CONTROLE</title><content type='html'>&lt;b&gt;Teodoro Santana (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ding-dong. Senhores passageiros: por favor, olhem à sua direita. Verão o motor da asa direita incendiado. Mas não se preocupem, não há problema, está tudo sobre controle. Agora façam o favor de olhar para a sua esquerda. Verão o motor da esquerda incendiado. Mas não se preocupem, não há problema, está tudo sobre controle. Agora olhem para baixo. Verão três pontinhos brancos: são os paraquedas do piloto, copiloto e  aeromoça. Mas não se preocupem, não há problema, tudo está sobre controle. Isso é uma gravação, isso é uma gravação...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta velha piada ilustra melhor que outra descrição o que sucede na Europa. Olhem para a Grécia. Verão um país saqueado pelos bancos alemães, franceses e britânicos, que além de tudo impõem condições leoninas para empréstimos de dinheiro para pagar estes mesmo bancos que os limparam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rebelião popular enfureceu os banqueiros e seus guardiões. Os lobos europeus tiraram sua máscara democrática; nem referendo, nem eleições. Consultar o povo? Até aí podiam chegar. Mas o ruído do povo os obriga a levar em conta a cúpula militar para evitar um golpe de Estado. Mas não se preocupem, não há problema, tudo está sobre controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, por favor, olhem para a Alemanha. Depois de conseguir um mercado cativo, o IV Reich germânico enriqueceu seus bancos extraordinariamente. Isso à base de arruinar seus próprios clientes, aos quais ainda impuseram condições como empobrecer mais através de cortes de direitos trabalhistas e sociais. Esgotada a galinha dos ovos de ouro, afundado o consumo, a locomotiva alemã adoece e entra na via morta da recessão. Mas não se preocupem, não passa nada, tudo está sobre controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora olhem para a Itália. Para a França. Para Portugal. Para a Espanha. Quanto mais aplicam as políticas de direita, mais asfixiam e arruínam os trabalhadores, ou seja, a imensa maioria dos consumidores. Agora têm que salvar seus bancos da quebra, com mais dinheiro público. Mas cada vez existe menos dinheiro público. A crise já é insustentável. Mas os bancos seguem repartindo lucros, ainda que seus balanços estejam tão falsos que assustariam o próprio Al Capone. Mas não se preocupem, não há problema, tudo está sobre controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora olhem para baixo. O pontinho branco é meu amigo Manolo. Acabaram-se suas últimas prestações do crediário. Mas, com mais de 50 anos de idade, não tem nem um euro para levar para casa. Não tem para pagar a luz ou o telefone. Nem sequer para chamar uma ambulância quando seu filho doente necessita. Mas não se preocupem, não há problema, tudo está sobre controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuem olhando. Aquele outro pontinho branco é minha amiga Carmem. Não tem para dar de comer a suas filhas. Passam metade do mês comendo biscoitos baratos; tomam leite aguado uma só vez ao dia. Mas não se preocupem, não há problema, tudo está sobre controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arde a Europa, mas nos entretêm enquanto Messi marca gols, o Cristiano Ronaldo passeia, o Nadal ganha torneios de tênis, que alimentam a todos. A família real passeia com suas roupas de moda pela temporada de esqui. Ah sim, não tem com que se preocupar, não há problema, tudo está sobre controle!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prestem atenção agora. Ouvirão alguns lamentos ao fundo. São o choro e o ranger de dentes das milhares de famílias abandonadas, sem casa, lançadas à rua. Juízes e policiais aplicam as implacáveis leis dos banqueiros. Não existe problema; afinal está tudo sobre controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora olhem ao fundo. Ali, ainda dispersos, se vêm uns pontinhos vermelhos. São os comunistas. Quando finalmente se unirem, já nada estará sobre controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) Teodoro Santana é membro do Comitê Central do Partido Revolucionário dos Comunistas de Canarias(PRCC)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;veja a a Página do PCB – www.pcb.org.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partido Comunista Brasileiro – Fundado em 25 de Março de 1922&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-1891327233354819516?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/1891327233354819516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/12/na-europa-tudo-sob-controle.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/1891327233354819516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/1891327233354819516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/12/na-europa-tudo-sob-controle.html' title='NA EUROPA, TUDO SOB CONTROLE'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-6654845917845394009</id><published>2011-12-10T06:27:00.001-08:00</published><updated>2011-12-10T06:27:21.128-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.pcb.org.br/portal/images/stories/90anosdopcb-1.png" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="707" width="500" src="http://www.pcb.org.br/portal/images/stories/90anosdopcb-1.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-6654845917845394009?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/6654845917845394009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/12/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/6654845917845394009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/6654845917845394009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/12/blog-post.html' title=''/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-3408684888502815874</id><published>2011-12-10T06:25:00.000-08:00</published><updated>2011-12-10T06:25:13.651-08:00</updated><title type='text'>Intervenção do PCB no XIII Encontro Mundial dos Partidos Comunistas e Operários</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://pcb.org.br/portal/images/stories/ivan-enc.pcs-2011.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="166" width="221" src="http://pcb.org.br/portal/images/stories/ivan-enc.pcs-2011.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a intervenção do PCB, através do seu Secretário Geral, Ivan Pinheiro, no XIII Encontro Mundial de Partidos Comunistas, que reúne 82 partidos de todos os continentes, em Atenas (Grécia), sobre a conjuntura mundial e as perspectivas do socialismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intervenção do PCB no XIII Encontro Mundial dos Partidos Comunistas e Operários&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro (PCB) saúda os partidos comunistas presentes, homenageando o anfitrião, o Partido Comunista Grego, referência para todos os revolucionários e trabalhadores do mundo, com seu exemplo de luta sem tréguas contra o capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aprofundamento da crise sistêmica do capitalismo coloca para o movimento comunista internacional um conjunto de complexos desafios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos diante de um estado de guerra permanente contra os trabalhadores,  uma espécie de “guerra mundial”, na qual o grande capital busca sair da crise colocando o ônus na conta dos trabalhadores. Esta é uma guerra diferente das anteriores, que tinham como centro disputas interimperialistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de persistirem contradições interburguesas e interimperialistas na atual conjuntura, as grandes potências (sobretudo os Estados Unidos e os países hegemônicos da União Européia) promovem hoje uma guerra de rapina contra todos os países periféricos, sobretudo aqueles que dispõem de riquezas naturais não renováveis e contra todos os trabalhadores do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guerra é o principal recurso do capitalismo para tentar sair da crise: ativa a indústria bélica e ramos conexos, permite o saque das riquezas nacionais e a queima de capitais; os capitalistas ganham também com a indústria da reconstrução dos países destruídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio à simultânea ocupação e destruição de diversos países nos últimos anos (Iraque, Afeganistão, Líbia), já começam a preparar as próximas agressões: a Síria e o Irã se destacam na atual fila. Todos os países vítimas são criteriosamente escolhidos segundo objetivos estratégicos hegemonistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os métodos são sempre os mesmos: satanização, manipulação, estímulo ao sectarismo e a divisões entre nacionalidades, cooptações, criação ou supervalorização midiática de manifestações e rebeldias, atentados de falsa bandeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui a algum tempo, poderemos estar diante de uma invasão de um país que, no dia de hoje, pareça-nos improvável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na guerra permanente, pelo menos nesta fase, têm sido poupados os chamados países emergentes, sócios minoritários do imperialismo, que legitimam a política das grandes potências, compondo, como atores coadjuvantes, o chamado Grupo dos 20. Seus mandatários aparecem na fotografia que simboliza o consenso entre os parceiros, mas as grandes decisões são tomadas em fóruns reservados, de que nunca se tem notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes países emergentes (os chamados BRICS) se têm beneficiado da crise, na medida em que ajudam a superá-la; em seguida, poderão ser as próximas vítimas tanto da crise como de agressões militares. Fazem o jogo de linha auxiliar do imperialismo, como na omissão vergonhosa em relação à invasão da Líbia. Só levantam a voz quando algum interesse nacional é ameaçado. Caso contrário, lavam as mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nosso país, nunca os banqueiros, as empreiteiras, o agronegócio e os monopólios tiveram tanto lucro. A política econômica e a política externa do estado brasileiro estão a serviço do projeto de fazer do Brasil uma grande potência capitalista internacional, nos marcos do imperialismo. As empresas multinacionais de origem brasileira, alavancadas por financiamentos públicos, já dominam alguns mercados em outros países, notadamente na América Latina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a guerra contra os trabalhadores independe da classificação do país. É levada a efeito nas grandes potências, nos países emergentes e nos periféricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a esta grave crise e sem a consolidação ainda de um importante pólo de resistência proletária, o capital  realiza uma violenta ofensiva para retirar dos trabalhadores os poucos direitos que lhes restam. Para fazê-lo, tentam cada vez mais fascistizar as sociedades, criminalizar os movimentos políticos e sociais antagônicos à ordem. A correlação de forças ainda nos é desfavorável. Ainda sofremos o impacto da contra-revolução na União Soviética e da degeneração de muitos partidos ditos de esquerda e de setores do movimento sindical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando este quadro, o PCB tem feito algumas reflexões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A nosso juízo, não há mais espaço para ilusões reformistas. Aliás, os reformistas, mais do que nunca, são grandes inimigos da revolução socialista, pois iludem os trabalhadores e os desmobilizam, facilitando o trabalho do capital. Em cada país, as classes dominantes forjam um bipartidarismo – em verdade um monopartidarismo bicéfalo – em que as divergências, cada vez menores, se dão no campo da administração do capital. Como não conseguem gerenciar a crise, aqueles que fazem o papel de oposição de turno invariavelmente vencem as eleições seguintes. É o que chamam de “alternância de poder”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Perdem sentido projetos nacional-desenvolvimentistas, não só porque é impossível desligar as economias capitalistas locais da esfera do imperialismo como também porque há cada vez menos contradições entre este e o núcleo hegemônico das chamadas burguesias nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cada vez também faz menos sentido a “escolha” de aliados no campo imperialista e mesmo entre seus coadjuvantes emergentes, como se houvesse imperialismo do “bem” e do “mal”. A diferença é apenas na forma, não no conteúdo. Isto não significa subestimar as contradições que vicejam entre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não podemos conciliar com ilusões de transição ao socialismo por vias fundamentalmente institucionais, através de maiorias parlamentares e de ocupação de espaços governamentais e estatais. O jogo da democracia burguesa é de cartas marcadas. A luta de massas, em todas as suas formas, adaptada às diferentes realidades locais, é e continuará sendo a única arma de que dispõe o proletariado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por mais bem intencionados que sejam, correm risco de esgotamento político os processos de mudanças progressistas baseados em líderes populares carismáticos, se esses processos não avançarem na construção do duplo poder, na destruição gradual do estado burguês e na autodefesa popular e de massas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos avaliado também que o atual modelo de encontros de partidos comunistas e operários, que vêm cumprindo importante papel de resistência, precisa se adaptar às complexas necessidades da conjuntura mundial, com suas perspectivas sombrias no curto prazo e suas possibilidades de acirramento da luta de classes, com a emergência das lutas operárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensamos que é preciso romper com o “encontrismo” em que, ao final dos eventos, nossos partidos decidem a sede do próximo encontro e se despedem até o ano seguinte, inclusive aqueles dos países da mesma região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para potencializar o protagonismo dos partidos comunistas e do proletariado no âmbito mundial, é necessária e urgente a constituição de uma coordenação política que, sem funcionar como uma nova internacional, tenha a tarefa de organizar campanhas mundiais e regionais de solidariedade, contribuir para o debate de ideias, socializar informações sobre as lutas dos povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, para além da indispensável articulação dos comunistas, parece-nos importante a formação de uma frente mundial mais ampla, de caráter antiimperialista, onde cabem forças políticas e individualidades progressistas, que se identifiquem com as lutas em defesa da autodeterminação dos povos, da paz entre eles, da preservação do meio ambiente, das riquezas nacionais, dos direitos trabalhistas, sociais e políticos; contra as guerras imperialistas e a fascistização das sociedades. Em resumo, as lutas em defesa da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixamos claro que o nosso Partido valoriza qualquer forma de luta. Não podemos cair no oportunismo de fazer vistas grossas ao direito dos povos à rebelião e à resistência armada. Em muitos casos, esta é a única forma de fazer frente à violência do capital e de superá-lo. Os povos só podem contar com sua própria força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste marco, concluímos nossa intervenção saudando os povos que hoje enfrentam as mais duras batalhas. Saudamos os trabalhadores gregos e portugueses que já se levantam em greves nacionais e grandes jornadas e os demais trabalhadores da Europa, que enfrentam terríveis planos do capital para tentar superar a crise, hoje mais acentuada no continente europeu e que poderá agravar-se e espalhar-se para outros países e regiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudamos o povo palestino, em sua saga duradoura e dolorosa no enfrentamento ao sionismo que o sufoca e reprime, ocupa seu território, derruba suas casas, prende seus melhores filhos e impede seu direito a um Estado soberano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, saudamos os também sofridos povos do Iraque, do Afeganistão, da Líbia. Saudamos os povos do Egito, do Iêmen e de vários países árabes, em sua luta contra a tirania e a opressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudamos os sírios e iranianos, contra os quais já batem os tambores de guerra do imperialismo. Sua resistência pode barrar os planos do sinistro consórcio EUA/OTAN/Israel para o Oriente Médio, a África, a Ásia e o mundo em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando até nossa América Latina, saudamos nossa querida Cuba Socialista em sua luta contra o cruel bloqueio ianque. Saudamos nossos Cinco Heróis. Saudamos os processos de mudanças concretas na América do Sul (Venezuela, Bolívia e Equador), neste momento decisivo, uma encruzilhada entre o avanço dos processos ou sua derrota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudamos o povo colombiano que, nas cidades e nas montanhas, resiste, através de variadas formas de luta, contra o estado terrorista de seu país, a grande base militar norte-americana na América Latina, um dos regimes mais sanguinários do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluímos nos associando à proposta de realização de nosso próximo encontro anual no Líbano, em pleno Oriente Médio, palco principal das guerras imperialistas neste período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde já, reiteramos nossa proposta de criação de coordenações políticas internacionais e regionais dos Partidos Comunistas, tendo como princípio fundamental o internacionalismo proletário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenas, 10 de dezembro de 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PCB – Partido Comunista Brasileiro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-3408684888502815874?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/3408684888502815874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/12/intervencao-do-pcb-no-xiii-encontro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/3408684888502815874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/3408684888502815874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/12/intervencao-do-pcb-no-xiii-encontro.html' title='Intervenção do PCB no XIII Encontro Mundial dos Partidos Comunistas e Operários'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-4864364242125298870</id><published>2011-12-01T03:41:00.000-08:00</published><updated>2011-12-01T03:43:07.819-08:00</updated><title type='text'>O CAPITALISMO  EUROPEU EM CRISE.</title><content type='html'>Reino Unido tem a maior greve no setor público desde 79&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://imgs.opovo.com.br/app/noticia_128033434835/2011/11/30/2346247/davecameron.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="300" width="630" src="http://imgs.opovo.com.br/app/noticia_128033434835/2011/11/30/2346247/davecameron.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A polícia metropolitana de Londres disse que 52 pessoas foram detidas em manifestações e tumultos (Foto: AFP/Paul Ellis)&lt;br /&gt;O Reino Unido enfrentou nesta quarta-feira, 30, a maior greve em uma geração, com cerca de 2 milhões de professores, funcionários do controle da imigração e outros setores públicos cruzando os braços. Nos hospitais, foram canceladas ou adiadas 6 mil cirurgias e 62% das escolas públicas não abriram, segundo informações do jornal The Guardian, que citou sindicatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os trabalhadores protestaram contra planos do governo para fazê-los se aposentarem mais tarde e pagarem mais por suas pensões. As medidas de austeridade do primeiro ministro David Cameron, do Partido Conservador, tem como objetivo reduzir a dívida pública de 967 bilhões de libras (US$ 1,5 trilhão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A polícia metropolitana de Londres disse que 52 pessoas foram detidas em manifestações e tumultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de dois terços das 21.700 escolas públicas britânicas ficaram fechadas nesta quarta-feira, com a adesão muito forte dos professores à greve, principalmente na Inglaterra e no País de Gales. Sindicatos dos trabalhadores disseram que dois milhões de funcionários públicos aderiram à paralisação, a maior desde a infame disputa trabalhista de 1979, o "Inverno do Descontentamento", que precedeu na época a chegada da conservadora Margareth Thatcher ao poder como premiê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviços de emergência, como ambulâncias e socorristas, só atenderam casos extremos, quando os pacientes corriam risco iminente de morrer. Embora o temor fosse de caos nos aeroportos, isso em grande parte foi evitado ou amenizado com medidas de contingência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Aeroporto de Heathrow, as empresas aéreas alertaram os passageiros de que poderiam ocorrer atrasos de até 12 horas na passagem pela imigração por causa da greve, mas os voos que chegaram nesta quarta-feira dos Estados Unidos, dos países europeus e da Ásia não foram muito afetados.&lt;br /&gt;As informações são da Associated Press e da Dow Jones.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TAGS | DAVID CAMERON | REINO UNIDO | CRISE | AUSTERIDADE | GREVE |&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-4864364242125298870?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/4864364242125298870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/12/o-capitalismo-europeu-em-crise.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/4864364242125298870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/4864364242125298870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/12/o-capitalismo-europeu-em-crise.html' title='O CAPITALISMO  EUROPEU EM CRISE.'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-945867784581416989</id><published>2011-11-27T08:12:00.000-08:00</published><updated>2011-11-27T08:12:53.912-08:00</updated><title type='text'>Viva a Conferência Política do PCB</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.pcb.org.br/portal/images/stories/viva-conf-pcb.jpg" imageanchor="1" style="clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="166" width="124" src="http://www.pcb.org.br/portal/images/stories/viva-conf-pcb.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um belo encontro,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;camaradas de diversas gerações,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dos mais variados lugares do nosso querido Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homens e mulheres que vêm lutando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;há décadas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;muitos que foram presos e torturados,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para que entregassem os camaradas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os aparelhos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;onde clandestinamente o partido se organizava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camarada Secretário Geral fez a chamada dos desaparecidos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que foram torturados até a morte,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e, as famílias de sangue, dos lutadores e de coração,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nem tiveram o direito de o enterrarem,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;embora estejam presentes nas lutas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nas fábricas, nos campos, nas crianças sem perspectivas de futuro,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nas mulheres e nos homens oprimidos pela exploração do capital, nos momentos de luta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e de congraçamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto deles, os que também se encantaram, mas que aqui compartilharam os melhores dias de suas vidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pela causa do socialismo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;homens e mulheres, como&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;David Capristano, Hiran Pereira, Gregório Bezerra, Luiz Carlos Prestes, Olga Benário, Raimundo, Mariguella, Ana Montenegro e tantos outros e outras,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que deixaram seu exemplo e sua obra para que pudéssemos seguir adiante,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;caminhando,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lutando,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;costruindo o PCB e a luta de massas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto com a Conferência,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;muitas outras reuniões paralelas ocorreram,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da aguerrida juventude,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;das mulheres lutadoras,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dos solidários internacionalistas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do incasável e barulhento movimento sindical,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dos mestres professores,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do Comitê Central e para finalizar esse dias de debates e teses,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mais um ato de solidariedade à figura lutadora,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que caiu em combate,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lutando pelo socialismo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;defendendo a Colômbia,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a América Latina,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enfrentando o Imperialismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alberto Cano, ao que todos responderam "PRESENTE!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia pessoas de diversas camisas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a do PCB, a da CCCP, do Flamengo, do Vasco,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do Corinthians, do Cruzeiro, do América Mineiro, do Grêmio,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do Palmeiras, do CHE, da Palestina...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas, nesta diversidade de cores e clubes,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que ficou marcado,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;foi a nossa unidade,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o fortalecimento do que nos indica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que a Revolução tem o caráter Socialista,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que hoje mais do que nunca,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é fundamental a organização do Partido,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cada um em uma base,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cada qual na luta sindical, estudantil, nos movimentos sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o PCB é cada um, somos todos nós,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"De norte a sul, e no País inteiro,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva o Partido Comunista Brasileiro!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Roberto Arrais (PCB Pernambuco)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-945867784581416989?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/945867784581416989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/viva-conferencia-politica-do-pcb.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/945867784581416989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/945867784581416989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/viva-conferencia-politica-do-pcb.html' title='Viva a Conferência Política do PCB'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-1757090841560195689</id><published>2011-11-25T18:01:00.000-08:00</published><updated>2011-11-25T18:01:54.764-08:00</updated><title type='text'>Espanha: Secretário-geral do PC agradece militância por eleição</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;br /&gt;22 de Novembro de 2011 - 20h21&lt;br /&gt;Espanha: Secretário-geral do PC agradece militância por eleição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Secretário-geral do Partido Comunista da Espanha (PCE), José Luis Centella, leva de volta o partido ao Congresso dos Deputados, eleito pela Izquierda Unida (IU, na sigla em espanhol) de Sevilha no último domingo (20).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Luis Centella, secretário-geral do PC da Espanha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Luis Centella, secretário-geral do PC da Espanha&lt;br /&gt;Para Centella, os resultados foram obtidos com "trabalho e capricho" da organização. "Lutaremos pela regeneração democrática deste país, trabalharemos pela democracia econômica e a distribuição da riqueza e levaremos a voz da classe trabalhadora ao Parlamento", afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último domingo, o PCE felicitou o resultado eleitoral da Esquerda Unida, apesar do sistema eleitoral antidemocrático vigente no país. A EU elegeu 11 deputados, como explicou o Coordenador Federal da organização e deputado por Madri, Cayo Lara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Na realidade, o número de votos na EU corresponderiam a 25 deputados eleitos, isso significa que o sistema roubou 14 vagas que seriam nossas, mais ainda que a outros partidos", afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia abaixo a carta de José Luis Centella à militância após a divulgação dos resultados das eleições gerais de 20 de novembro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carta de  José Luis Centella, Secretario-geral do PCE, à militância&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22 de novembro de 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camaradas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os resultados das eleições gerais confirmam a vitória do PP, que obtém uma ampla maioria parlamentar, que complementa suas vitórias nas eleições municipais e regionais de maio passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esta maioria parlamentar absoluta (obtida graças à injusta lei eleitoral, que nos faz padecer), o PP controlará a quase totalidade do poder institucional do Estado, desde o local até o central e, portanto, terá plena capacidade matemática para aplicar suas políticas neoliberais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É significativo que este resultado, que confirma nossa análise de que o PSOE estava estendendo o tapete vermelho para que o PP caminhasse até a porta do Palácio de Moncloa (sede do governo), tenha acontecido mais por repúdio ao PSOE que por méritos próprios. Assim, em relação a 2008, o PP só obteve 541.358 votos a mais, enquanto que o PSOE perdeu 4.315.455, dos quais mais de um milhão aconteceram por abstenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Esquerda Unida obtém o melhor resultado desde 1996, elegendo 9 deputados a mais que em 2008, com um acréscimo de 710.864 votos em relação àquele ano. Importante também é o aumento da votação no UPyD, como um voto do eleitorado mais moderado do PSOE, isto é, daqueles que rechaçam a política errática do PSOE e, às vezes, também da Esquerda Unida, sobre o modelo de Estado. Ainda assim, se beneficia da boa imagem de Rosa Diez e de seu caráter de força democrática-radical, no sentido italiano do termo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir deste novo mapa político, devemos nos preparar para agir e dar respostas a partir das políticas que aprovamos e que entendemos serem invariáveis, já que o PP não só não vai mudar a política de submissão aos mercados e de cortes de direitos sociais e democráticos, como também vai aprofundá-los mais ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há três anos, em novembro de 2008, o PCE, junto com outros companheiros, deu impulso a uma nova etapa na Esquerda Unida, baseada em um discurso anticapitalista, republicano e federal, no desenvolvimento da organização como movimento político e social, tudo isso marcado em seu processo de refundação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ano depois, o 18º Congresso do PCE ratificou essa política, a partir da aposta inequívoca no envolvimento do Partido na Esquerda Unida e na manutenção da CC.OO. (Comissiones Obreras) como nossa referência no movimento sindical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram três anos difíceis, às vezes com incompreensões por parte de alguns e rasteiras por parte de outros. Tivemos de fazer frente às "operações" que pretendiam eliminar a EU do mapa político, para construir uma esquerda "mais palatável", que naturalmente perderia de seu bojo o PCE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tivemos de vencer a batalha da coerência no discurso, buscando o foco do conflito capital-trabalho. Ganhamos credibilidade no conflito social e na política de alianças. Tudo isso, hoje, sai reforçado com o resultado eleitoral e a própria composição do grupo parlamentar da EU e nos permite olhar para o futuro com otimismo, mas com a responsabilidade de que agora é quando devemos aumentar ainda mais nossas apostas para melhorar a federação, a organização, a mobilização a partir da base, tudo que foi teorizado na Assembleia Federal agora deve se concretizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, o êxito eleitoral da EU é o êxito de uma linha política, de uma equipe de direção e de uma estratégia de refundação, complementada pela Convocatória Social, linha política e estratégica na qual o PCE está plenamente integrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir da valorização positiva queremos felicitar o conjunto da militância, que contribuiu para desenvolver a EU em cada território, que contribuiu para melhorar nosso trabalho no movimento operário e, concretamente, a nos dar a referência na nova etapa, também vivida pelas CC.OO.; Queremos felicitar aos que deram o melhor de si mesmos em apoio às candidaturas da EU, entendendo que esta, e nenhuma outra, era a política aprovada pelo 18º Congresso do PCE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queremos felicitar também o conjunto da EU e suas federações, a todas as organizações com as quais compartilhamos a candidatura, demonstrando que a aposta pela unidade da esquerda em torno de um programa é uma esperança para 1,7 milhão de pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é dia de celebrações, de felicitações, mas também quero, de novo, deixar claro que o bom resultado obtido supõe uma responsabilidade que o Partido deve assumir para aprofundar na evolução dos acordos do 18º Congresso, não só no que se refere à EU, mas também sobretudo no que se refere ao desenvolvimento da unidade da esquerda, em torno de uma Alternativa Social Democrática e Anticapitalista. Deve-se desenvolver isso nas instituições e também nas ruas. Temos de estar mais que nunca dispostos a buscar as alianças sociais e políticas máximas na defesa dos direitos dos trabalhadores que o PP vai tratar de cortar, em sintonia com as políticas de ajuste que defendem, a partir dos "mercados" .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos próximos dias, os orgãos do Partido analisarão a nova realidade do período pós-eleitoral, para assim determinar nossa ação política nos próximos meses, quando também deveremos avançar no fortalecimento da organização do Partido, já que a nova etapa que deveremos enfrentar necessita de um partido organizado, ativo e atuante no conflito social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conjunto da militância, começando pelas suas organizações mais básicas até as mais elevadas, deve participar deste debate e deve colocar em marcha as tarefas propostas pelo Comitê Federal. Os próximos quatro anos exigirão muito dos trabalhadores e o partido, mais uma vez, tem de estar à altura das circunstâncias.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Fonte: Mundo Obrero&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://admin.paginaoficial1.tempsite.ws/admin/arquivos/biblioteca/centella_fiestapce21738.jpg" imageanchor="1" style="clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="266" width="400" src="http://admin.paginaoficial1.tempsite.ws/admin/arquivos/biblioteca/centella_fiestapce21738.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-1757090841560195689?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/1757090841560195689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/espanha-secretario-geral-do-pc-agradece.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/1757090841560195689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/1757090841560195689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/espanha-secretario-geral-do-pc-agradece.html' title='Espanha: Secretário-geral do PC agradece militância por eleição'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-210215714512444652</id><published>2011-11-25T14:22:00.000-08:00</published><updated>2011-11-25T14:22:18.130-08:00</updated><title type='text'>Partido de Vladimir Putin pode perder maioria constitucional</title><content type='html'>&lt;b&gt;Sexta-feira, Novembro 25, 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Partido Rússia Unida, dirigido pelo primeiro-ministro Vladimir Putin, poderá perder a maioria constitucional na câmara baixa do Parlamento Russo, mas manter a maioria relativa, apontam sondagens hoje publicadas por centros de estudo de opinião pública.&lt;br /&gt;Segundo o estudo do Levada Center, o Partido Rússia deverá conquistar, nas eleições parlamentares de 4 de dezembro, 53 por cento dos votos, o que lhe dará 252 assentos na Duma Estatal, câmara baixa do Parlamento da Rússia.&lt;br /&gt;Em comparação com o escrutínio de 2007, o partido de Putin poderá perder cerca de 60 deputados.&lt;br /&gt;Nas eleições de 2007, o Rússia Unida conquistou 64,3 por cento dos votos e 315 dos 450 deputados eleitos, o que lhe permitia fazer alterações constitucionais. Por exemplo, o mandato do Presidente da Rússia passou de 4 para 6 anos e o da Duma Estatal de 4 para 5.&lt;br /&gt;O segundo lugar pertencerá ao Partido Comunista da Federação da Rússia, que conseguirá 20 por cento dos vostos, sendo seguido do Partido Liberal Democrático (nacionalista) com 12 por cento e do Partido Rússia Justa (centro-esquerda) com 9 por cento.&lt;br /&gt;As restantes três forças políticas que participam no escrutínio: Partido Iabloko (liberal), Causa Justa (centro-direita) e Patriotas da Rússia (centro-esquerda) não deverão conseguir mais do que um por cento dos votos.&lt;br /&gt;Só terão representação parlamentar, as forças políticas que superarem a barreira dos 7 por cento.&lt;br /&gt;Outra sondagem, desta vez do Instituto de Estudo da Opinião Pública (VTSIOM), aponta que o Rússia Unida poderá conquistar 53,7 por cento dos votos e 262 dos 450 mandatos.&lt;br /&gt;O Partido Comunista conseguirá 16,7 por cento, o Partido Liberal Democrático – 11,6 por cento, o Rússia Justa 10 por cento.&lt;br /&gt;Quanto aos restantes três partidos, o Iabloko poderá conquistar 2.9 por cento, o Causa Justa – 1,7 por cento e o Patriotas da Rússia – 1,6.&lt;br /&gt;Se estas previsões se concretizarem, o Partido Rússia Unida verá a sua presença na Duma reduzida de 315 para 262 mandatos; o Partido Comunista aumentará de 57 para 82; o Partido Liberal Democrático crescerá também de 40 para 57 e a Rússia Justa subirá de 38 para 49 mandatos.&lt;br /&gt;O mesmo estudo aponta uma afluência às urnas da ordem dos 58 por cento dos inscritos.&lt;br /&gt;Hoje é o última dia em que é permitido publicar sondagens antes do acto eleitoral de 04 de dezembro.&lt;br /&gt;Publicada por Jose Milhazes em 19:51 2 comentários &lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-210215714512444652?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/210215714512444652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/partido-de-vladimir-putin-pode-perder.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/210215714512444652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/210215714512444652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/partido-de-vladimir-putin-pode-perder.html' title='Partido de Vladimir Putin pode perder maioria constitucional'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-3698850496134731681</id><published>2011-11-25T14:17:00.000-08:00</published><updated>2011-11-25T14:17:09.080-08:00</updated><title type='text'>Rússia: Ziugánov expõe programa de candidatura comunista</title><content type='html'>Rússia: Ziugánov expõe programa de candidatura comunista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O líder do Partido Comunista da Federação Russa, Gennadi Ziugánov, candidato a presidência nas eleições que se realizarão em março de 2012, apresentou seu plano de governo para reconstruir o grande país, saqueado e sucateado pelo regime selvagem imposto após a desintegração da União Soviética, na década de 1990.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dirigente comunista afirmou que “chegando ao poder, as forças patrióticas transformarão o país e mudarão o destino da Rússia no interesse dos trabalhadores e do povo”. O plano divulgado abrange três questões principais: garantir a segurança nacional; iniciar a transição da decadência econômica para um desenvolvimento acelerado; e superar a pobreza e a degradação social que atinge amplos setores da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para conseguir isso, Ziugánov assinalou que “o governo de confiança nacional se centrará no fortalecimento da posição da Rússia no âmbito internacional. Começará a libertar o país da ditadura das regras do mundo globalizado: o governo garantirá a soberania da Rússia e oferecerá condições favoráveis para seu desenvolvimento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O secretário-geral do PCFR, referindo-se à política exterior proposta, disse que as novas relações internacionais da Rússia adotarão a soberania e a equidade nas relações com os estados, e defenderão o fortalecimento do papel da ONU e a limitação da influência da Otan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frente liderada pelo Partido Comunista defende uma política econômica independente, que assegure o desenvolvimento sustentado e acelerado da Rússia. “Para isso há que libertar-se das destrutivas leis de mercado e restaurar a regulamentação da vida econômica pelo Estado. A condição mais importante para a reconstrução da economia será a propriedade estatal de todos os setores estratégicos. Vamos levar a cabo a nacionalização das matérias primas e outras indústrias principais. Essa medida se concentrará em mãos do Estado. Entre os setores que o PCFR planeja nacionalizar ganhando as eleições se encontram o petróleo, o gás, a energia elétrica, a metalurgia, a indústria de construção de máquinas e equipamentos, a construção de aviões, além de outros setores chaves na produção industrial”, detalhou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Governo Popular, disse Ziugánov, “porá em marcha uma nova industrialização do país, assegurando o restabelecimento do potencial econômico da Rússia. A base para isso será a nova industrialização realizada sobre a base do progresso científico e tecnológico”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O plano do PCFR pretende restabelecer a justiça social e garantir a capacidade de produção da alimentação de toda a população do país. Para isso, os comunistas apoiarão a restauração das fazendas coletivas, pondo fim à especulação do solo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sob a nossa liderança, o governo nacional vai criar um novo clima social e sociocultural. No país se imporá a amizade entre os povos desta nação. Devolveremos às pessoas a alegria de um trabalho criativo e socialmente significativo, pelo bem da pátria e da família. O governo levará uma luta decisiva contra o desemprego; garantirá a seguridade social e a preservação do desenvolvimento humano, o que será determinado pelas prioridades da política social do governo”, concluiu Ziugánov.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Hora do Povo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-3698850496134731681?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/3698850496134731681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/russia-ziuganov-expoe-programa-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/3698850496134731681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/3698850496134731681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/russia-ziuganov-expoe-programa-de.html' title='Rússia: Ziugánov expõe programa de candidatura comunista'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-6046709911318061559</id><published>2011-11-22T14:07:00.001-08:00</published><updated>2011-11-22T14:07:52.452-08:00</updated><title type='text'>Rússia se reconcilia com a linha dura na política externa</title><content type='html'>Rússia se reconcilia com a linha dura na política externa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rússia, que se recusa com obstinação a se juntar às nações Ocidentais para condenar a repressão na Síria, defende seus interesses na região e reata com o "niet" da guerra fria, para reafirmar seu papel de grande potência, 20 anos após a queda da URSS, estimam analistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moscou vetou no mês passado, no Conselho de Segurança da ONU, uma resolução ocidental condenando a repressão a manifestações por parte do regime de Bashar al-Assad, mais e mais isolado no cenário internacional, opondo-se, em seguida, a todas as sanções contra seu aliado sírio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento em que a violência fez, segundo as Nações Unidas, pelo menos 3.500 mortos desde o início da revolta, em meados de março, o chefe da diplomacia russa, Sergue¯ Lavrov, acusou na semana passada a oposição síria de fazer o país correr o risco de uma "guerra civil".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro-ministro e homem forte do país, Vladimir Putin, fez um apelo à "moderação", na sexta-feira, em Moscou ao ministro francês François Fillon, que buscava intensificar a pressão internacional sobre Damasco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rússia também se opõe a novas sanções reclamadas pelos Ocidentais contra o Irã, por seu programa nuclear controverso, defendendo, assim, uma linha dura que lembra a da URSS de Andre¯ Gromyko, o ministro das relações Exteriores de 1957 à 1985, chamado de o "Senhor Niet".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Apesar das mudanças econômicas e políticas, a Rússia herdou muito da diplomacia da URSS, e dá prosseguimento, em inúmeros assuntos, à tradição da época de Stalin e Brejnev", afirma o cientista político Evgueni Volk, da Fundação Yeltsin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política externa russa continua assim, segundo ele, após os parênteses dos anos 1990, seguidos pela derrubada do regime soviético (1991), a "ter como base o antiamericanismo", mostrando-se compreensiva com antigos aliados da URSS como Cuba, Coreia do Norte e Irã, acrescentou ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o regime de Vladimir Putin, que considerou a queda da URSS "a maior catástrofe geopolítica" do século XX, a Rússia procura reconquistar a influência perdida, apresentando-se como grande potência rival dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As tensões com o Ocidente sobre a Síria e o Irã acontecem, também, antes de importantes eleições na Rússia: as legislativas de 4 de dezembro e a presidencial, de março de 2012, com o retorno esperado ao Kremlin de Putin, que já foi presidente de 2000 a 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Rússia não vai abandonar seus aliados, principalmente antes das eleições marcadas pela subida de tom do nacionalismo", considera Volk.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A firmeza da diplomacia russa sobre a Síria e o Irã contrasta, no entanto, com a decisão de Moscou, de março, de se abster na votação, no Conselho de Segurança da ONU, da resolução que autorizou a intervenção internacional na Líbia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma decisão - mesmo se a Rússia criticou depois os bombardeios da Otan - interpretada como uma concessão feita aos Ocidentais, da qual Moscou não tirou nenhuma vantagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após ter assinado contratos promissores no país, sob o regime de Kadhafi - armamentos, estradas de ferro, projetos de exploração de petróleo - a Rússia soma, hoje, suas perdas, em vários bilhões de dólares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apoio da Rússia a regimes como o de Damasco se explica, também, pela defesa de seus interesses, uma vez que Moscou é um importante fornecedor de armas à Síria e ao Irã, onde os russos construíram a primeira central nuclear do país.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-6046709911318061559?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/6046709911318061559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/russia-se-reconcilia-com-linha-dura-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/6046709911318061559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/6046709911318061559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/russia-se-reconcilia-com-linha-dura-na.html' title='Rússia se reconcilia com a linha dura na política externa'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-588156722375145818</id><published>2011-11-20T13:23:00.000-08:00</published><updated>2011-11-20T13:23:41.467-08:00</updated><title type='text'>EUA: mãe de soldado morto se compromete com presos cubanos 20 de novembro de 2011</title><content type='html'>A mãe de um soldado americano que morreu na guerra do Iraque disse, em visita a Cuba, que "tem um compromisso" com as libertações de quatro cubanos presos em seu país acusados de espionagem e envolvimento no abatimento de dois aviões. As informações são da agência Ansa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cindy Sheehan participou de um encontro em Holguín, a 900 km da capital Havana, com 400 pessoas de cerca de 50 países que pediram a Washington a libertação dos cubanos presos desde 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sheehan entregou às mães dos condenados Antonio Guerrero e Fernando González, considerados heróis nacionais na ilha, um colar, presente de seu filho morto, Casey.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além deles, também estão presos Ramón Labañino e Gerardo Hernández. Recentemente, um quinto cubano que estava detido nos Estados Unidos, René González, pelas mesmas acusações, saiu da cadeia. Apesar disso, ele ainda deve cumprir uma pena de três anos de liberdade assistida em território americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autoridades cubanas já admitiram que os "cinco heróis" trabalhavam como agentes, mas afirmaram que sua missão era impedir atos terroristas contra o então presidente Fidel Castro e que, portanto, eles não ameaçavam a segurança dos Estados Unidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-588156722375145818?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/588156722375145818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/eua-mae-de-soldado-morto-se-compromete.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/588156722375145818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/588156722375145818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/eua-mae-de-soldado-morto-se-compromete.html' title='EUA: mãe de soldado morto se compromete com presos cubanos 20 de novembro de 2011'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-6067319340634580086</id><published>2011-11-20T12:46:00.000-08:00</published><updated>2011-11-20T12:46:25.041-08:00</updated><title type='text'>Cultura negra é cada vez mais presente no visual e nas músicas preferidas pelos jovens</title><content type='html'>A expressão “orgulho de ser negro” foi abolida do vocabulário de muitas pessoas por medo do preconceito. Com o passar do tempo, porém, o resgate cultural fez com que os negros assumissem a “negritude” na maneira de ser. Cada vez mais difundida entre os jovens brasileiros, a cultura afro está presente no visual, nas preferência musicais, nos estudos e na religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por influência da mãe, o motoboy Calleb Augusto do Nascimento, de 22 anos, começou a se engajar no movimento negro há quatro anos. O conhecimento do mundo afro fez com que o rapaz mudasse seu estilo e assumisse suas preferências musicais, no caso, o reggae. “Fiz o rasta [penteado característico dos apreciadores do reggae] para me diferenciar, quis mostrar meu estilo black. Se você for ver, 80% dos homens negros têm cabelo rapado. Eu sou o único entre os meus amigos [que tem esse visual]”. Para ele, o negro está conseguindo conquistar o seu espaço, pois está mais “desinibido para isso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais, os jovens estão se identificando com a cultura negra. Prova disso são os dados do Censo 2010, divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrando que os jovens brasileiros entre 15 e 24 anos se declaram pretos e pardos mais do que os adultos. De 34 milhões de jovens nessa faixa de idade, 18,5 milhões se autodeclararam pretos e pardos. Dentre os adultos, 54 milhões dos 107 milhões dessa faixa etária (25 a 59 anos) se disseram pretos ou pardos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o sociólogo e professor do Decanato de Extensão Universitária da Universidade de Brasília (UnB) Ivair Augusto Alves dos Santos, o movimento de resgate cultural negro começou na década de 1950. “Em 1970, a mudança foi física, ou seja, na aparência, com o movimento Black Power. Na década de 2000, a mudança é política e envolve o debate de ações afirmativas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santos atribui esse movimento impulsionado pela juventude às transformações tecnológicas, uma vez que os jovens negros de hoje têm mais possibilidades. “Se compararmos as possibilidades, vemos que são maiores. Você tem grupos de música que conseguem atingir grandes massas, tem mais informações também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cabeleireira Rosemeire de Oliveira, de 32 anos, aponta uma mudança de mentalidade no país, lembrando que, antigamente, ninguém falava sobre “o que é ser negro”. Ela trabalha em um salão afro de Brasília há 12 anos. A maioria dos clientes, segundo ela, são os jovens. “Teve uma época que ser negro era moda. Agora, os negros realmente estão se assumindo e aprendendo a se gostar mais.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trança de raiz é o penteado mais popular no salão de Rosemeire. embora também haja procura por alisamento. “Tem gente que alisa o cabelo porque gosta, mas tem outras que o fazem porque o trabalho impõe ou para se sentirem mais iguais às outras pessoas. Essas ainda não se assumiram”, disse a cabeleireira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cliente de Rosemeire desde criança, a estudante Brenda Araújo Soares Alexandrino de Souza, de 14 anos, usa tranças no cabelo desde os 3 anos. “Tinha cabelo volumoso e minha mãe fazia as tranças. Minhas amigas gostam, admiram e estão pensando em fazer.” adolescente, que faz aniversário hoje (20), Dia da Consciência Negra, acredita que as pessoas estão se identificando mais com a cultura. “Antigamente, não tinham coragem de se mostrar por causa do preconceito. Eu não tenho medo disso.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O percussionista baiano Ubiratã Jesus do Nascimento, de 40 anos, conhecido como Biradjham, cresceu envolvido com a cultura negra. Há 25 anos trabalha com música e já tocou com bandas famosas da Bahia.Adepto do candomblé, Biradjham diz que os negros têm mais liberdade atualmente. "O movimento está mais forte. A mudança cultural vem de muito tempo, mas hoje tem mais força".&lt;br /&gt;TAGS | CULTURA NEGRA |&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-6067319340634580086?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/6067319340634580086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/cultura-negra-e-cada-vez-mais-presente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/6067319340634580086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/6067319340634580086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/cultura-negra-e-cada-vez-mais-presente.html' title='Cultura negra é cada vez mais presente no visual e nas músicas preferidas pelos jovens'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-3659061878980475647</id><published>2011-11-20T12:37:00.000-08:00</published><updated>2011-11-20T12:37:16.813-08:00</updated><title type='text'>Saudação ao Povo Negro</title><content type='html'>Saudação ao Povo Negro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16 Novembro 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Partido Comunista Brasileiro associa-se às celebrações pela passagem do Dia da Consciência Negra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comprometimento de nosso partido para com as lutas pela valorização do negro brasileiro vem de longa data. Já em julho de 1930 denunciávamos a persistência de elementos de escravidão na situação real experimentada pelos negros do país, não obstante a tão propalada Abolição da Escravatura. Neste mesmo ano, nas eleições presidenciais, apresentamos ao povo a candidatura de Minervino de Oliveira, militante de nosso partido, que se tornou então o primeiro negro e o primeiro operário a disputar a presidência da república.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nossa Primeira Conferência Nacional de julho de 1934, realizada na mesma época em que se iniciava a propagação da tese da “democracia racial brasileira”, denunciávamos o racismo das classes dominantes e nos comprometíamos a apoiar todas as lutas pela igualdade de direitos econômicos, políticos e sociais de negros e índios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda em meados da década de 30, o intelectual comunista baiano Edison Carneiro iniciava uma vasta e significativa obra de investigação e resgate da cultura afro-brasileira, tornando-se um dos pioneiros em tal campo de estudos e uma referência fundamental até os dias de hoje. Este mesmo Edison Carneiro, com o apoio de outros intelectuais comunistas como Jorge Amado e Aydano do Couto Ferraz, criava, no ano de 1937, a União de Seitas Afro-Brasileiras, a primeira entidade criada no país com o objetivo de proteger e cultivar os valores e as tradições religiosas de matriz africana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na década de 1940, o PCB solidificou seu engajamento na luta contra o racismo e em defesa da cultura afro-brasileira. Sob sua legenda elegeu-se, em 1945, Claudino José da Silva, primeiro negro a exercer mandato parlamentar e primeiro constituinte negro da história do Brasil. Durante os trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte de 1946, coube ao escritor e deputado comunista Jorge Amado a elaboração do projeto da primeira lei federal que estabeleceu a liberdade para a prática das religiões afro-brasileiras. Este período registra também a criação do Teatro Experimental do Negro, que tem como um de seus principais expoentes o ator, poeta e teatrólogo comunista Francisco Solano Trindade, que marcaria com sua atividade intensa a arte popular brasileira das décadas seguintes. Alguns anos mais tarde, apareceram os primeiros trabalhos de Clóvis Moura, então vinculado ao PCB, cuja produção aportaria uma importante contribuição aos estudos históricos e sociológicos sobre o negro no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se no passado nós comunistas estivemos presentes em praticamente todos os momentos relevantes da trajetória do povo negro brasileiro, no presente continuamos a apoiar e nos envolver com essas lutas. Apoiamos as reivindicações imediatas e conquistas parciais do movimento negro como a titulação das terras das comunidades remanescentes de quilombos e o Estatuto da Igualdade Racial. No entanto, compreendemos que nenhuma destas conquistas estará assegurada no futuro enquanto perdurarem: a) o esvaziamento e sucateamento das universidades públicas, a privatização e a mercantilização do ensino; b) o controle do Estado pelos grandes proprietários fundiários e a subordinação da política agrária do governo aos interesses do agro-negócio; c) a hegemonia dos interesses do grande capital nacional e internacional no interior da sociedade brasileira e a subordinação das necessidades do povo à lógica da acumulação capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que as atuais conquistas sejam mantidas e aprofundadas e para que novas sejam alcançadas é essencial que as lutas do povo negro, sem prescindir de sua especificidade, estejam combinadas às lutas gerais do povo e dos trabalhadores brasileiros. É necessário somar esforços aos movimentos em defesa de uma universidade pública gratuita e de qualidade, voltada para a resolução dos problemas nacionais e para a promoção social das classes populares, apoiar as ações contra o monopólio da propriedade da terra pelos grupos latifundiários e por uma reforma agrária ampla e radical, mobilizar-se enfim, por um poder político que seja a encarnação da vontade de negros e negras, trabalhadores das cidades e dos campos, pequenos proprietários urbanos e rurais, artistas e intelectuais avançados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salve o Dia da Consciência Negra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO (PCB)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-3659061878980475647?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/3659061878980475647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/saudacao-ao-povo-negro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/3659061878980475647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/3659061878980475647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/saudacao-ao-povo-negro.html' title='Saudação ao Povo Negro'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-2317491175482598762</id><published>2011-11-16T13:51:00.001-08:00</published><updated>2011-11-16T13:52:12.775-08:00</updated><title type='text'>Lídice da Mata exalta trajetória de Carlos Mariguella e defende criação de memorial em Salvador</title><content type='html'>Por ocasião das comemorações do centenário de nascimento do líder guerrilheiro Carlos Marighella (1911-1969), que morto pela ditadura militar, a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) anunciou o resgate histórico da memória do combatente. Nascido em Salvador, Marighella foi membro do Partido Comunista Brasileiro (PCB), que representou na Constituinte de 1946 e do qual saiu em 1967. No ano seguinte fundou o grupo Ação Libertadora Nacional (ALN), que se engajou na luta armada, nos anos de chumbo do regime militar.- Cresce no Brasil um amplo movimento de reconhecimento histórico que atribui a Marighella papel importante para a redemocratização do país. Nessa conjuntura, foi recentemente lançada a campanha Pró-Memorial Marighella Vive, que pretende levantar recursos para construir em Salvador um memorial dedicado à difusão e à memória do seu pensamento político – discursou Lídice da Mata.A senadora anunciou a campanha pela criação do Memorial Marighella Vive, que teve início no dia 4 deste mês, com o início das comemorações no Cemitério da Quinta dos Lázaros, em Salvador. Ela informou que as comemorações prosseguirão no dia 5 de dezembro, data em que ele completaria cem anos se vivo, na qual a Comissão de Anistia, em sessão simbólica no Teatro Vila Velha, fará pedido formal de desculpas à família de Carlos Mariguella por seu assassinato.Em 1929, aos 18 anos, Marighella iniciou o curso de engenharia civil na antiga Escola Politécnica da Bahia e, em 1932, ingressou na Juventude Comunista. Naquele ano, continuou Lídice da Mata, ele participou de manifestações contra o regime autoritário implantado pela Revolução de 1930, tendo escrito e divulgado um poema ridicularizando o então interventor da Bahia, Juracy Magalhães. Em conseqüência, pela primeira vez foi preso e espancado, por determinação expressa do interventor. Em 1936, abandonou o curso de engenharia e mudou-se para São Paulo, por exigência da direção do PCB, com a tarefa de reorganizar o partido, duramente reprimido após o fracasso da Intentona Comunista de 1935.Marighella foi anistiado em 1937, mas logo novamente foi preso e torturado. Durante a ditadura de Getúlio Vargas, foi encarcerado em presídios na ilha de Fernando de Noronha e na Ilha Grande, no Rio de Janeiro. Durante a Constituinte de 1946, o líder comunista representou o estado da Bahia.- Na Câmara dos Deputados, teve uma atuação marcante, despontando como um dos mais combativos parlamentares daquela legislatura – afirmou.Nos anos seguintes ao golpe de 1964, Marighela se afasta do PCB, que era contrário à luta armada. Outros militantes abandonam o partido, relatou a senadora, e aderiram à iniciativa de Marighella, que partiu para a luta armada.- Capturar Marighella, vivo ou morto, tornou-se, então, uma questão de máxima prioridade para o regime militar, mais ainda: tornou-se uma questão de ‘honra’ – continuou a senadora, lembrando que cartazes foram espalhados por todo o Brasil, e sua perseguição envolveu toda a estrutura dos órgãos de repressão, até seu assassinato, em 4 de novembro de 1969, na Alameda Casa Branca, em São Paulo.A senadora encerrou mencionando as homenagens prestadas pelo arquiteto Oscar Niemeyer e pelo escritor Jorge Amado (1912-2001), que também foi constituinte em 1946 pelo Partido Comunista, por ocasião da chegada a Salvador, em 1979, dos restos mortais do líder guerrilheiro.Da Redação / Agência Senado&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-2317491175482598762?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/2317491175482598762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/lidice-da-mata-exalta-trajetoria-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/2317491175482598762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/2317491175482598762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/lidice-da-mata-exalta-trajetoria-de.html' title='Lídice da Mata exalta trajetória de Carlos Mariguella e defende criação de memorial em Salvador'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-8191539626598321386</id><published>2011-11-15T07:05:00.001-08:00</published><updated>2011-11-15T07:28:27.999-08:00</updated><title type='text'>ISRAEL NUCLEAR REVISITADA</title><content type='html'>ISRAEL NUCLEAR REVISITADA Joseph MassadO relatório divulgado pela Agencia Internacional de Energia Atômica (AIEA) fez com que as tensões aumentassem no Oriente Médio, pois teve um nítido caráter político, além de estar afetado ideologicamente, defendendo apenas os interesses dos lobbies sionistas situados no interior dos Estados Unidos e mundo. O mundo não pode ficar a mercê de alguns dirigentes aloprados que pouco  se importam com o sofrimento que causarão a terceiros seus atos insanos. Será importante realizar uma leitura atenta no artigo abaixo transcrito: “Israel Nuclear Revisitada” escrito por Joseph Massad e traduzido ao português  pelo grupo Vila Vudu e confiram quais são as motivações que estão levando Israel a solicitar a efetivação de  um ataque militar contra as instalações nucleares do Irã e com isso provocar um conflito bélico generalizado no mundo. Jacob David BlinderSexta feira, 11 de novembro de 2011ISRAEL NUCLEAR REVISITADA10/11/2011, Joseph Massad, Al-Jazeera, QatarNuclear Israel revisitedTraduzido pelo Coletivo da Vila VuduJoseph Massad é professor associado de Política e História Intelectual Árabe Moderna na Columbia University, em New York.Quantas vezes será preciso recontar essa história? É sabida de todos nos EUA, na Europa, no mundo árabe, de fato, no mundo inteiro. Lê-se sobre isso na imprensa internacional desde o final dos anos 1960s. Os detalhes históricos do caso são também bem conhecidos.Em 1955, o presidente Dwight Eisenhower deu a Israel o primeiro pequeno reator nuclear em Nahal Sorek; em 1964, os franceses construíram para Israel o muito maior reator nuclear Dimona, no deserto de Naqab (Negev); em 1965, Israel roubou dos EUA, 90,9 kg de urânio enriquecido para fazer bombas (ação de espiões israelenses numa empresa da Pensilvania, Nuclear Materials &amp; Equipment Corporation); em 1968, Israel sequestrou um navio liberiano em águas internacionais e roubou a carga de 200 toneladas de yellowcake que o navio transportava. Desde o início dos anos 1970s, Israel tem bombas atômicas.Apesar dos desmentidos oficiais, todo o mundo sabe que Golda Meir, quarta primeiro-ministro de Israel, esteve a um passo de lançar 13 bombas nucleares sobre Síria e Egito em 1973 e só desistiu de cometer esse ato de genocídio quando Henry Kissinger deu a Israel toda a capacidade aérea de ataque, a maior da história naquele momento, de que Israel precisava para reverter o curso da guerra de 1973 (como a revista Time noticiou o caso). Israel manteve estreita colaboração na construção de armas nucleares com o regime de apartheid da África do Sul durante décadas, colaboração que só terminou quando terminou o regime de apartheid da África do Sul, em 1994.Desde então, especialistas estimam que Israel tenha mais de 400 bombas atômicas, incluindo armas termonucleares que chegam ao nível de megatons, além de bombas de nêutrons, armas nucleares táticas e ogivas para transporte das bombas. Também tem o sistema de mísseis necessário para lançar suas bombas, com alcance de 11.500km (maior que a distância que separa Israel e Irã). Israel também tem submarinos capazes de lançar ataques nucleares e jatos capazes de entregar onde queiram a carga nuclear que Israel decida usar, contra quem decida usar, quando decida usar.Diligentemente, Israel sempre impediu que seus vizinhos sequer construíssem reatores nucleares para finalidades pacíficas. Violou a lei internacional ao bombardear o reator nuclear Osirak que os franceses estavam (em 1981) construindo para o Iraque, em ataque aéreo não provocado, apesar de o reator estar sendo construído para ser usado, conforme declaração dos governos de França e Iraque, para pesquisa científica. Israel também bombardeou o que, segundo relatórios de inteligência seria um reator nuclear que a República Popular da Coreia (Coreia do Norte) estaria construindo na Síria em 2007. O Mossad (serviço secreto israelense) várias vezes foi associado ao assassinato de inúmeros cientistas e físicos nucleares egípcios, iraquianos e iranianos, ao longo de décadas.Israel não assinou e continua a recusar-se a assinar o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares e não autoriza nenhum tipo de inspeção, pelos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica da ONU, no seu reator Dimona.Israel, país agressivo e predatório que tem longa história de ataques contra países vizinhos desde que foi ‘fundado’, expulsou centenas de milhares de pessoas, criou milhões de refugiados palestinos, libaneses e egípcios, assassinou dezenas de milhares de civis e usou armas proibidas pela legislação internacional (de bombas de napalm a bombas de fósforo, para citar só os casos mais bem conhecidos), continua a ocupar territórios palestinos, e o povo palestino vive sob ocupação estrangeira, o que viola a lei internacional.Israel é governada por uma ideologia de estado fundamentalista, racista, antimuçulmana e antiárabe, à qual aderem seus governantes, suas instituições de governo e, também, sua cultura popular e política e muitas das leis do estado israelense.De fato, Israel não apenas vive de fazer guerra quase ininterrupta contra seus vizinhos como, também, exige que as potências ocidentais invadam os países vizinhos de Israel e, simultaneamente, patrocina campanhas de ódio racista contra árabes e muçulmanos nos EUA e em toda a Europa, além de incorporar a mesma ideologia racista nos currículos de escolas e universidades e em grande parte da produção cultural nacional israelense.Políticas racistasOs EUA, protetores de Israel, são o único estado da Terra que algum dia, deliberadamente, usou bombas atômicas contra populações civis e até hoje, 66 anos depois, ainda defende aquela decisão, que levou àquele ato genocida, e ensina a população, nas escolas e pela imprensa, a também defendê-lo.Os EUA também cuidam de evitar que o arsenal atômico de Israel jamais seja discutido no Conselho de Segurança da ONU, apesar das persistentes propostas para que a questão nuclear israelense seja julgada naquele fórum. A insistência com que os EUA cuidam de manter como “segredo” (conhecido de todos) a capacidade nuclear de Israel é construída e mantida, dentre outros motivos, para manter ativa a ajuda que os EUA continuam a dar a Israel, apesar de a condição essencial para receber esse tipo de ajuda ser que os países receptores sejam signatários do Tratado de Não Proliferação... que Israel nunca assinou e recusa-se a assinar.Mesmo assim, os EUA e Israel, que há muito tempo são as principais ameaças à paz mundial e, de fato, os mais ativos provocadores de guerras em todo o mundo desde a II Guerra Mundial, insistem em dizer ao mundo que o Irã seria ameaça à paz mundial, caso possua uma bomba atômica.O Irã é país que invadiu país algum (ao contrário, o Irã foi atacado pelo Iraque de Saddam em 1981, por decisão das ditaduras comandadas pelas ricas famílias do petróleo do Golfo e seus patrocinadores EUA e França).Deixando-se de lado, por um momento, as políticas racistas dos EUA que definem quem poderia e quem não poderia ter armas nucleares (segundo um critério racista que determina que só europeus e seus aliados europeus poderiam ter o que quer que seja), é preciso dizer que, se há corrida nuclear no Oriente Médio hoje, foi gerada e estimulada pelo espírito violento e belicista de Israel e pelo fato de que, em toda a região, só Israel mantém arsenal ativo de armas de destruição em massa.Se se tratar de o Oriente Médio ser zona livre de armas nucleares, nesse caso o esforço da comunidade internacional deve começar por desarmar Israel – o único país na região que tem bombas atômicas. E que deixem em paz o Irã – onde o mundo nem sabe se há ou não, ou se estão em desenvolvimento ou não, essas armas.O racismo do governo Obama contra árabes e muçulmanos não conhece limites. Mas, entre os povos do Oriente Médio (árabes, turcos e iranianos), os critérios racistas de Obama não persuadem ninguém.Ter ou não ter armas nucleares é questão de segurança humana, no que diga respeito a quem viva próximo de Israel. Ter armas nucleares não é privilégio racial nem dos norte-americanos nem dos europeus.É possível que os EUA não temam as bombas atômicas de Israel. Mas quem viva perto de Israel, países e populações civis que há muitos anos são alvo do terror israelense, temem Israel. Por muitos bons motivos, que todos na região conhecem.Só depois que Obama aprender essa lição, se aprender, os povos da região voltarão a ver alguma seriedade e poderão atribuir alguma credibilidade à sempre tão repetida (falsa) preocupação dos EUA com a “proliferação” nuclear.Complexo nuclear de Dimona, deserto Neguev, Israel. Segundo informes de autoridades iranianas, esse complexo será bombardeado caso Israel ataque as instalações nucleares do Irã.Image DetailCaso o Irã faça a retaliação contra Dimona, muitas cidades de Israel situadas no entorno da base nuclear serão atingidas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-8191539626598321386?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/8191539626598321386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/israel-nuclear-revisitada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/8191539626598321386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/8191539626598321386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/israel-nuclear-revisitada.html' title='ISRAEL NUCLEAR REVISITADA'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-4022023686342310666</id><published>2011-11-08T12:08:00.000-08:00</published><updated>2011-11-08T12:08:46.106-08:00</updated><title type='text'>O assassinato de Alfonso Cano é uma bofetada na paz</title><content type='html'>A todos os povos irmãos, aos governos do mundo, a todos os movimentos de libertação, aos meios de comunicação nacionais e internacionais, aos que lutam dia a dia por conseguir a Justiça e a Igualdade social, à vocês a nossa opinião:Desde a raiva e a tristeza, desde os bairros e do povo, desde o coração dos que seguimos obstinados com os sonhos de liberdade e justiça. Desde aqui, com o sangue libertário da resistência de nossos antepassados, nos despedimos de ti, grande amigo, grande guerreiro latino-americano, grande exemplo a seguir, Alfonso, um “hasta siempre hermano!”É outro grande mártir semeado nas nossas almas, pelas aberrações de um inimigo que intenta nos dominar, que muitas vezes é estrangeiro, outros tantos são nacionais que claudicaram, pois suas mentes e seus corações já pertencem ao inimigo.Alfonso, é nosso dever não se submeter, aguentar, multiplicar, organizar e atuar. Cada quadro político, cada quadro revolucionário, cada militante, cada simpatizante deve fomentar teu exemplo. Jamais morrerá! E sim, sem nenhum temor nem vergonha, diremos ao mundo: Viva Alfonso Cano! Viva Marulanda! Viva as FARC-EP!Nosso compromisso não se limita à palavra de ordem, tampouco ao mural, menos ainda neste artigo. Nosso compromisso verdadeiramente está no esforço constante de aprofundar a revolução, de combater o inimigo, de lutar ao lado do povo pobre, contra a burguesia e o império. É imprescindível a formação moral e ideológica de cada camarada, de cada vizinho, de cada criança, de todos nós. De maneira profunda e constante, pois, o inimigo nos ataca com seus meios massivos de comunicação assim como com suas bombas e balas.Com Alfonso não puderam, nem com seu sedutor sistema capitalista, nem com seus alienantes cantos e modas, nem com o terror de suas armas, pois seu compromisso provém de seu espírito, de sua sólida ideologia, de sua clareza política, de sua estratégica formação militar. Por isso o inimigo recorreu a sua supressão, a seu assassinato, a sua eliminação física. E com isso intentam eliminar a dignidade de todo um povo que não se rende. Junto a Marulanda, a Raúl Reyes, a Ivan Ríos, ao negro Acacio, a Martín Caballero, a Jorge Briceño, e hoje estamos junto a Alfonso Cano, os esperançosos do mundo, sempre iremos crer que um mundo mais humano é possível e o merecemos.Somos milhões na América, milhões na África, milhões na Ásia, milhões no mundo, os que sempre atuaremos por um mundo melhor, de igualdades e justiça para todos. A semeadura em combate desigual e desproporcional, de nosso grande camarada, não nos desanima. Pelo contrário, nos impulsiona a nos fortalecer, a nos multiplicar, para seguir lutando.Vejam os cidadãos do mundo que somos na América Latina. Uma raça de guerreiros nascidos para a liberdade. Antes mortos do que vencidos.Com o Povo Pobre, tudo. Sem o Povo Pobre, nada.Junto à liderança do comandante Chávez. Alfonso Cano, mártir de América Latina.Bolívar Vive! A luta segue!Aos 200 anos de nossa independência. Desde as Terras dos Libertadores.Entre a raiva e a ternura,Coordenadora “Simón Bolívar”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-4022023686342310666?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/4022023686342310666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/o-assassinato-de-alfonso-cano-e-uma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/4022023686342310666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/4022023686342310666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/o-assassinato-de-alfonso-cano-e-uma.html' title='O assassinato de Alfonso Cano é uma bofetada na paz'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-3023868798616367627</id><published>2011-11-08T11:58:00.000-08:00</published><updated>2011-11-08T11:58:08.835-08:00</updated><title type='text'>A LÍBIA QUE EU CONHECI</title><content type='html'>08 Novembro 2011 Georges BourdoukanEstive na Líbia em setembro de 1979, por ocasião do décimo aniversario da Revolução que levou Kadafi ao poder. Me acompanharam na ocasião o cinegrafista Luis Manse e o operador de Nagra Nelson Belo. Estávamos ali pelo Globo Repórter, do qual eu era o diretor em São Paulo.Primeira surpresa. O hotel, para onde o governo nos enviou, estava totalmente ocupado por diplomatas. Perguntei ao embaixador do Brasil a razão dessa concentração. A resposta me surpreendeu ainda mais.Na Líbia de Kadafi, os aluguéis estavam proibidos. Aos líbios que não tivessem casa, era só solicitar que o governo imediatamente providenciava a construção de uma. O país era um imenso canteiro de obras. E mais: Uma lei em vigor, A LEI DO COLCHÃO, determinava que, qualquer cidadão líbio que soubesse da existência de casa alugada, era só atirar um colchão no quintal que a casa passava a ser sua. Inúmeras embaixadas sofreram com essa lei já que foram ocupadas por líbios. O próprio embaixador me contou na ocasião que a embaixada brasileira não ficou imune a essa lei. Um motorista líbio que ali trabalhava informou a um amigo que ainda não tinha casa, que a embaixada do Brasil era alugada. Imediatamente esse amigo atirou um colchão e reivindicou a propriedade (uma mansão que pertencia a um italiano que retornou à Itália apos a subida ao poder de Kadafi). O governo líbio precisou intervir para evitar maiores dissabores. O Brasil acabou ganhando a embaixada e o líbio uma casa nova. Isto tudo aconteceu na década de 70, quando a Líbia era uma potência riquíssima, com apenas 3 milhões de habitantes, em quase 1.800.000 quilômetros quadrados.Os líbios, por lei, eram proibidos de trabalhar como empregados de estrangeiros. O líbio que não quisesse trabalhar recebia o equivalente, valores de hoje, a cerca de 7 mil dólares por mês. E mais: médico, hospital e remédios era tudo de graça. Ninguém pagava escola e o líbio que quisesse aperfeiçoar seus estudos fora do país ganhava uma substancial bolsa. Conheci muitos desses líbios na França, Itália, Espanha e Alemanha, e outros países onde estive como jornalista.Estamos em Trípoli, ano 1979. Esta noite quase não consegui pegar no sono. No hotel onde estava hospedado, alem dos diplomatas e alguns jornalistas, estavam também delegações de países africanos de língua portuguesa. Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Cabo Verde. E foram eles que não me deixaram pegar no sono já que, sabendo que eu teria um encontro com Kadafi no dia seguinte, queriam que eu lhe pedisse mais explicações sobre o socialismo Líbio. Disseram que nunca haviam visto algo igual. Nem mesmo em livros. Ficaram admirados com a Lei do Colchão, com a assistência médica, remédios e educação, tudo gratuito. E pelo fato de ninguém ser obrigado a trabalhar na Líbia e mesmo assim receber uma remuneração “fantástica” no dizer de um angolano. Prometi que tentaria obter uma resposta, desde que, de fato, eu conseguisse falar com Kadafi, por saber que ele era imprevisível e não poucas vezes deixou jornalistas aguardando ad infinitum.Antes, preciso esclarecer que as portas dos apartamentos dos hotéis não possuíam fechaduras. Por isso todos podiam entrar no apartamento de todos razão pela qual nossos apartamentos eram sempre “visitados”. Perguntei ao gerente do hotel a razão da falta de fechaduras. Respondeu que na Líbia não havia ladrões como na “época da colonização italiana e por isso as fechaduras eram prescindíveis”. Mas um diplomata me esclareceu que a falta de fechaduras era para que os “fiscais” do governo pudessem entrar a qualquer hora do dia ou da noite para ver se não havia mulheres “convidadas” nos apartamentos. “Porque, prosseguiu o diplomata, os líbios até hoje falam que durante a colonização italiana e o reinado de Idris, os hotéis serviam apenas para orgias”.No dia seguinte me preparo para o encontro com Kadafi. Manse, com a sua câmera e Belo com seu gravador Nagra me aguardavam ao lado do elevador. Com cara de sono, reclamaram que seus apartamentos foram “penetrados” umas três vezes de madrugada e foi um susto só. O carro enviado pelo governo nos esperava na entrada, mas Manse queria tomar mais um cafezinho. Entrei no carro e aguardei. Cinco minutos depois Luis Manse, com sua inseparável câmera, chegava sozinho. Perguntei pelo Belo, ele disse que o imaginava comigo. Perguntei ao nosso acompanhante se ele havia visto o nosso companheiro. Imediatamente ele foi à portaria perguntar. Um rapaz simpático respondeu que tinha visto Belo acompanhado por dois policiais uniformizados a caminho da praça que ficava a uns cinqüenta metros do hotel. Fiquei preocupado, imaginando o pior. Jornalista acompanhado por policiais no Brasil nunca era um bom augúrio.Belo e os dois policiais estão parados ao lado de um reluzente carro Mercedes Benz novinho em folha. Perguntei o que estava acontecendo. Um dos policiais me disse que o meu companheiro não parava de apontar a chave do carro na ignição. E que eles não sabiam a razão, pois Belo não falava o árabe e nem eles o “brasileiro”. Então era por isso que eles saíram juntos do hotel. Nada preocupante. Belo me explicou e eu traduzi para o policial que ele, ao ver a chave na ignição, ficou preocupado de alguém roubar o carro. Os dois policiais começaram a rir e disseram tratar-se de um carro abandonado. Era um costume no país. Quem não gostasse do carro bastava abandoná-lo com a chave dentro. O interessado podia levá-lo. Essa era a Líbia da época.Muita fartura, nenhuma miséria e a abundância ao alcance de todos. Aliás isso podia se observar nas pessoas. Os mais velhos, que viveram sob o domínio dos colonialistas e durante a monarquia, eram pessoas alquebradas, corpo seco. As crianças e os jovens eram saudáveis e alegres. Só para se ter uma idéia da Líbia sob Kadafi, tudo custava mais ou menos o equivalente a 3 dólares. Havia supermercados gigantescos, mas nada era vendido a varejo. Quem quisesse arroz, por exemplo, pagava 3 dólares pelo saco de 50 quilos. Tudo era nessa base.Fomos visitar o parque industrial de Trípoli e eu pedi para conhecer uma tecelagem. Perguntei como era a relação com os clientes e um técnico alemão que ali se encontrava para montar o maquinário, começou a rir. “Os líbios são loucos”, me disse. E completou: “eles não vendem nada aqui por metro, somente a peça inteira. E para qualquer um que entrar na fábrica e pedir”. Perguntei o preço da peça: 3 dólares a peça de 50 metros. Mas se você, por exemplo, quisesse comprar uma gravata, qualquer uma, o preço mínimo era o equivalente a 200 dólares. Um cachimbo, 300 dólares. Ou seja, todo produto que lembrasse os colonizadores e, de acordo com eles, representasse ou sugerisse consumo supérfluo, era altamente taxado. Bebida alcoólica, nem pensar. Dava prisão sumária. E foi o que aconteceu com dois jornalistas argentinos, cuja “esperteza” os remeteu ao porto e ali compraram de um cargueiro uma garrafa de uísque. Um dos funcionários do hotel sentiu o bafo e os denunciou. É verdade que eles não foram presos, porque eram convidados do governo. Mas não puderam entrevistar ninguém, muito menos Kadafi. E nós só soubemos disso porque o embaixador do Brasil, uma figura simpaticíssima, uma noite nos convidou para a Embaixada e, ali, nos ofereceu um uísque de não sei quantos anos (guardado a sete chaves num cofre), que Manse e Belo acharam delicioso. Claro que eu também bebi um gole, apesar de detestar uísque. Seja de que marca for, de que ano for. Sempre me lembrou o gosto de iodo. Evidentemente não faria uma desfeita ao embaixador tão solícito. Não estalei a língua porque aí seria demais.Antes de nos despedirmos, o embaixador nos ofereceu um litro de leite para cada um, pois segundo ele o leite disfarçaria o nosso hálito. Na porta, perguntei ao embaixador se ele poderia nos dar um depoimento. “O Kadafi é um Gênio”, respondeu. Surpreso, perguntei. O senhor considera o Kadafi um Gênio? Sim! Um Gênio! Então o senhor considera Kadafi um Gênio? Sim! Respondeu o embaixador. Um Gênio! E amanhã o senhor vai ter uma prova disso. Não entendi. Amanhã vai haver um desfile em comemoração ao décimo aniversário da Revolução. Assista e veja se não tenho razão.O dia seguinte amanheceu glorioso. E eu já estava preocupado. Se o país vai parar para comemorar o décimo aniversário da Revolução, será que Kadafi vai encontrar tempo para a entrevista? A população lotava a praça e as ruas onde seriam realizados os desfiles. Um fato me chamou a atenção. Havia milhares de meninas adolescentes com uniformes militares prontas para o desfile. Sorriam um sorriso que somente as adolescentes possuem. Impressionante a sua alegria. Foi assim que Kadafi libertou as mulheres, que antes não podiam atravessar a porta de casa e nem tirar as vestimentas que cobriam seu corpo de cima abaixo, me confidenciou o embaixador. É ou não um gênio? Essas adolescentes saem de casa bem cedinho usando o uniforme militar e retornam para suas casas no fim do dia. Elas só não dormem no quartel. E têm autorização para não tirar o uniforme. Depois do serviço militar elas jamais voltam a se vestir como anteriormente. Então é por isso que as mulheres líbias se vestem como as ocidentais? Mas vez ou outra deparamos com mulheres com roupas tradicionais.Terminado o desfile, um membro do governo me diz que Kadafi nos receberia não mais em Trípoli, mas em Benghazi, a bela cidade mediterrânea. E que nos buscariam de madrugada pra viajarmos os 600 quilômetros que separam as duas cidades.Fico sabendo nesse dia que a energia elétrica que ilumina o país é de graça. Ninguém recebe a conta de luz, seja em casa ou no comércio. E quem tiver aptidão para empresário, pode buscar os recursos necessários no banco estatal e não paga nenhum centavo de juros. A divisão da riqueza do país com sua população, em nome do islamismo, criou um sério problema para os demais países muçulmanos, principalmente Arábia Saudita. E desde então, Kadafi nunca poupou os dirigentes sauditas que acusou de terem se apossado de um país que jamais lhes pertenceu e de serem “infiéis que conspurcavam o verdadeiro islamismo”. “Trocaram o Profeta pelo petróleo”. Pela primeira vez usava-se o Alcorão contra aqueles que se diziam seus defensores. Os sauditas, acuados, só conseguiam dizer que ele era “comunista”. Kadafi respondia que ele apenas seguia o Alcorão ao pé da letra.Várias revoltas começaram a eclodir na Arábia Saudita e países do Golfo. Os Estados Unidos e mídia associada começaram a arregaçar as mangas. Era preciso defender a vassala Arábia Saudita e transformar Kadafi num pária.Na volta ao hotel, dou de cara com revolucionários da África do Sul. Estavam na Líbia em busca de fundos para lutar contra o apartheid.Vamos falar francamente. Eu estava me esforçando para realizar um programa que dificilmente seria exibido. Naquela época o Globo Repórter registrava uma audiência enorme, entre 50 e 65 pontos, com pico de 72. Alem do mais, vivíamos sob o tacão da ditadura. Mas já que estávamos lá, vamos tocar o barco e ver no que vai dar.À noite, no hotel, alguém abre a porta e me pergunta se posso conversar um pouco. Era o chefe da delegação de Guiné-Bissau e estava empolgado. Nunca imaginara conhecer um país como a Líbia. Perguntou como foi o meu encontro com Kadafi. Respondi que o encontro seria no dia seguinte em Benghazi. Enquanto conversávamos, um “fiscal” do governo, entra no quarto e nos cumprimenta sorridente. Dá uma olhada rápida e com aquele sorriso de comissária de bordo, nos agradece e vai embora. Mal passaram 10 minutos e a porta novamente é aberta. Um jornalista do Rio de Janeiro, meu vizinho de quarto entra desesperado.- Uma coca cola pelo amor de Deus. Meu reino por uma Coca-Cola. Vou descer até saguão, alguém precisa me informar onde consigo comprar Coca Cola nesse país de birutas. E nem esperou o elevador. Desceu pela escada mesmo.- Maluco esse seu vizinho, me confidenciou o africano. Além do mais ainda ofendeu Shakespeare.Em seguida ele me revela que conheceu muitos revolucionários de países diferentes que se encontravam na Líbia em busca de recursos. Inclusive sul-africanos.- Entregaram uma carta de Nelson Mandela para o Kadafi pedindo para ele não esquecer seus irmãos africanos, respondeu feliz, dando a entender que eles foram atendidos.Novamente o “fiscal” com sorriso de comissária de bordo entra. Desta vez para nos convidar a assistir no salão do hotel a um filme sobre os “horrores” da herança colonialista. Na verdade não era um filme, mas um documentário de 15 minutos e se a idéia era para que a platéia se indignasse, o efeito foi o contrário. O documentário mostrava a noite em Trípoli. Garotas seminuas andando nas ruas em busca de clientes, “inferninhos”, cabarés, bebidas alcoólicas, muitas bebidas, e por aí vai. E o pior, terminada a exibição vários aplausos da platéia, principalmente de jornalistas, pedindo a volta dos colonizadores. Isso sim é que era época boa, exclamou o jornalista carioca, agora ao lado de um colega mineiro que completou: “eta paizinho que nem Coca-Cola tem”.Quatro da manhã somos acordados. Do aeroporto de Trípoli seguimos para Benghazi, onde finalmente vamos entrevistar Kadafi.Quando desembarcamos em Benghazi, a belíssima Benghazi, tamareiras enfeitavam suas praias. Estavam ali como os coqueiros nas praias do nordeste. Era colher e comer tâmaras dulcíssimas. Um jornalista suíço que chegara a Benghazi uma semana antes, me confidenciou que não deveria perder um casamento. Qualquer um, disse. Estava realmente deslumbrado com a festa e o que o deixou mais impressionado, é que os noivos, depois da cerimônia, recebem um envelope do governo com o equivalente a 50 mil dólares de presente.Bem, essa era a Líbia que pouca gente conhecia e a mídia ocidental não fazia nenhuma questão de mostrá-la. E não poderia, pois como explicar a seus leitores que havia ascendido ao poder um jovem coronel que não utilizou a riqueza em benefício próprio? Pelo contrário. Havia dividido a riqueza com a população do país. Que não queria ver ninguém sem teto, sem fome, sem educação e sem muitas outras coisas mais. Eu, naturalmente, iria sem dúvida nortear a minha entrevista a partir desses pontos. Mas antes da entrevista, fomos a três festas com músicos árabes de diversos países. E haja doce. E haja suco. E nem um “uisquinho”, lamentavam alguns jornalistas que, sinceramente, acho que estavam no país sem saber porque e para que. As festas corriam em tendas beduínas, algo que Kadafi sempre prezou.Finalmente cara a cara com Kadafi. Em sua tenda. Aparentava cansaço. Alguns dos assuntos discutidos: 1-Socialismo líbio; 2-Educação; 3-Reforma agrária; 4-Moradia; 5-Alinhamento; 6-Arabismo; 7-Socialismo chinês, soviético, cubano; 8-Apoio aos movimentos revolucionários; 9-Che Guevara; 10-Estados Unidos; 11-Brasil; 12-liberação feminina 13-Reencarnação de Omar Moukhtar.A entrevista, que seria de 40 minutos, durou mais de duas horas e creio que passaríamos a noite conversando se ele não fosse a toda hora solicitado. Naturalmente a Globo achou melhor não colocar o programa no ar, pois poderia melindrar a ditadura. Foi feita uma proposta para que um programa de 15 minutos fosse ao ar no Fantástico. Foi realizada a reedição, mas o programa teria sido proibido pelos censores oficiais da ditadura (civil-militar-midiática). Tudo culpa da ditadura. Será? Oh, céus! Oh, terra! Quando nos livraremos desse sistema putrefato?Qual foi o grande erro de Kadafi? Eu não tenho a menor dúvida. Foi acreditar nos euro-estadunidenses e desistir de sua bomba atômica. Os pacifistas que me perdoem. Aqui não se trata de incentivar a produção de ogivas nucleares, mas de persuasão. O Brasil que tome jeito e comece a produzir a sua. Caso contrário, a própria mídia brasileira, associada ao Império, fará de tudo para que o país seja invadido e ocupado.Kadafi não ficou rico, como os produtores de petróleo do Golfo. Dividiu a riqueza do país com a população. Apoiou todos os movimentos revolucionários de esquerda do mundo. Inclusive os brasileiros. Em nenhum momento esqueceu a população negra da África. E da África do Sul, onde, em agradecimento, um neto de Nelson Mandela chama-se Kadafi.Quando Nelson Mandela tornou-se o primeiro presidente da África do Sul em 1994, o então presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, fez de tudo para que Mandela parasse com os agradecimentos quase diários a Kadafi pelo seu apoio à luta dos revolucionários africanos. "Os que se irritam com nossa amizade com o presidente Kadafi podem pular na piscina", respondeu Mandela.O presidente de Uganda Yoweri Museveni afirmou que "quaisquer que sejam as falhas de Kadafi, ele é um verdadeiro nacionalista. Prefiro nacionalistas do que marionetes de interesses estrangeiros". E disse mais: " Kadafi deu contribuições importantes para a Líbia, para a África e para o Terceiro Mundo. Devemos lembrar ainda que, como parte desta forma independente de pensar, ele expulsou bases militares britânicas e americanas da Líbia após tomar o poder".Alem disso, o ex-líder líbio também teve papel importante na formação da União Africana (UA). A principal coordenadora da guerra contra a Líbia, Hillary Clinton, andou pela África pregando abertamente o assassinato de Muammar Kadafi. Como não teve sucesso, começou a recrutar mercenários. Aliás foram esses mercenários, inclusive os esquadrões da morte colombianos, que lutaram na Líbia. E eles não foram dizimados graças à Organização Terrorista do Atlântico Norte (OTAN) e EUA. Quem puder pesquisar, quando Kadafi nacionalizou as empresas petrolíferas e os bancos, a mídia Ocidental referia-se a ele como Che Guevara Árabe.Antes de ser deposto e linchado pelos mercenários a mando dos terroristas OTAN e EUA, a Líbia possuía o maior índice de desenvolvimento humano da África, e até hoje maior que o do Brasil. E o que pouca gente sabe, em 2007 inaugurou o maior sistema de irrigação do mundo. Transformou o deserto (95% da Líbia) em fazendas produtoras de alimentos. Aliás, assim que subiu ao poder, os líbios que quiseram produzir alimentos receberam terra, equipamentos, sementes e 50 mil dólares para sobreviver até a safra. Foi uma Reforma Agrária total e irrestrita. Ele também pressionou pela criação dos Estados Unidos da África (EUA) para rivalizar com os EUA e União Européia.Ele lutou por uma África una: “Queremos militares africanos para defender a África. Queremos uma moeda única. Queremos um só passaporte africano".Lamentavelmente esqueceu a Bomba Atômica. E pagou por isso. As nações que querem se emancipar que pensem nisso.* Georges Bourdoukan é jornalista e escritorCredito sito do Partido comunista Brasuleiro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-3023868798616367627?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/3023868798616367627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/libia-que-eu-conheci.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/3023868798616367627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/3023868798616367627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/libia-que-eu-conheci.html' title='A LÍBIA QUE EU CONHECI'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-2033461468475943155</id><published>2011-11-05T20:00:00.000-07:00</published><updated>2011-11-05T20:00:53.808-07:00</updated><title type='text'>Sem Alfonso Cano as FARC-EP… continuam combatendo</title><content type='html'>05 NOVEMBRO 2011 &lt;br /&gt;CLASSIFICADO EM AMÉRICA LATINA  - COLÔMBIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crédito: Rosa Blindada &lt;br /&gt;Marcelo Sepúlveda Araujo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;05 de Novenbro de 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando assassinaram Che Guevara a rebeldia latino-americana acabou? Pensam suprimir a dignidade de Nossa América assassinando Alfonso Cano? Esta é «a paz» do genocida Santos? O que dirão os hipócritas “estadistas” que o abraçam sorrindo, em nome do «realismo diplomático»?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que Santos não se esqueça….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da morte de Carlos Fonseca, principal líder e fundador da guerrilha da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), a insurgência da Nicarágua derrotou o vergonhoso regime de Somoza e triunfou a revolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo aconteceu no Vietnã, com a morte de Ho Chi Minh. Há poucos anos, militares e assessores ianques tiveram que se retirar do sudeste asiático com o rabinho entre as pernas, derrotados e humilhados, quando antes se sentiam amos e senhores do povo vietnamita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em numerosos países e sociedades, o assassinato dos líderes populares não impediu o triunfo da rebeldia organizada, quando esta contou com uma proposta estratégica de poder. É preciso aprender com a História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constitui-se pura ilusão, superficial, ignorante e banal, a crença da classe dominante colombiana (compartilhada por seus mestres gringos do norte) de que a morte de um líder guerrilheiro possa acabar com um processo de luta de massas que permanece ativo, com décadas de confrontação. Estão gravemente equivocados se pensam em submeter a insurgência pela via militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, os relatos auto-legitimadores da classe dominante colombiana (e seus monopólios de informação que funcionam como correias de transmissão em suas operações de guerra psicológica) defendem essa lógica como verdade absoluta. Falam de si mesmos. Olham-se no espelho e se auto-convencem para aplacar seus medos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há poucos dias, uma multidão enorme de milhares e milhares de estudantes rebeldes colombianos tomou de assalto as principais cidades do país, em defesa da educação pública e gratuita. E o fizeram desafiando a polícia e outras forças anti-motim. O mesmo aconteceu com o movimento indígena e popular, que já começa a levantar-se, cada vez mais organizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oligarquia aburguesada da Colômbia acredita que assassinando Alfonso Cano, principal líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP) vai conseguir calar todo esse movimento popular de massas (de onde é parte a insurgência).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ilusão! Quanta ingenuidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos bem quem é Santos. Conhecemos seu rosto cínico, lascivo, depravado e anormal, quando se deixou fotografar ao lado de outros cadáveres insurgentes. Só um perverso, um depravado pode festejar a morte dessa maneira e com esse tipo de sorriso. Mesmo a morte de inimigos. Vimos essas fotografias no passado, quando ele era Ministro de Defesa. Nós o conhecemos bem. Bem até demais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que interessa aqui não é a opinião desse perverso, mas sim o estado de espírito dos povos e das massas populares, principalmente da juventude. Do povo colombiano e dos povos de Nossa América. Os povos sabem perfeitamente bem que, mesmo quando morreu Simón Bolívar, a luta, longe de apagar-se, continuou durante dois séculos. O mesmo ocorreu, anteriormente, com Tupác Amaru e Tupác Katari.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando assassinaram José Martí, Cuba continuou lutando até derrotar definitivamente os impérios que a subjugaram. Acabou a luta com a morte de Martí? Ninguém, exceto um ignorante (por mais dinheiro que tenha, continua sendo um ignorante), poderia acreditar que, com o cadáver de Martí, a luta do povo cubano tenha acabado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderíamos recorrer a cada um de nossos países, cada uma de nossas sociedades, cada uma de nossas histórias, e os exemplos se multiplicariam infinitamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Triunfar ou servir a outras bandeiras. Até depois de mortos seremos úteis”, previu Julio Antonio Mella, pouco antes de cair assassinado no México. E teve razão. O mesmo acontecerá com o companheiro, camarada e comandante Alfonso Cano, líder da insurgência colombiana. Podem fazer o que quiserem com o cadáver. Com o cadáver de Che Guevara cortaram as mãos e o enterraram num túmulo para indigentes. Assim pensavam terminar com o exemplo do Che! Podem manipular o corpo de Alfonso Cano. No entanto, com o exemplo de Alfonso, não poderão fazer nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os presidentes da América Latina? Seguirão apertando a mão assassina deste personagem sinistro, deste empresário milionário que, como Ministro de Defesa de Uribe, assassinou milhares de pessoas, jogando-as como se fossem animais em túmulos sem identificação; o maior cemitério de indigentes de todo o continente, superior aos das ditaduras militares do Chile, da Argentina, do Peru ou da Guatemala nos anos 70.  Encontraram-se há pouco tempo na Colômbia 2.000 cadáveres, correspondentes aos assassinatos do período de Santos como Ministro da Defesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguirão falando da “governabilidade” continental sem ficarem ruborizados? Continuarão entregando revolucionários ao carniceiro Santos, violando todo o direito internacional, com cara de feliz aniversário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os jornalistas? Poderão continuar escrevendo alegremente que na Colômbia existe «democracia»? Não será a hora de rebelar-se contra esse controle militar da informação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os acadêmicos? Por que na hora de escrever e analisar as lutas e “novas experiências” de Nossa América mencionam unicamente Cuba, Venezuela e Bolívia (quando muito acrescentam o Equador)? Por que os acadêmicos se fazem de desentendidos com as lutas populares da Colômbia? Será talvez porque na Colômbia a luta armada continua se desenvolvendo e essa temática não está permitida no núcleo duro dos programas acadêmicos? Talvez analisar a luta armada da Colômbia se torne um obstáculo para o recebimento de bolsas de pesquisa e subsídios? Os acadêmicos começarão a incluir a Colômbia entre os estados que praticam políticas de Estado genocidas ou continuarão fazendo-se de desentendidos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma palavra: depois do assassinato do líder insurgente Alfonso Cano, quem poderá se fazer de ingênuo, dizendo que Santos é diferente de Uribe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apelamos aos jornalistas que acreditam sinceramente na liberdade de expressão, aos acadêmicos dignos que não se deixam humilhar, inclusive aos políticos que, mesmo sem compartilhar do projeto da guerrilha, não estão dispostos a se sujarem, apertando a mão sangrenta de Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ninguém se engane. A luta segue. Aqui não se terminou nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em algum momento se pagarão pelos crimes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anastasio Somoza também se sentia poderoso, soberbo e inexpugnável... Mesmo assim terminou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://www.rosa-blindada.info/?p=868&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-2033461468475943155?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/2033461468475943155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/sem-alfonso-cano-as-farc-ep-continuam.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/2033461468475943155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/2033461468475943155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/sem-alfonso-cano-as-farc-ep-continuam.html' title='Sem Alfonso Cano as FARC-EP… continuam combatendo'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-3714776926226010981</id><published>2011-11-05T12:37:00.000-07:00</published><updated>2011-11-05T12:38:32.518-07:00</updated><title type='text'>FORTALEZA É A 4ª CIDADE EM POBREZA</title><content type='html'>Fortaleza é a quarta cidade com maior número de pessoas em extrema pobreza do país&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ceará possui 10% das pessoas a baixo da linha de pobreza do país, que é de 16 milhões de habitantes, sendo o sétimo estado do Brasil em número de pessoas que vivem em extrema pobreza. Essas pessoas têm renda que varia de R$ 67 a R$ 134 por mês. Já a capital cearense, se encontra na quarta posição entre as cidade com maior índice de pobreza do país. Ao todo, 134 mil moradores vivem nesta situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses números são dados do Instituto de Geografia e Estatística (IBGE), e se referem apenas à Fortaleza, ao Ceará e ao Brasil. Se a referência passar a ser o mundo, essa estatística se torna ainda maior. É por isso, que, nesta segunda-feira (17), é lembrado o Dia Internacional de Combate à Pobreza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conscientização&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A data pretende conscientizar a população sobre a situação que é realidade na vida de muitos brasileiros. Além disso, a “comemoração” pretende reivindicar contra a desigualdade, a precariedade no atendimento à saúde e na educação do país, as más condições de moradia, a falta de acesso crédito, dentre outras questões que precisam ser melhoradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o coordenador de pesquisa do Laboratório de Estudos da Pobreza da Universidade Federal do Ceará (UFC) e doutor em Economia, professor Carlos Alberto Manso, todos esses problemas geram um prejuízos para a economia do Estado e de todo o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ele, é necessário que existam programas socais que funcionem juntos com um só objetivo: a luta contra a pobreza no país.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-3714776926226010981?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/3714776926226010981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/fortaleza-e-4-cidade-em-pobreza.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/3714776926226010981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/3714776926226010981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/fortaleza-e-4-cidade-em-pobreza.html' title='FORTALEZA É A 4ª CIDADE EM POBREZA'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-3483418946318398166</id><published>2011-11-05T10:25:00.000-07:00</published><updated>2011-11-05T10:29:12.495-07:00</updated><title type='text'>Milhares de italianos protestam contra Berlusconi em Roma</title><content type='html'>ROMA, Itália, 5 Nov 2011 (AFP) -Milhares de italianos, convocados pelo Partido Democrata, principal força da oposição de esquerda, se manifestaram neste sábado em Roma sob o lema "a Constituição italiana, a mais bela do mundo" para pedir a renúncia do chefe de governo Silvio Berlusconi.&lt;br /&gt;"Silvio, vá embora!", ou "Quanto antes o colocarmos na porta, melhor será" foram alguns dos cartazes exibidos pelos manifestantes, que se reuniram em frente a um palco decorado com as cores da bandeira italiana (verde, branco e vermelho).&lt;br /&gt;Os slogans mais repetidos pelos manifestantes foram os de "vergonha" e "renúncia".&lt;br /&gt;Muitos dos cartazes exibidos reagiram também às declarações de Berlusconi da véspera, em Cannes, durante a cúpula do G20, nas quais o presidente italiano afirmou que a crise em seu país "não é forte" porque "todos os restaurantes e os aviões estão cheios".&lt;br /&gt;"Eu vou ao restaurante, mas para lavar os pratos", dizia um dos cartazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EM TEMPO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENQUANTO OS PAÍSES EUROPEUS CAEM DE PODRE, COM SEU CAPILALISMO AOS FRANGALHOS, OS MESMOS SE INTROMETEM EM OUTROS PAISES FOMENTANDO A GUERRA PARA TENTAR SALVAR SUAS ECONOMIAS, ROUBANDO AS RIQUEZAS DE PAISES COMO A LIBIA E OUTROS, COM UMA CLARA INTENÇÃO DE ACABAR COM AS LIDERANÇAS DO MUNDO PARA TENTAREM SALVAR O QUE RESTA DE SUAS ECONOMIAS FALIDAS.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-3483418946318398166?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/3483418946318398166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/milhares-de-italianos-protestam-contra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/3483418946318398166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/3483418946318398166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/milhares-de-italianos-protestam-contra.html' title='Milhares de italianos protestam contra Berlusconi em Roma'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-7022164220575094100</id><published>2011-11-05T10:18:00.001-07:00</published><updated>2011-11-05T10:18:14.200-07:00</updated><title type='text'>Síria acusa EUA de apoiar rebeldes armados</title><content type='html'>O governo sírio acusou neste sábado os Estados Unidos de apoiar e financiar o que classificou como "grupos terroristas" que atuam no país, após Washington desaconselhar os rebeldes sírios de se renderem em troca da anistia prometida por Damasco.&lt;br /&gt;Segundo uma fonte anônima do Ministério das Relações Exteriores sírio citada pela agência de notícias oficial "Sana", os EUA "revelaram novamente sua flagrante ingerência nos assuntos internos da Síria".&lt;br /&gt;A fonte cita como prova dessa suposta ingerência as declarações realizadas nesta sexta-feira pela porta-voz do Departamento de Estado americano, Victoria Nuland. "Não recomendaria a ninguém que se entregasse às autoridades do regime neste momento", foram as palavras de Nuland.&lt;br /&gt;Para Damasco, essas "declarações irresponsáveis" só têm como objetivo "incitar à revolta e apoiar os atos de assassinato e terrorismo cometidos por grupos armados contra cidadãos sírios", segundo a fonte oficial síria. Da mesma forma, o regime de Bashar al Assad reivindicou à comunidade internacional que enfrente as políticas que "contradizem a legislação internacional e as resoluções do Conselho de Segurança da ONU relativas ao combate contra o terrorismo e seu financiamento".&lt;br /&gt;O Ministério do Interior sírio ofereceu nesta sexta-feira uma anistia imediata aos opositores ao regime que pegaram em armas mas não tenham cometido crimes violentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-7022164220575094100?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/7022164220575094100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/siria-acusa-eua-de-apoiar-rebeldes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/7022164220575094100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/7022164220575094100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/siria-acusa-eua-de-apoiar-rebeldes.html' title='Síria acusa EUA de apoiar rebeldes armados'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-2168931786566776915</id><published>2011-11-04T13:07:00.000-07:00</published><updated>2011-11-04T13:07:10.331-07:00</updated><title type='text'>PARTIDO COMUNISTA GREGO! VAMOS Á LUTA</title><content type='html'>Agora o povo tem de intervir mais decisivamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;04 Novembro 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Declaração do CC do KKE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Socialização dos monopólios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desligamento do país da UE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cancelamento unilateral da dívida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por KKE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TODOS À PRAÇA SINTAGMA NA 6ª FEIRA 4 DE NOVEMBRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALEKA PAPARIGA FALARÁ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O KKE apela aos trabalhadores, aos auto-empregados, aos jovens da Ática para reunirem-se na Praça Sintagma, sexta-feira, 4 de Novembro, às 6:00 da tarde. Apela a uma aliança de modo a que o próprio povo possa intervir mais decisivamente nos desenvolvimentos. Os dilemas da chantagem e da intimidação que são postos pelo governo, os partidos da plutocracia e a UE devem fracassar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora isto deve ser ouvido mais alto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ABAIXO O GOVERNO E OS PARTIDOS DA PLUTOCRACIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O POVO PODE IMPEDIR E ACABAR COM OS SACRIFÍCIOS SELVAGENS QUE LHE SÃO IMPOSTOS ATRAVÉS DE NOVOS ACORDOS E DO NOVO MEMORADO PARA OS LUCROS E A PROTECÇÃO DA UE E DA EUROZONA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo deve fortalecer as lutas de classe e populares e utilizar as eleições para enfraquecer o PASOK-ND e os outros partidos da plutocracia e da UE. O KKE deve ser fortalecido. Ao mesmo tempo a organização popular nos lugares de trabalho e bairros deve actuar mais decisivamente. Este é o caminho para bloquear o pior que eles estão a trazer, quando a crise na UE e na Eurozona está a aprofundar-se e as contradições inter-imperialistas estão a aguçar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo deve agora confiar na justiça da sua causa e fortalecer-se para repelir o pior. Deve abandonar ilusões, apelos ao consenso e à coesão social, as montagens ideológicas, dilemas que são promovidos pelos partidos burgueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma solução em favor do povo só pode existir com um KKE forte e o povo organizado. Aliança do povo e contra-ataque pelo poder popular, socialização dos monopólios, desligamento do país da UE e cancelamento unilateral da dívida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenas, 01/Novembro/2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CC do KKE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O original encontra-se em http://inter.kke.gr/News/news2011/2011-11-1-kinitopoiisi/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta declaração encontra-se em http://resistir.info/ .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um referendo enviesado visando intimidar o povo grego&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- KKE reclama demissão do governo e realização de eleições antecipadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por KKE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo orquestrou ontem uma manobra de chantagem e intimidação ideológica, manifesta e envergonhada, dirigida contra o povo a propósito do acordo sobre a gestão da dívida do Estado, anunciando a realização de um referendo. Ao mesmo tempo, o governo do PASOK pediu um voto de confiança do Parlamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gabinete de imprensa do Comité Central do KKE emitiu a seguinte declaração:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Demissão do governo, eleições já. Não à chantagem envergonhada e à intimidação ideológica que toma o povo como alvo. A chantagem não passará. O anúncio do primeiro-ministro sobre o referendo significa que um vasto aparelho vai ser montado para forçar o povo, o governo e a UE terão todos os meios à sua disposição, com ameaças e provocações, a fim de submeter a classe operária e as camadas populares, para arrancar um "Sim" ao novo acordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O referendo vai ser organizado sob uma nova legislação reaccionária, amalgamando as posições do KKE com as da Nova Democracia (ND – direita) e outros partidos, apesar de serem diametralmente opostas, quando a estratégia do governo é fundamentalmente idêntica à da ND e do LAOS (extrema-direita) e dos seus cúmplices. Precisamos de eleições agora. A classe operária e as camadas populares devem impô-las e acolhe-la por mobilizações de massa em todo o país. Pela sua actividade e o seu voto, elas devem dar um golpe duro no sistema político burguês, abrir o caminho para a inversão desta linha política anti-popular, com o derrube do poder dos monopólios".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver também:&lt;br /&gt;# Papandréou convoque un référendum pour tenter de contenir la révolte du peuple grec&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O original encontra-se em solidarite-internationale-pcf.over-blog.net/...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este comunicado encontra-se em http://resistir.info/ .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tempo de demitir-se sr. Papandreu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por Yanis Varoufakis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada, o Conselho Europeu acordou um conjunto de políticas para tratar da crise do euro. Esperava-se que o novo acordo (daqui em diante mencionado como o Acordo de Outubro) fosse um passo decisivo rumo à resolução de uma crise em fogo lento que ameaçava descarrilar o euro, mergulhar a própria UE num processo de desintegração explícita e, consequentemente, arrastar a economia global para uma nova recessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os leitores destas páginas saberão que considerei que o Acordo de Outubro foi feito com o material errado (clique aqui, aqui e aqui). Outros (incluindo o presidente Obama) louvaram a Europa por mover-se na direcção certa, reservando suas dúvidas e crítica para o ritmo da Europa ao longo deste "virtuoso" caminho. Peço licença para discordar. O Acordo de Outubro foi catastroficamente mau quanto à direcção que a Europa está a tomar, não apenas devido ao seu ritmo anémico. (Na minha próxima mensagem pretendo resumir todas as razões pelas quais o Acordo de Outubro é ainda pior para a Europa do que para a Grécia). Se eu estiver certo, era o dever dos nossos líderes políticos dizerem em Bruxelas NÃO a este acordo. Cada um deles, o sr. Papandreu inclusive, teve a oportunidade para evitar a sua assinatura, levando portanto a liderança da UE a manter-se em debate até que uma solução decente e factível fosse encontrada; uma solução que resolvesse realmente a crise sistémica do euro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro-ministro grego não utilizou a sua prerrogativa de dizer Não ao Acordo de Outubro dentro do Conselho Europeu. Na verdade, ele retornou à Grécia elogiando-o e apelando ao povo grego a que abraçasse tanto o Acordo como o seu governo, pedindo alvíssaras por uma tarefa difícil bem executada. Logo após, contudo, ele descobriu que o público era hostil e os seus próprios deputados relutantes em permitir-lhe um outro tempo de vida política. Com uma maioria muito magra no Parlamento, ele enfrentava duas opções: demissão ou uma nova eleição. Assim, ele optou pela... terceira opção: Um referendo sobre o Acordo de Outubro a ser convocado depois de os últimos pormenores do mesmo terem sido finalizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual foi a lógica para um tal referendo? O primeiro-ministro grego disse que voltar-se para o povo assinala um respeito fundamental pela democracia e uma determinação de tornar o povo participante activo na modelação do futuro da Grécia. Tal sublime idealismo seria maravilhoso em si mesmo. Na verdade, também penso que o referendo pode ser parte de toda democracia que funcione bem. Mas, infelizmente, este referendo está tão distante de tais ideais quanto os estratagemas políticos possam estar. O que realmente aconteceu foi que, após o seu retorno de Bruxelas (onde, repito, co-assinou o Acordo de Outubro), ele percebeu que os seus deputados não estavam impressionados. Dispondo de uma magra maioria no Parlamento (uma maioria de 3, a qual ele próprio reconheceu ser insuficiente durante estes tempos turbulentos), decidiu que era necessário algum movimento pró activo para dar ao seu governo um novo sopro de vida. Em Junho último ele tentara atrair a oposição para o governo. Isto fracassou então e fracassaria outra vez. A alternativa óbvia seria apelar a uma eleição intercalar. Contudo, Papandreu sabe que os eleitores puniriam o seu partido brutalmente, dada a mínima oportunidade. Assim, com uma grande coligação e uma vitória eleitoral excluídas, que alternativa tinha ele? No mínimo, ele queria outro voto de confiança, assegurando uma maioria de pelo menos 4 ou 5 deputados no Parlamento. Quando as suas sondagens mostraram-lhe ser mais provável perder, ao invés de ganhar, o apoio em qualquer novo confronto para um voto de confiança, emergiu a ideia do referendo como uma solução possível: Propondo o referendo aos deputados, eles já se sentiriam mais livres para conceder a Papandreu seu voto de confiança na base de que os deputados já não precisariam mais exprimir a ira do eleitorado no Parlamento uma vez que o próprio povo terá uma oportunidade de fazê-lo directamente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu estiver certo, nesta sexta-feira o sr. Papandreu obterá o seu voto de confiança no Parlamento. E então? Como é que ele planeia ultrapassar o fardo do referendo? A sua ideia é de que, até então, a Europa lhe terá dado umas poucas migalhas a mais com as quais dirá aos eleitores gregos: "Aqui está o melhor negócio que pude conseguir da Europa, depois de ter jogado uma mão arriscada. Agora, ou vocês votam "sim" ou saímos juntos da Europa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, ao invés de ser um exercício de democracia participativa, o referendo é uma trama falsificada, estrategicamente condenada ao fracasso, moralmente corrupta e politicamente danosa. Ao contrário do que é sugerido pelos assessores do primeiro-ministro grego, o referendo nunca foi concebido como um meio de fortalecer o poder negocial do sr. Papandreu sobre os seus colegas europeus e o FMI. Tivesse ele desejado opor-se ao Acordo de Outubro, poderia tê-lo feito em Bruxelas. Não, o referendo é um meio de extrair, primeiro, um voto de confiança dos maltratados deputados do seu partido e, em segundo lugar, impor sobre o povo grego um dilema odiosa que identifica consentimento ao terrível Acordo de Outubro com um compromisso contínuo de permanecer na Europa. Ao invés de ser um gesto de concessão à voz dos gregos, este referendo é uma tentativa de amordaçar o eleitorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mensagem para o sr. Papandreu é simples:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Você errou sistematicamente sobre todas as grandes questões, desde o momento em que se tornou primeiro-ministro e descobriu o lamentável estado das finanças públicas gregas.&lt;br /&gt;    * Você procurou tratar uma crise de dívida por meio de empréstimos, propondo efectivamente tratar uma bancarrota como se fosse um problema de liquidez.&lt;br /&gt;    * Você nunca teve êxito em defender uma solução sistémica para um problema sistémico, aceitando a noção calamitosa de que isto é uma crise da dívida grega a partir do qual o resto da Europa pode ser, de alguma forma, delimitado por instituições tóxicas como o EFSF.&lt;br /&gt;    * Você aceitou os termos e condições absurdos da nossa troika de prestamistas nenhum presidente de empresa, muito menos um líder político decente, teria contemplado por mais do que uns poucos segundos.&lt;br /&gt;    * Você continuou a mendigar por tais empréstimos e a celebrar todas as vezes que eles eram concedidos ou ligeiramente modificados sob a pressão esmagadora das circunstâncias.&lt;br /&gt;    * Você cercou-se de yes-men cuja maior utilidade para si era serem... yes-men.&lt;br /&gt;    * Você repetidamente anunciou, a um público faminto de boas notícias, que a crise estava "finalmente" resolvida (em Maio de 2010, em Março de 2011, em Julho último, na verdade em toda semana).&lt;br /&gt;    * Agora, num lance desesperado para agarrar-se ao poder, você está a tentar amordaçar o seu povo impondo-lhe uma falsa opção entre (a) um acordo que é mau para a Europa como um todo e (b) permanecer na Europa.&lt;br /&gt;    * Talvez o mais danoso de todos os aspectos da sua ideia de referendo é que isto consolidará na mente colectiva do resto da Europa a falsa impressão que o problema é a Grécia; levando nossos parceiros a permanecerem na negação acerca das raízes na concepção da eurozona dos nossos problemas colectivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sr. Papandreu, você causou bastantes danos à nação grega; na verdade, à Europa. Já é tempo de desmantelar a sua tenda, empacotá-la e desaparecer graciosamente dentro da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;02/Novembro/2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O original encontra-se em http://yanisvaroufakis.eu/2011/11/02/time-to-resign-mr-papandreou/#more-1261&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo deve provocar um boomerang à chantagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por KKE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anúncio do governo de um referendo está no centro dos desenvolvimentos políticos na Grécia, com a propaganda dominante a ajudar a plutocracia que procura fazer com que o povo aceite a sua bancarrota e se submeta às medidas anti-povo. Além disso, as contradições e as tensões entre os vários sectores da plutocracia, dos partidos burgueses e do governo são intensificadas diante dos impasses da gestão burguesa da crise capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reunião que teve lugar ontem do lado de fora da Cimeira do G20 assinalou a escalada da guerra e das chantagens. Segundo as declarações dos presidentes da França e da Alemanha, após a reunião com o primeiro-ministro grego, foi discutido separar o referendo do novo contrato de empréstimo enquanto era postulada a questão de o referendo assumir a forma "a Grécia permanecerá ou não na Eurozona".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À vista destes desenvolvimentos o KKE tomou a seguinte posição através de uma declaração do Gabinete de Imprensa do CC do KKE:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O dilema Euro ou dracma é enganoso para o povo. O interesse do povo é o desligamento da UE com poder e economia do povo, a qual cancelará unilateralmente toda a dívida e devolverá ao povo a riqueza que ele produz – a qual os monopólios dele roubam com a assistência do PASOK, da ND e dos partidos burgueses – através da socialização dos meios de produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste contexto, o KKE apela à classe trabalhadora e aos estratos populares a que digam NÃO ao referendo; a que exijam a queda do governo e eleições nas quais darão uma forte bofetada no apodrecido sistema político burguês votando pelo KKE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso o referendo se verifique, o povo deveria nele participar de um modo militante e votar NÃO, o qual será um forte NÃO à política da "UE estrada de sentido único", ao memorando, ao programa de médio prazo, ao contrato de empréstimo, uma exigência de outro caminho de desenvolvimento da sociedade grega. O interesse do povo trabalhador que não concorda com a posição sobre o desligamento da UE mas resiste às bárbaras medidas anti-povo da UE, do governo e da plutocracia é compartilhar esta linha de luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O KKE apela ao povo trabalhador para que não se submeta à chantagem, a que provoque um boomerang aos dilemas do PASOK, da ND e seus sequazes. É imperioso o desenvolvimento mais decisivo do movimento popular em todo lugar de trabalho e bairro, de um objectivo que aponte para a derrubada do poder dos monopólios".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;03/Novembro/2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O original encontra-se em http://inter.kke.gr/News/news2011/2011-11-03-oxi-sto-dillima/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-2168931786566776915?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/2168931786566776915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/partido-comunista-grego-vamos-luta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/2168931786566776915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/2168931786566776915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/partido-comunista-grego-vamos-luta.html' title='PARTIDO COMUNISTA GREGO! VAMOS Á LUTA'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-6379768749332654510</id><published>2011-11-01T04:54:00.000-07:00</published><updated>2011-11-01T04:54:33.682-07:00</updated><title type='text'>ALERTA! O PODER MILITAR CONTINUA EXERCENDO A TUTELA SOBRE OS TRÊS PODERES DA REPÚBLICA!</title><content type='html'>Anita Leocadia Prestes*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante toda a década de 1980 e, em particular por ocasião dos trabalhos da Constituinte e, posteriormente, com a promulgação da Constituição de 1988, Luiz Carlos Prestes denunciou à Nação a tutela exercida pela Forças Armadas – um verdadeiro poder militar – sobre os três poderes da República (o Executivo, o Legislativo e o Judiciário).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vésperas da promulgação da Constituição, Prestes assinalava que no Artigo 142 da Constituição é concedida às Forças Armadas, “(quer dizer, aos generais)” a atribuição constitucional de “garantirem... a lei e a ordem”. A seguir, afirmava: “Atribuição constitucional que nem ao presidente da República ou aos outros dois poderes do Estado é tão expressamente concedida”. Ressaltava, contudo, que a inclusão da afirmação de que “aquela atribuição dependerá da ‘iniciativa’ de um dos poderes de Estado” não passava de uma “reserva evidentemente apenas formal, já que será sempre fácil aos donos dos tanques e metralhadoras imporem a ‘um dos poderes do Estado’ que tome a referida iniciativa”. Prestes escrevia que o Artigo 142 contraria “conhecido preceito da tradição constitucional de nosso país, que sempre afirmou serem os três Poderes do Estado autônomos, mas harmônicos entre si, não podendo, portanto, nenhum deles tomar qualquer iniciativa isoladamente”.1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir Prestes tratava de não deixar dúvidas quanto à essência do Artigo 142 da Constituição de 1988:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nome da salvaguarda da lei e da ordem pública, ou de sua “garantia”, estarão as Forças Armadas colocadas acima dos três Poderes do Estado. Com a nova Constituição, prosseguirá, assim, o predomínio das Forças Armadas na direção política da Nação, podendo, constitucionalmente, tanto depor o presidente da República, como os três Poderes do Estado, como também intervir no movimento sindical, destituindo seus dirigentes, ou intervindo abertamente em qualquer movimento grevista, como vem se fazendo desde os decretos de Getúlio Vargas, de 1931, ou mesmo, voltando aos tempos anteriores, em que a questão social era considerada uma questão de polícia, segundo o senhor Washington Luís.(Idem; grifos meus)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluindo, Prestes escrevia: “Muito ainda precisaremos lutar (...) para nos livrarmos dessa interferência indébita e nefasta dos generais, para conquistarmos um regime efetivamente democrático.” (Idem)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na realidade, o Artigo 142 da Constituição de 1988 continua vigente. Confirma-se a tese defendida por Prestes do poder militar e de sua tutela sobre a Nação. Conforme é lembrado pelo diretor do Instituto de Estudos sobre a Violência do Estado (IEVE), professor Edson Teles, “na Constituição de 1988, seu artigo 142 aponta a ingerência militar nos assuntos civis”, questionando a seguir: “Como podem os militares se submeterem aos ‘poderes constitucionais’ (Executivo, Legislativo e Judiciário) e ao mesmo tempo garanti-los?” Edson Teles assinala que, na Constituição atual, “a relação entre militares e civis ficaram quase idênticos (sic) à Constituição outorgada de 1967”, concluindo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma democracia plena o poder não pode ser garantido por quem empunha armas, mas pelo conjunto da sociedade, por meio de eleições, da participação das entidades representativas da sociedade e dos partidos políticos. Ao instituir as Forças Armadas como garantidoras da lei e da ordem, acaba-se por estabelecê-las como um dos poderes políticos da sociedade.2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tutela do poder militar sobre a Nação evidencia-se hoje com a existência de documento produzido pelo Estado Maior do Exército, intitulado Manual de Campanha – Contra-Inteligência, do qual nem o atual ministro da Defesa tinha conhecimento. Segundo Carta Capital (nº 668, 19/10/11), trata-se de um conjunto de normas e orientações que reúne “todas as paranóias de segurança herdadas da Guerra Fria”, a começar pela prática dos generais de “espionar a vida dos cidadãos comuns”. O manual lista “como potenciais inimigos” praticamente “toda a população não fardada do País e os estrangeiros”, incluindo “movimentos sociais, ONGs e os demais órgãos governamentais”, de “cunho ideológico ou não”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma maneira a tutela do poder militar é revelada pelo fato de a Comissão da Verdade, aprovada na Câmara, não passar de uma Comissão “para inglês ver”, ou seja para dar uma satisfação à opinião pública mundial, expressa através das exigências apresentadas pela Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA. Como diz a deputada Luiza Erundina, “o objetivo expresso do texto do projeto é resgatar a memória para ver a verdade histórica e fazer a reconciliação nacional. Sem tocar em justiça. É incrível, pois todos os países que sofreram ditaduras tiveram comissões da verdade com perspectiva de fazer justiça: Argentina, Uruguai, África, Alemanha” (Carta Capital, nº668) . Na realidade, o poder militar continua impedindo a apuração dos crimes cometidos pelo Estado durante a ditadura e a punição dos torturadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como era sempre lembrado por L.C. Prestes, tal situação só poderá ser modificada com a mobilização dos setores populares. É necessário, pois, alertar esses setores para o perigo a que todos continuamos submetidos sob a tutela do poder militar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Anita Leocadia Prestes é professora do Programa de Pós-graduação em História Comparada da UFRJ e presidente do Instituto Luiz Carlos Prestes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 PRESTES, Luiz Carlos, “Um ‘poder’ acima dos outros”, Tribuna da Imprensa, R.J., 28/09/1988.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 TELES, Edson, “Restos da ditadura: por que as Forças Armadas de hoje temem a punição dos torturadores de ontem”, O Globo, Prosa &amp; Verso, R. J., 30/01/2010, p. 5.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-6379768749332654510?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/6379768749332654510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/alerta-o-poder-militar-continua.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/6379768749332654510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/6379768749332654510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/11/alerta-o-poder-militar-continua.html' title='ALERTA! O PODER MILITAR CONTINUA EXERCENDO A TUTELA SOBRE OS TRÊS PODERES DA REPÚBLICA!'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-4428718462238284430</id><published>2011-10-26T09:09:00.000-07:00</published><updated>2011-10-26T09:11:03.760-07:00</updated><title type='text'>PC DO B A CAPITULAÇÃO BURGUESA</title><content type='html'>Outros tempos... Os velhos comunistas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24 Outubro 2011&lt;br /&gt;Flávio Tavares*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inveja é pecado grave ou defeito terrível, mas confesso aqui, publicamente, que sempre invejei os antigos militantes comunistas. Aos olhos da minha geração, nos anos 1950-60, quando o debate político era o centro da vida, os “comunas” tinham aura de santos e se comportavam com a pureza de monges ascetas. Não buscavam nada para si próprios, entregavam-se totalmente à “causa”, despojavam-se de tudo, desprezavam o mínimo conforto pessoal, “coisa de pequeno burguês”. Eram como os primeiros cristãos das catacumbas romanas, perseguidos pelo que pensavam e coerentes no que agiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até os integralistas os respeitavam, além de toda a direita, quanto mais os da esquerda socialista, como eu, vindos também do ventre marxista. Mesmo nas divergências mais sérias ou nos sectarismos mais fanáticos, eles eram exemplo de integridade pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bastou ocuparem uma migalha do poder (como o PC do B ocupa há oito anos no governo federal), para a cúpula partidária transformar-se em jóia falsa de vendedor ambulante, desprezível bugiganga de lata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- *  --&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A briga pública em que “um militante de base” do PC do B de Brasília (enriquecido pelos favores recebidos do poder) acusa o ministro Orlando Silva de embolsar milionários subornos tem todos os ingredientes das disputas entre marginais: cada qual denuncia cada quem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acusador principal é soldado da Polícia Militar do Distrito Federal, dono de uma mansão de R$ 3 milhões, de um Camaro, um Volvo e um BMW na garagem, e de duas “associações” de kung-fu aquinhoadas com milionários cifrões pelo Ministério do Esporte. O ministro se defende e acusa o antecessor (hoje governador do Distrito Federal), que fez a festança ainda no governo Lula da Silva, mas se esquece de que ele próprio era, então, secretário executivo do ministério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No PC do B, os três tratavam-se de “camaradas”; hoje de “bandidos”, mutuamente e a gritos. Inquirido no Congresso, Orlando Silva frisou que o denunciante “não apresentou provas”, e é verdade. Mas, de que servem as provas no Brasil, se a deputada Jacqueline Roriz (que não é do PC do B) foi filmada recebendo propina e continua no parlamento, “absolvida” por seus pares?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ministério do Esporte e o PC do B estão sob o fio da navalha desde os Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio: o Tribunal de Contas impugnou quase R$ 13 milhões gastos na construção da Vila Olímpica, por corresponderem a despesas por obras já pagas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- * --&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deslizes pessoais são comuns em nosso absurdo espectro político, em que os partidos têm “donos”, como as “boites” e demais casas do gênero, com dança e outras coisas. O PC do B, porém, surgiu como dissidência do antigo PCB para “corrigir” o que acusava de “aburguesamento” do partido original, que Luiz Carlos Prestes dirigia. Desde a morte de João Amazonas, anos atrás, porém, o PC do B enveredou por caminhos muito próximos àqueles que tornaram Paulo Maluf um símbolo do absurdo em política. Por essa senda tortuosa, sua mais notória figura, o deputado Aldo Rebelo, nos legou um projeto de Código Florestal que incentiva desmatar e trata a floresta como se fosse “tolo requinte burguês”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disso, porém, se equipara à propina aberta que o ministro recebia na garagem, no subsolo, em caixas de papelão, do soldado da PM e ex-militante do partido, enriquecido com dinheiro público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas verbas do Programa Segundo Tempo do ministério, destinadas a disseminar a prática desportiva pelo país, são a melhor marca de que vivemos hoje em outros tempos. Afinal, ninguém é de ferro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Jornalista e escritor&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-4428718462238284430?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/4428718462238284430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/10/pc-do-b-capitulacao-burguesa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/4428718462238284430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/4428718462238284430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/10/pc-do-b-capitulacao-burguesa.html' title='PC DO B A CAPITULAÇÃO BURGUESA'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-3983332777651375552</id><published>2011-10-26T04:13:00.000-07:00</published><updated>2011-10-26T04:14:26.360-07:00</updated><title type='text'>A FRAUDE DO PC DO B</title><content type='html'>A PROPAGANDA ENGANOSA E O REFORMISMO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PcdoB: diga com quem andas ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Nota Política do PCB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O programa institucional do PcdoB, exibido na televisão na última quinta-feira, revela sem disfarce seu reformismo e oportunismo, além de sua falta de escrúpulos. Assistimos uma grosseira falsificação da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nosso Partido fosse legalista, poderíamos reclamar no Procon, no TSE, na justiça comum, contra a tentativa de seqüestro da história do PCB: propaganda enganosa, falsidade ideológica, estelionato político, apropriação indébita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as pessoas razoavelmente informadas, todos os intelectuais, historiadores, militantes políticos e sociais sabem que o PcdoB foi fundado em 1962, por uma insignificante minoria do Comitê Central do PCB, após ser fragorosamente derrotada no V Congresso do nosso Partido. Não foi o único partido maoísta (com nosso respeito ao inspirador político desta corrente) fundado no início dos anos 60. Em quase todos os países, invariavelmente por iniciativa de minorias dos Partidos Comunistas fundados na década de 20, no bojo da Revolução Russa, surgiram novos partidos ligados ao Partido Comunista Chinês, então em divergência com o da União Soviética. Esses novos partidos adotaram como receita universal a experiência chinesa de revolução do campo para a cidade. Este também foi o caso do PcdoB que, aprofundando o afastamento das posições soviéticas, alguns anos depois se ligou ao Partido do Trabalho da Albânia, aderindo de corpo e alma às formulações teóricas de Enver Hoxha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num roteiro de farsa, o PcdoB, que em 2012 comemorará 50 anos anunciou que completará 90, apropriando-se, de forma oportunista, de uma história que sempre repudiou e negou, sobretudo a ligação do PCB com o Partido Comunista da União Soviética, com o Movimento Comunista Internacional e inclusive com a Revolução Cubana, da qual esses dissidentes foram ferrenhos opositores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta tática – de renegar hoje sua própria trajetória para tentar se apropriar da história que rejeitaram em 1962 - vem sendo aplicada em razão de uma realidade que os dirigentes desse partido nunca imaginaram possível: a reconstrução revolucionária do PCB. Com a transformação do PcdoB numa organização social-democrata na prática (na linha política e no caráter do partido), precisam fingir que são o PCB, fundado em 1922, confundindo a opinião pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para falsificar a história, exibiram como membros do PcdoB camaradas que morreram antes da criação deste partido e outros que, na cisão de 1962, notoriamente ficaram com a maioria, permanecendo no PCB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manipulação mais grosseira, absurda e desrespeitosa foi a de querer reivindicar os legendários Luiz Carlos Prestes e Olga Benário como expressões do partido que fundaram em 1962. Na verdade, os principais protagonistas dos embates políticos travados no momento desta cisão foram João Amazonas, que liderou a fundação daquele PCdoB original, e Luiz Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperança, que ficou no PCB e foi seu Secretário Geral até 1979, quando saiu do Partido, por divergências com a maioria de sua direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o verdadeiro comunista João Amazonas estivesse vivo ficaria envergonhado de assistir à manipulação de sua própria história e pelo reformismo que tomou conta do partido que criou, pensando que seria revolucionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No conteúdo político do programa o reformismo aparece com toda a sua expressão. Em 2011, exibem um programa eleitoral voltado para as eleições de 2012! Como todos os partidos da ordem, passam os anos ímpares se preparando para as eleições dos anos pares!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeitos especiais, exibiram cinco atuais parlamentares que já estão em campanha para prefeituras, uma manobra comum a todos os partidos eleitoreiros. No meio de seus mandatos, sem risco de perder nada, senadores e deputados federais se candidatam a prefeitos de grandes cidades. Ganham de qualquer forma. Vencendo as eleições, se tornam prefeitos. Se as perdem, antecipam em dois anos a campanha para sua reeleição ao parlamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O discurso pasteurizado apresentado por esses candidatos não tem qualquer diferença com o de qualquer político profissional da burguesia. Eis os adjetivos com que definem como serão as cidades que governarão, caso eleitos: limpas, tranqüilas, planejadas, de paz, organizadas, humanas, sustentáveis, dignas, justas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 10 minutos de programa, não houve menção alguma ao imperialismo e ao capitalismo. Parece que, para esse partido, nem o imperialismo está inventando guerras contra os povos nem os trabalhadores do mundo estão lutando contra as retiradas de seus direitos, em meio à crise sistêmica do capitalismo. Pelo contrário, a principal proposta apresentada pelo presidente nacional do partido é uma conciliação de classe: um pacto social para um maior desenvolvimento capitalista do Brasil, envolvendo, numa união nacional, o governo, os trabalhadores e o empresariado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jovens, certamente aspirantes a vereador, aparecem no programa se dizendo socialistas (não comunistas) e explicam o que significa ser socialista. Segundo eles, ser socialista “é fazer as cidades mais justas”, “é ser ético sempre”, ”é tratar as pessoas com dignidade”, “é ser responsável com o dinheiro público”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, por falar em dinheiro público, o PCB, na crítica política e ideológica que faz ao PcdoB, não centrará suas divergências nas recentes denúncias contra o Ministro dos Esportes. Ficamos com o benefício da dúvida, aguardando os desdobramentos do caso e a apuração das denúncias, pela CGU, MPF, Polícia Federal, Procuradoria Geral da República, STF e inclusive pelo TCU, sobre supostos desvios, no total de R$49 milhões, que teriam ocorrido em 67 convênios do Ministério dos Esportes com entes públicos e privados, entre os quais muitas Ongs, algumas de fachada. Esta pode ter sido, inclusive, a principal motivação da candidatura do deputado Aldo Rabelo a Ministro do TCU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como dissemos, nossa discussão é no campo político, na tática e na estratégia que devem adotar os que se reivindicam comunistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até porque não somos falsos moralistas e não entramos na onda da direita que trabalha o tema da corrupção (inerente à política institucional na sociedade capitalista) para afastar os trabalhadores de seus verdadeiros partidos e da luta política, indispensáveis para acabar com a exploração. Estimulam o onguismo e o movimentismo, de forma a que os cargos públicos sejam ocupados majoritariamente pelos de cima, alguns originários das classes dominantes, outros terceirizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta do PCB contra a corrupção é aberta e radical, no sentido de ir às raízes do problema. É parte da luta contra o capitalismo. Dizemos claramente que a corrupção é inerente ao capitalismo, é sistêmica. De alguma forma, mais ou menos ”esperta”, é usada por todos os partidos que apostam e jogam no cassino da democracia burguesa, onde a concorrência depende de financiamentos privados e caixas dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas eleições de 2010, o PcdoB recebeu doações da Coca-Cola, do Bradesco e do MacDonald's, empresas patrocinadoras das Olimpíadas de 2016 e da Copa do Mundo de 2014, eventos coordenados pelo Ministério dos Esportes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independente dos resultados da apuração das denúncias, um fato já é cristalino: integrado ao sistema, o PcdoB, durante os nove anos em que dirige o Ministério dos Esportes e outros espaços de poder, se enredou na promiscuidade com esquemas, públicos e privados, e com delinquentes como o que hoje acusa o Ministro, mas que já foi filiado e candidato pelo mesmo partido do acusado. Não se armam esquemas de financiamento eleitoral sem sujar as mãos, sem acordos pragmáticos e espúrios que levam partidos com história de luta a conciliarem com o agronegócio e o capital em geral, com torturadores e assassinos, com as multinacionais do petróleo. Um partido que se diz comunista mas que participa acriticamente dos governos burgueses que lhe abram as portas, se torna um bombeiro da luta de classes, refém de seu oportunismo, para não perder seus cargos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É notório que, como nos casos de Ministros caídos e por cair, independentemente de seu partido, sempre há fogo amigo ou inimigo. Os políticos profissionais e a mídia burguesa trabalham com dossiês contra todos, inclusive aliados de ocasião; não se sabe o dia de amanhã! Mas só é abatido na luta pelo poder no estado burguês quem tem telhado de vidro. Não adianta vir agora evocar o anticomunismo como causa das atuais denúncias, até porque não se comportam como comunistas, apesar do nome. Os cinco Ministros que já foram abatidos no governo Dilma eram de partidos da ordem. Um deles era da cota pessoal do maior dos oligarcas brasileiros, o indefectível José Sarney. E assim mesmo caiu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na década de 80, eram poucas as diferenças entre o PCB e o PCdoB. Ambos eram reformistas e apostavam tudo na questão eleitoral, em aliança com partidos burgueses. A diferença é que, enquanto a militância do PCB, em 1992,  derrotou seus reformistas, no PcdoB os reformistas não só ficaram mais reformistas como se multiplicaram, alguns já sendo deformados desde a juventude, para garantir o reformismo futuro. A UNE, de saudosa memória, transformou-se numa escola de quadros e parlamentares reformistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A causa da voracidade por “recursos não contabilizados” é o reformismo deslavado. A prioridade na ocupação de cargos públicos, seja de que esfera ou instância for, é de tal ordem que até a atuação dos seus militantes de base nos movimentos populares (muitos deles honrados e combativos, alguns ainda comunistas) está atrelada aos objetivos eleitorais de um partido que incha, que filia pela internet futuros candidatos, venham de onde vierem, mesmo do PMDB, PSDB ou DEM e até criaturas sinistras que depois se voltam contra seus criadores, por questões de partilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperamos que um partido intitulado comunista não caia na vala comum dos partidos burgueses, abatido por aqueles que querem o Ministério dos Esportes não para acabar com a promiscuidade, mas para administrá-la. Ou o PcdoB se depura e corrige seu rumo ou que mude de nome, o que seria uma atitude de respeito aos verdadeiros comunistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desgaste provocado pela degeneração do PcdoB  tem sido muito grande para a luta dos comunistas e outros revolucionários, permitindo à mídia hegemônica criar uma imagem de que todos são “farinha do mesmo saco”, inclusive os comunistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PCB não pode e não deve abrir mão de se diferenciar dos reformistas e oportunistas, para que os trabalhadores não os confundam com o nosso Partido. Não podemos deixar de zelar pela memória de todos nossos camaradas que honraram o PCB , muitos pagando com a própria vida, e por uma história de 90 anos de luta, heróica, cheia de erros e acertos, de vitórias e derrotas, de perseguições e acusações de toda sorte, mas sempre de mãos limpas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIVA OS 90 ANOS DO PCB!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PCB – Partido Comunista Brasileiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comitê Central&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-3983332777651375552?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/3983332777651375552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/10/fraude-do-pc-do-b.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/3983332777651375552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/3983332777651375552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/10/fraude-do-pc-do-b.html' title='A FRAUDE DO PC DO B'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-2685930446295641178</id><published>2011-06-25T07:41:00.000-07:00</published><updated>2011-06-25T07:41:10.385-07:00</updated><title type='text'>Conferência de Imprensa dos deputados do PCP ao Parlamento Europeu sobre...</title><content type='html'>&lt;iframe width="480" height="295" src="http://www.youtube.com/embed/oao9dSHyZvM?fs=1" frameborder="0" allowFullScreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-2685930446295641178?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/2685930446295641178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/06/conferencia-de-imprensa-dos-deputados.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/2685930446295641178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/2685930446295641178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2011/06/conferencia-de-imprensa-dos-deputados.html' title='Conferência de Imprensa dos deputados do PCP ao Parlamento Europeu sobre...'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/oao9dSHyZvM/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-5134879706370180833</id><published>2009-08-31T13:16:00.000-07:00</published><updated>2009-08-31T13:21:12.556-07:00</updated><title type='text'>O FUTURO DO PARTIDO DOS TRABALHADORES</title><content type='html'>Eis o que escreve em seu Blog a cientista política Lúcia Hipólito sobre o futuro do Partido dos Trabalhadores. Confira:&lt;br /&gt;O FUTURO DO PT&lt;br /&gt;A vitória dos pelegos&lt;br /&gt;O PT nasceu de cesariana, há 29 anos. O pai foi o movimento sindical, e a mãe, a Igreja Católica, através das Comunidades Eclesiais de Base. Os orgulhosos padrinhos foram, primeiro, o general Golbery do Couto e Silva, que viu dar certo seu projeto de dividir a oposição brasileira.&lt;br /&gt;Da árvore frondosa do MDB nasceram o PMDB, o PDT, o PTB e o PT. Foi um dos únicos projetos bem-sucedidos do desastrado estrategista que foi o general Golbery. Outros orgulhosos padrinhos foram os intelectuais, basicamente paulistas e cariocas, felizes de poder participar do crescimento de um partido puro, nascido na mais nobre das classes sociais, segundo eles: o proletariado.&lt;br /&gt;O PT cresceu como criança mimada, manhosa, voluntariosa e birrenta. Não gostava do capitalismo, preferia o socialismo. Era revolucionário. Dizia que não queria chegar ao poder, mas denunciar os erros das elites brasileiras.&lt;br /&gt;O PT lançava e elegia candidatos, mas não “dançava conforme a música”. Não fazia acordos, não participava de coalizões, não gostava de alianças. Era uma gente pura, ética, que não se misturava com picaretas.&lt;br /&gt;O PT entrou na juventude como muitos outros jovens: mimado, chato e brigando com o mundo adulto. Mas nos estados, o partido começava a ganhar prefeituras e governos, fruto de alianças, conversas e conchavos. E assim os petistas passaram a se relacionar com empresários, empreiteiros, banqueiros. Tudo muito chique, conforme o figurino.&lt;br /&gt;E em 2002 o PT ingressou finalmente na maioridade. Ganhou a presidência da República. Para isso, teve que se livrar de antigos companheiros, amizades problemáticas. Teve que abrir mão de convicções, amigos de fé, irmãos camaradas.&lt;br /&gt; A primeira desilusão se deu entre intelectuais. Gente da mais alta estirpe, como Francisco de Oliveira, Leandro Konder e Carlos Nelson Coutinho se afastou do partido, seguida de um grupo liderado por Plínio de Arruda Sampaio Júnior.&lt;br /&gt;Em seguida, foi a vez da esquerda. A expulsão de Heloísa Helena em 2004 levou junto Luciana Genro e Chico Alencar, entre outros, que fundaram o PSOL. Os militantes ligados à Igreja Católica também começaram a se afastar, primeiro aqueles ligados ao deputado Chico Alencar, em seguida Frei Betto.&lt;br /&gt;E agora, bem mais recentemente, o senador Flavio Arns, de fortíssimas ligações familiares com a Igreja Católica. Os ambientalistas, por sua vez, começam a se retirar a partir do desligamento da senadora Marina Silva do partido. Afinal, quem do grupo fundador ficará no PT?&lt;br /&gt;Os sindicalistas.&lt;br /&gt;Por isso é que se diz que o PT está cada vez mais parecido com o velho PTB de antes de 64. Controlado pelos pelegos, todos aboletados nos ministérios, nas diretorias e nos conselhos das estatais, sempre nas proximidades do presidente da República. Recebendo polpudos salários, mantendo relações delicadas com o empresariado. Cavando benefícios para os seus.&lt;br /&gt;Aliando-se ao coronelismo mais arcaico, o novo PT não vai desaparecer, porque está fortemente enraizado na administração pública dos estados e municípios. Além do governo federal, naturalmente.&lt;br /&gt;É o triunfo da pelegada.&lt;br /&gt;(Blog de Lúcia Hipolito)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-5134879706370180833?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/5134879706370180833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2009/08/o-futuro-do-partido-dos-trabalhadores.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/5134879706370180833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/5134879706370180833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2009/08/o-futuro-do-partido-dos-trabalhadores.html' title='O FUTURO DO PARTIDO DOS TRABALHADORES'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-7198768758414392843</id><published>2009-06-19T09:13:00.000-07:00</published><updated>2009-06-19T09:14:06.487-07:00</updated><title type='text'>A fome no mundo</title><content type='html'>Mais de 1 bilhão de pessoas passarão fome em 2009, segundo a FAO &lt;br /&gt;Roma, 19 jun (EFE).- Um total de 1,020 bilhão de pessoas passarão fome em 2009, o que representa um número recorde, segundo informou hoje a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A FAO, em comunicado emitido em sua sede em Roma disse que se prevê que este ano o número de vítimas da fome aumente 11%.&lt;br /&gt;Para estabelecer estas previsões, a FAO se baseou nas análises do departamento de Agricultura dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;Este organismo atribui esse aumento à crise econômica mundial, que originou uma diminuição da renda e um aumento do desemprego, o que ajudou na redução ao acesso aos alimentos por parte dos mais desfavorecidos.&lt;br /&gt;A maior parte da população desnutrida do planeta vive em países em vias de desenvolvimento, informou esta organização.&lt;br /&gt;Na Ásia e no Pacífico calcula-se que cerca de 642 milhões de pessoas sofrem com fome crônica, 265 milhões em África Subsaariana, 53 milhões na América Latina e no Caribe, 42 milhões na África do norte e Oriente Médio e 15 milhões nos países desenvolvidos.&lt;br /&gt;A FAO disse que os pobres que moram em zonas urbanas serão os que terão mais dificuldades para enfrentar à recessão mundial, já que a queda da demanda de exportações e a redução do investimento estrangeiro direto causarão um aumento no desemprego urbano.&lt;br /&gt;No entanto, o órgão informou que as áreas rurais deverão enfrentar o problema que vai representar o retorno de parte dessa população urbana para o campo.&lt;br /&gt;Além disso, a FAO manifestou que os países em desenvolvimento terão uma menor capacidade de manobra nesta crise devido à rápida deterioração do contexto econômico e a que as turbulências afetam todo o mundo de forma mais ou menos simultânea.&lt;br /&gt;Isto limita a capacidade de se recorrer a mecanismos reparadores para se ajustar aos vaivéns macroeconômicos, como a desvalorização da moeda ou empréstimos no mercado internacional de capitais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-7198768758414392843?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/7198768758414392843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2009/06/fome-no-mundo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/7198768758414392843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/7198768758414392843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2009/06/fome-no-mundo.html' title='A fome no mundo'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' 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target="_blank" title="A visão de quem chegou do Irã"&gt;&lt;span style="color: rgb(42, 93, 176);"&gt;A visão de quem chegou do Irã&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:18;"  &gt;Por Marcus Netto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;Nassif , sugiro que você aborde a pauta das Eleições Iranianas pois ela tem várias implicações futuras sobre o re-arranjo Geopolítico das forças mundiais , das alianças que o Brasil se decidiu nos últimos anos e a volta de uma atuação forte da Cia no Oriente Médio, agora com as ferramentas do Partido Democrata.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;Empresário cheguei do Ira ontem. 10 dias em Teerã, Qom, Yazdi, Shiraz e Isfahan. Fui hóspede na casa de fornecedores que são da típica Classe Média e Alta Iraniana. Assisti aos debates de TV com eles. Em função da minha profissão visitei Indústrias onde perguntei livremente aos operários , Taxistas , pequenos comerciantes e populares nos Cafés destas Cidades. Todos quase sem exclusão declaram voto em Ahrmadinejad. Os empresarios é que financiaram a Oposição. É preciso reconhecer os fatos sem paixões.&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shapetype id="_x0000_t75" coordsize="21600,21600" spt="75" preferrelative="t" path="m@4@5l@4@11@9@11@9@5xe" filled="f" stroked="f"&gt;  &lt;v:stroke joinstyle="miter"&gt;  &lt;v:formulas&gt;   &lt;v:f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 1 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum 0 0 @1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @2 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 0 1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @6 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @8 21600 0"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @10 21600 0"&gt;  &lt;/v:formulas&gt;  &lt;v:path extrusionok="f" gradientshapeok="t" connecttype="rect"&gt;  &lt;o:lock ext="edit" aspectratio="t"&gt; &lt;/v:shapetype&gt;&lt;v:shape id="_x0000_i1025" type="#_x0000_t75" alt="" style="'width:24pt;"&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/PROJOVEM/CONFIG%7E1/Temp/msohtmlclip1/01/clip_image001.gif" shapes="_x0000_i1025" width="32" border="0" height="32" /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;br /&gt;Eu presenciei pessoalmente a Total LIberdade que a população tinha em se manifestar. Diariamente , após as orações da noite, por volta das 22:00 imensas massas de jovens , estudantes , a pé e de moticletas com até 4 pessoas (eu nuca havia vsisto quatro pessoas sem capecete em uma moto 125 ) faziam suas manifestações barulhentas em todas as CIdades que visitei. Sem nenhuma repressão. O que me chamou a atenção foi a caríssima campanha do Líder da Oposição M. Mousavi. Folhetos coloridos em tamamnho A4 e A3 eram distribuídos aos motoristas aos milheres , com gramatura elevada. Eu até trouxe para o Brasil um exemplar. Conversando com meus fornecedores , alguns empresários articulados politicamente e outros nem tanto , e eles se parecem muito influenciados pela cultura do intercâmbio comercial com o Ocidente e não dimensionaram a real origem da Crise Financeira que os afetou profundamente, isso associado a queda das receitas com o Petróleo . Eles culpam o governo atual que chamam de incompetente .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;As eleições atuais se parecem muito com a última disputa entre o Lula e o Alckmim . No caso Iraniano a oposição cometeu o erro de achar que a opinião pública é compostas apenas pelos bem nascidos e a Classe Média. Pior do que isso , eles insultaram o Islã utilizando cores e símbolos que são inapropriados dentro do Islã.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;Gostando ou não da Cultura Islâmica , todos com quem eu conversei no Irã , ricos e pobres declaravam-se muito satisfeitos com a religião. Faziam diariamente suas orações por opção . Havia críticas apenas alguns Mulás , os clérigos locais . O Irâ é muito mais liberal quanto as mulheres do que a Ditadura da Arábia Saudita e dos Emirados e muito menos corrupto que a Ditadura Mubarak no Egito. Até mesmo os detratores de Ahrmadinejad afirmaram que ele era um homem honesto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;Os Estados Unidos participaram ativamente no suporte a Oposição, através de recursos financeiros e de sua comunidade exilada em Washington DC , provenientes da era do Xá Pahlevi , muito ricos e alguns separatistas do Ahzebaijão que se refugiam em Great Falls Virginia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;A CIA já fez isso no passado com Mohamed Mousadegh e tentou novamente. Porém no mundo atual , parece que os pobres através do seu silêncio mas argúcia está sabendo dar as respostas necessárias as elites carcomidas do Mundo Velho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;Temos que reconhecer a Vitória Acachapante de Ahrmadinejad sem paixões mas com realismo.&lt;br /&gt;Um abraço a todos&lt;br /&gt;&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-3287889228540751391?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/3287889228540751391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2009/06/imprensa-livre.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/3287889228540751391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/3287889228540751391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2009/06/imprensa-livre.html' title='IMPRENSA LIVRE'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-8371184637344804761</id><published>2009-02-13T12:54:00.000-08:00</published><updated>2009-02-13T12:56:06.821-08:00</updated><title type='text'>CRISE DO CAPITAL</title><content type='html'>&lt;div class="ver16" style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;" align="justify"&gt;   Karl Marx manda lembranças&lt;br /&gt;Por: César Benjamin   &lt;/div&gt;    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       &lt;p style="font-weight: bold;"&gt;O que vemos não é erro; mais uma vez, os Estados tentarão salvar o capitalismo da ação predatória dos capitalistas.       &lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold;"&gt;AS ECONOMIAS modernas criaram um novo conceito de riqueza. Não se trata mais de dispor de valores de uso, mas de ampliar abstrações numéricas. Busca-se obter mais quantidade do mesmo, indefinidamente. A isso os economistas chamam "comportamento racional". Dizem coisas complicadas, pois a defesa de uma estupidez exige alguma sofisticação. &lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold;"&gt;Quem refletiu mais profundamente sobre essa grande transformação foi Karl Marx. Em meados do século 19, ele destacou três tendências da sociedade que então desabrochava: (a) ela seria compelida a aumentar incessantemente a massa de mercadorias, fosse pela maior capacidade de produzi-las, fosse pela transformação de mais bens, materiais ou simbólicos, em mercadoria; no limite, tudo seria transformado em mercadoria; (b) ela seria compelida a ampliar o espaço geográfico inserido no circuito mercantil, de modo que mais riquezas e mais populações dele participassem; no limite, esse espaço seria todo o planeta; (c) ela seria compelida a inventar sempre novos bens e novas necessidades; como as "necessidades do estômago" são poucas, esses novos bens e necessidades seriam, cada vez mais, bens e necessidades voltados à fantasia, que é ilimitada. &lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold;"&gt;Para aumentar a potência produtiva e expandir o espaço da acumulação, essa sociedade realizaria uma revolução técnica incessante. Para incluir o máximo de populações no processo mercantil, formaria um sistema-mundo. Para criar o homem portador daquelas novas necessidades em expansão, alteraria profundamente a cultura e as formas de sociabilidade. Nenhum obstáculo externo a deteria. &lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold;"&gt;Havia, porém, obstáculos internos, que seriam, sucessivamente, superados e repostos. Pois, para valorizar-se, o capital precisa abandonar a sua forma preferencial, de riqueza abstrata, e passar pela produção, organizando o trabalho e encarnando-se transitoriamente em coisas e valores de uso. Só assim pode ressurgir ampliado, fechando o circuito. É um processo demorado e cheio de riscos. Muito melhor é acumular capital sem retirá-lo da condição de riqueza abstrata, fazendo o próprio dinheiro render mais dinheiro. Marx denominou D - D" essa forma de acumulação e viu que ela teria peso crescente. À medida que passasse a predominar, a instabilidade seria maior, pois a valorização sem trabalho é fictícia. E o potencial civilizatório do sistema começaria a esgotar-se: ao repudiar o trabalho e a atividade produtiva, ao afastar-se do mundo-da-vida, o impulso à acumulação não mais seria um agente organizador da sociedade. &lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold;"&gt;Se não conseguisse se libertar dessa engrenagem, a humanidade correria sérios riscos, pois sua potência técnica estaria muito mais desenvolvida, mas desconectada de fins humanos. Dependendo de quais forças sociais predominassem, essa potência técnica expandida poderia ser colocada a serviço da civilização (abolindo-se os trabalhos cansativos, mecânicos e alienados, difundindo-se as atividades da cultura e do espírito) ou da barbárie (com o desemprego e a intensificação de conflitos). Maior o poder criativo, maior o poder destrutivo. &lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold;"&gt;O que estamos vendo não é erro nem acidente. Ao vencer os adversários, o sistema pôde buscar a sua forma mais pura, mais plena e mais essencial, com ampla predominância da acumulação D - D". Abandonou as mediações de que necessitava no período anterior, quando contestações, internas e externas, o amarravam. Libertou-se. Floresceu. Os resultados estão aí. Mais uma vez, os Estados tentarão salvar o capitalismo da ação predatória dos capitalistas. &lt;/p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;* Fonte: César Benjamin - CMI Brasil - Centro de Mídia Independente. César Benjamin é editor da Editora Contraponto       &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-8371184637344804761?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/8371184637344804761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2009/02/crise-do-capital.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/8371184637344804761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/8371184637344804761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2009/02/crise-do-capital.html' title='CRISE DO CAPITAL'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-3142525727258721805</id><published>2009-01-10T16:24:00.000-08:00</published><updated>2009-01-10T16:26:03.800-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 11.35pt; line-height: normal;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 15.5pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: black;"&gt;ONU diz que é preciso mudar sistema de produção&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A fome que atinge atualmente 925 milhões de pessoas no mundo não poderá ser eliminada simplesmente aumentando os volumes de produção, mas requer uma mudança total do sistema produtivo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Este é o principal ponto da mensagem emitida hoje pelo relator da ONU para o Direito à Alimentação, Olivier De Schutter, porocasião do Dia Mundial da Alimentação. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;"A violação diária e em massa do direito à alimentação tem sua fonte não na produção insuficiente de alimentos, mas em um sistema de produção cujos limites se tornaram claros agora. É preciso construir um novo sistema sobre as ruínas do antigo", afirmou. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Para o especialista, "a situação de fome no mundo é alarmante. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Como resultado da atual crise, cerca de 100 milhões a mais de pessoas caíram na extrema pobreza. Hoje, há 925 milhões de pessoas com fome no mundo, dos 848 milhões do período 2003-2005". &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;De Schutter constatou que, "apesar de os preços dos alimentos nos mercados internacionais terem caído desde que chegaram a seu máximo em junho de 2008, os preços nos mercados nacionais continuam historicamente altos". &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Em muitos países, acrescentou, especialmente nos importadores em desenvolvimento, o brutal aumento dos preços levou muitas famílias a reduzir a quantidade de comida que consomem ou a recorrer a dietas mais pobres, sem os necessários nutrientes para as crianças. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;De Schutter ressaltou que o desafio "não é aumentar os volumes de produção, mas garantir que esta produção aumente a renda dos que mais precisam, pequenos agricultores que mal vivem de suas colheitas, trabalhadores rurais sem terra e pescadores". &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;"Isso significa não só manter os preços a níveis acessíveis, mas também reduzir a brecha entre os preços do produtor e os que pagam o consumidor", acrescentou. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O especialista afirmou que é preciso ajudar o pequeno produtor a fortalecer sua capacidade de produção e, ao mesmo tempo, protegê-lo das conseqüências dos voláteis preços internacionais e do risco da concorrência desleal dos produtores agrícolas dos países industrializados, que se beneficiam de subsídios maciços. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;EFE &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-3142525727258721805?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/3142525727258721805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2009/01/onu-diz-que-preciso-mudar-sistema-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/3142525727258721805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/3142525727258721805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2009/01/onu-diz-que-preciso-mudar-sistema-de.html' title=''/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2403862443143689020.post-293301499908873312</id><published>2009-01-06T13:47:00.000-08:00</published><updated>2009-01-06T13:49:40.197-08:00</updated><title type='text'>A NOVA ORDEM MUNDIAL</title><content type='html'>Gorbachov: EUA e seus aliados querem isolar Rússia&lt;br /&gt;O último presidente da extinta União Soviética, Mikhail Gorbachov, afirmou que os Estados Unidos e alguns aliados europeus querem "isolar" a Rússia, e alertou sobre o perigo de um retorno aos "jogos de geopolítica" do passado.&lt;br /&gt;» Sarkozy pede responsabilidade a Moscou&lt;br /&gt;» Rússia: CIJ não pode julgar caso&lt;br /&gt;» Cáucaso: UE apóia inventigação&lt;br /&gt;» Medvedev: Rússia deve ser considerada&lt;br /&gt;Gorbachov está na Espanha para participar amanhã da Exposição Internacional de Zaragoza e defendeu hoje a gestão dos líderes russos, além de criticar as intenções de domínio de alguns países ocidentais, expostas em casos como o da Geórgia, no qual "a Rússia foi erroneamente apresentada como agressora".&lt;br /&gt;Gorbachov discorda dos que atribuem à dupla formada pelo presidente Dimitry Medvedev, e o primeiro-ministro, Vladimir Putin, o desejo de criar uma "grande Rússia", e diz que o Governo russo "não quer ser líder" mundial, atitude que vê, sim, em outro país ocidental, em clara alusão aos Estados Unidos.&lt;br /&gt;"Somos um país auto-suficiente. Temos território, energia, ciência, ensino, recursos, tecnologia. Poderíamos alimentar 800 milhões de pessoas", diz Gorbachov, que elogia o trabalho de Putin, em comparação com o período de Yeltsin (1991-2000), quando "o estado da população era o de pobreza".&lt;br /&gt;Por isso, é otimista quando afirma que a Rússia "ressurgirá" e acrescenta que o país "assume seus compromissos internacionais e não pratica jogos ilegais".&lt;br /&gt;O ex-líder soviético compartilha a opinião dos que pensam que os EUA querem enfraquecer e isolar a Rússia com iniciativas como a eventual adesão de Ucrânia e Geórgia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).&lt;br /&gt;"Para quê a Otan quer esses dois países? Para lutar contra o Irã? É ridículo", protestou Gorbachov, que vê no recente conflito da Rússia com a Geórgia um caso exemplar dessa atitude ocidental de "punir erroneamente".&lt;br /&gt;Para ele, a intervenção militar da Geórgia na Ossétia do Sul foi "uma loucura. A destruição de cidades, o ataque a pessoas indefesas com armas sofisticadas. Mas a imprensa não protesta e apresenta a Rússia como agressora", devido à entrada posterior de forças enviadas por Moscou para expulsar as georgianas.&lt;br /&gt;Sobre a Ucrânia, lembra que sua própria mãe era desse território, o qual fez parte durante muito tempo do Império Russo e depois da URSS, acrescenta.&lt;br /&gt;"Desejo êxito e força a eles, mas acredito que não entrarão na Otan", afirma o ex-líder soviético, que também espera que ninguém introduza mais fatores de divisão entre Ucrânia e Rússia.&lt;br /&gt;Gorbachov lembrou que nos anos 80 havia cooperação internacional para reduzir o armamento nuclear e biológico, atitude que faz falta agora. Assim, destacou que nos EUA "há pessoas que estimulam o conflito e querem ampliar a Otan para ganhar mais dinheiro com a produção de armas".&lt;br /&gt;Após ignorar a pergunta sobre se sente nostalgia de sua época de líder soviético, Gorbachov lembrou que a possibilidade de assinar um novo Tratado da União das repúblicas foi abortada pelas forças conservadoras, opostas à "perestroika" (reestruturação), que organizaram o golpe de Estado e levaram à desagregação da URSS.&lt;br /&gt;"Lamento. Foi muito negativo que a URSS tenha caído. Não exagero", afirma Gorbachov, para quem as idéias socialistas "ainda estão vivas" na atualidade, embora mais na Europa do que na Rússia.&lt;br /&gt;O ex-líder se mostrou irônico quando lembrou que após a queda da URSS "foi imposto o liberalismo econômico de acordo às idéias de Washington, mas hoje sabemos que o presidente George W. Bush interveio nas entidades hipotecárias" Freddie Mac e Fannie Mae diante da crise financeira: "é um passo socialista", afirmou.&lt;br /&gt;EFE&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2403862443143689020-293301499908873312?l=nauriaraujo21.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/feeds/293301499908873312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2009/01/nova-ordem-mundial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/293301499908873312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2403862443143689020/posts/default/293301499908873312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nauriaraujo21.blogspot.com/2009/01/nova-ordem-mundial.html' title='A NOVA ORDEM MUNDIAL'/><author><name>NAURI ARAUJO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05980338187778919328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
